Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Noam Chomsky - MIT - 'falou e disse': muito feliz por ver um livro sobre o verdadeiro status epistêmico do neodarwinismo


Noam Chomsky 'falou e disse': “Muito feliz de ver o livro. Eu suspeito que deve ter alguma (muito necessária) influência agora em contraposição ao backgound da “revolução evo-devo" e do reconhecimento tardio da obra de Margulis.” – Noam Chomsky, Professor do MIT Institute, e Professor de Linguística (Emérito). [1]

O livro em questão? The Altenberg 16: An Exposé Of The Evolution Industry, de Suzan Mazur.


1. “Very glad to see the book. I suspect it should have some (very much needed) influence now against the backgound of the “evo-devo revolution” and the belated recognition of Margulis’s work.” – Noam Chomsky, MIT Institute Professor and Professor of Linguistics (Emeritus)

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Traduzindo em graúdos: Chomsky é um crítico de Darwin que está 'saindo do armário'...

Na cabeça e na vida de muitos darwinistas, o Origem das Espécies de Darwin ainda não caiu

NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:

Mudei de propósito o título do artigo. Razão? Em 1980, Stephen Jay Gould declarou: a Síntese Moderna Evolutiva é uma teoria científica morta que posa como ortodoxia somente nos livros didáticos.

Traduzindo em graúdos: a Nomenklatura científica sabe desde 1980 que Darwin não fecha as contas epistêmicas num contexto de justificação teórica, mas mesmo assim a Nomenklatura científica engabela os alunos sobre o fato, Fato, FATO da evolução, abordando nos livros didáticos de Biologia do ensino médio como se fosse ortodoxia científica.

NADA MAIS FALSO e inconcebível entre aqueles que são conhecidos como perseguidores objetivos da verdade.

Mas o que é uma mentira em nome de Darwin, não é mesmo???


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08/11/2009 | Yetlaneci Alcaraz | Berlim
Na cabeça e na vida de muitos alemães, o muro de Berlim ainda não caiu

Conheça dois alemães, um do Leste e um do Oeste, que 20 anos após a reunificação, guardam os alicerces dos mundos opostos de onde vieram. Assim como tantos outros

“Minha vida de criança e adolescente na República Democrática Alemã (RDA) foi feliz. Nunca questionei o fato de viver sob um regime 'especial'. Tudo o que me rodeava era segurança: meus pais e as pessoas em geral viviam tranquilos porque tinham um trabalho seguro e estável. Não ganhavam muito dinheiro, mas era o suficiente para viver bem. Também nunca faltou comida. Realmente não havia muita variedade, pois existiam apenas duas marcas de iogurte, duas de sorvete, mas sempre houve comida”. Quem conta é Doreen Linke, alemã de 35 anos nascida na cidade de Altenburg, no estado da Turíngia, na então Alemanha Oriental.

Rainier Jenses/EFE

Instalação de luz no portão de Brandemburgo, para as comemorações dos 20 anos da derrubada do Muro de Berlim

“Quando era criança, sempre soube que havia gente do outro lado que falava como nós – quer dizer, o mesmo idioma –, que eles tinham algumas coisas em comum conosco, mas que, apesar disso, eram maus. Nos Jogos Olímpicos ou em algum mundial de atletismo, eu sempre queria que ganhássemos deles, pois pela minha lógica nós éramos os bons e eles, os malvados. Não sabia por que, mas meu sentimento era esse”. É assim que Dirk Rott, alemão de 41 anos, descreve suas primeiras impressões sobre a Alemanha Oriental, tidas enquanto crescia na cidade de Waiblingen, no estado de Baden-Württemberg, no sudoeste da antiga Alemanha Ocidental.

Doreen e Dirk não têm nada em comum. Na casa de Doreen, o telefone e o carro chegaram depois que ela completou 15 anos. Dirk viajava de férias com a família para o exterior pelo menos uma vez por ano: Suíça, Itália, Holanda... O pai de Doreen era mineiro e a mãe, professora de um jardim de infância. O pai de Dirk era engenheiro e a mãe, dona de casa. Doreen abandonou a carreira no balé no meio e só aprendeu a profissão de doceira; há dois anos, decidiu entrar no ensino médio, que concluirá daqui a um ano. Dirk, por sua vez, estudou administração, fez estágios no exterior e hoje trabalha na empresa de software Oracle.

Hoje, os dois compartilham o mesmo mundo e a mesma cidade: Berlim. No entanto, de modo inconsciente, segundo eles mesmos, permanecem em seu interior os alicerces destes mundos diametralmente opostos de onde vieram, e que os impedem de se identificarem um com o outro, embora em seus passaportes apareça o nome de um só país: Alemanha.

Dirk e Doreen (foto abaixo) são apenas dois entre centenas de milhares de casos semelhantes na Alemanha, 20 anos depois da queda do muro que dividia o país em dois.

Um país desigual

Mas as diferenças que ainda existem entre os dois mundos não se refletem apenas na história de vida de seus habitantes. Os números também as revelam.

A renda mensal dos habitantes continua bastante desigual. Segundo o Departamento Federal de Estatísticas, a renda mensal média no oeste do país é de 3.213 euros (3.413 para os homens e 2.724 para as mulheres), enquanto no leste é de 2.413 euros (2.447 para os homens e 2.357 para as mulheres).

A diferença salarial quase nula entre homens e mulheres do leste se deve ao fato de que, tradicionalmente, as alemãs orientais têm um alto nível de capacitação, o que as coloca no mesmo nível dos homens. "Diferentemente do oeste, no leste praticamente todas as mulheres trabalhavam e tinham formação muito boa. Em segundo lugar, realizavam trabalhos que tradicionalmente são exclusivos dos homens, como por exemplo dirigir tratores e caminhões. Esta diferença ainda é palpável nos dias de hoje", explica o pesquisador Jochen Staadt, diretor de projetos do Centro de Estudos sobre o Estado e o SED, da Universidade Livre de Berlim. No oeste do país, por outro lado, muitas mulheres continuam desempenhando o tradicional papel de donas-de-casa.

Mas a diferença salarial entre leste e oeste persiste, e há quem a justifique citando o custo de vida dos dois lados do país. De acordo com um estudo da Universidade de Kassel, os alimentos e bens de consumo no leste são 6,5% mais baratos do que no oeste. E, em relação ao preço do aluguel por metro quadrado, a ocidental Munique, por exemplo, é 25% mais cara do que a oriental Leipzig.

Isso não compensa a diferença. Nos níveis de desemprego, a situação continua muito desigual. Os últimos dados oficiais indicam que, em 2008, o índice de desemprego era de 13,1% no leste e 6,4% no oeste - uma diferença ainda significativa.

Tampouco é possível homogeneizar o país nos temas de saúde. A mortalidade por doenças cardiovasculares, por exemplo, é quase o dobro no estado oriental de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental do que no ocidental Baden-Württemberg. Os dados do Instituto de Medicina Social da faculdade Charité, de Berlim, também indicam que, na Saxônia-Anhalt e na Turíngia, no leste, morrem mais pessoas de ataque cardíaco do que na Baviera, no sul.

"Depois da reunificação alemã, o governo investiu bilhões de euros na reconstrução de cidades do leste. Ainda hoje, 20 anos depois, cada alemão que trabalha deve pagar um tributo especial chamado de 'imposto solidário', destinado exclusivamente à reconstrução do novo país", explica Jochen Staadt, diretor de projetos do Centro de Estudos sobre o Estado e o SED, da Universidade Livre de Berlim.

"Agora há povoados no oeste onde as pessoas pedem o fim do investimento no leste, pois já existe até infraestrutura melhor naquele lado. Assim, muito dinheiro foi investido e o nível de vida já é muito melhor do que nos tempos da RDA", continua Staadt. "Mas o fato é que, emocionalmente e na questão da identificação com o sistema da República Federal, ainda há muita gente insatisfeita e que considera a época anterior melhor".

Realidades opostas

Para Doreen Linke, a época da RDA é tão distante que parece pertencer a uma vida anterior. No entanto, ela não deixa de se lembrar: "Minha família não se interessava pela política e, como não tínhamos parentes do outro lado, sempre vivemos muito tranquilos. Minha vida era muito ocupada pela escola e por uma infinidade de atividades como a dança e o esporte." O sistema educativo e de assistência social a bebês e crianças da RDA é um dos raríssimos acertos do antigo regime socialista reconhecidos no Ocidente.

A queda do Muro de Berlim e a reunificação pegaram Doreen em plena adolescência. Mas o novo horizonte prometido a todos pelas autoridades não mudou seu destino radicalmente. Um ano antes, em 1988, ela se mudara para a cidade de Dresden, capital da Saxônia, para se tornar bailarina na reconhecida – e rígida – Balletschule. Suportou a disciplina férrea da escola por dois anos, apenas. Começou a sofrer transtornos alimentares ao tentar cumprir o requisito de ser magra ao extremo e acabou desistindo.

"Então veio a queda do muro e fiz minha primeira viagem a Berlim", conta. "Com uma amiga, entrei pela primeira vez na parte ocidental. Minha única lembrança é que tínhamos fome e comemos a primeira comida barata que encontramos: um dönner kebab" (sanduíche turco com carne de carneiro, às vezes chamado de “churrasco grego”).

Passados os dias de euforia, Doreen voltou para o coração do leste e, durante muitos anos, apesar da reunificação, não conviveu com alemães ocidentais. "Não os procurávamos e eles tampouco nos procuravam", resume.

Os anos posteriores à queda do muro foram duros: seu pai, que trabalhara como mineiro durante 20 anos, perdeu o emprego. De um dia para outro, deixou de ser útil, pois as minas de urânio em que trabalhava foram fechadas. Ele nunca se recuperou do golpe. "Não voltou a ser ele mesmo. Seu jeito alegre de sempre desapareceu e ele se tornou um homem depressivo", conta Doreen. Ela, por sua vez, teve de começar a ganhar a vida. Como a grande maioria dos jovens, conseguiu se incorporar ao novo mundo: trabalhando em um hotel de Dresden, aprendeu o ofício de confeiteira, do qual vive até hoje.

Já a vida de Dirk Rott quase não foi afetada pela reunificação. Depois de várias viagens à RDA, sua visão sobre a maldade do povo alemão oriental mudou. "Quando cresci, visitei o lado leste em várias ocasiões. Minha percepção deste país deixou de ser tão radical. Passei a vê-lo como um país muito atrasado, com pessoas muito tristes, mas não más, que aceitavam seu destino. Além disso, entendi que, de algum modo, eles eram parte de nós", afirma. Dirk continuou a viver no sul da Alemanha, sem maior contato com os novos concidadãos.

Questões de trabalho o trouxeram para Berlim há sete anos. Hoje, ele mora na parte ocidental da cidade, no bairro de Charlottenburg, e raramente visita os bairros orientais. Doreen chegou a morar em Berlim há cinco anos, também por razões de trabalho. Ela se instalou na parte da cidade onde fica mais à vontade, no leste, em Prenzlauerberg. Não fossem as aulas de tango que frequenta em Kreuzberg, era raramente visitaria o lado oeste da cidade.

"Na minha geração, ainda existe um muro psicológico entre nós. O povo do oeste tem preconceitos em relação ao povo do leste. Eles acham que não gostamos de trabalhar e que sempre queremos viver do Estado. Os do leste, por sua vez, continuam achando que os do oeste são arrogantes, fechados e pouco solidários. E continuará assim até que, nas próximas gerações, as lembranças do leste não existam mais", diz Doreen.

"Quanto tempo levou para que os Estados Unidos superassem as diferenças entre norte e sul? É a mesma coisa aqui. A divisão continuará, mas as futuras gerações crescerão livres desses preconceitos", prevê Dirk, otimista.

Espectroscopia NMR coloca em foco os estados invisíveis da proteína

Nature Chemical Biology 5, 808 - 814 (2009)
Published online: 19 October 2009 | doi:10.1038/nchembio.238

NMR spectroscopy brings invisible protein states into focus

Andrew J Baldwin 1 & Lewis E Kay 1

Abstract

Molecular dynamics are essential for protein function. In some cases these dynamics involve the interconversion between ground state, highly populated conformers and less populated higher energy structures ('excited states') that play critical roles in biochemical processes. Here we describe recent advances in NMR spectroscopy methods that enable studies of these otherwise invisible excited states at an atomic level and that help elucidate their important relation to function. We discuss a range of examples from molecular recognition, ligand binding, enzyme catalysis and protein folding that illustrate the role that motion plays in 'funneling' conformers along preferred pathways that facilitate their biological function.

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PDF gratuito deste artigo durante o mês de Novembro de 2009.

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NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:

Quanto mais tecnologia de ponta tivermos à nossa disposição, cada vez nós tomaremos conhecimento da impressionante diversidade e complexidade das coisas bióticas que o impotente gradualismo darwiniano (processo não guiado de acaso, necessidade, mutações filtradas pela seleção natural, tempo) não consegue explicar a origem e a evolução da vida).

O modelo 'nanny' de IDPs

Nature Chemical Biology 5, 778 - 781 (2009)
doi:10.1038/nchembio.233

The nanny model for IDPs
Peter Tsvetkov 1, Nina Reuven 1 & Yosef Shaul 1

Peter Tsvetkov, Nina Reuven and Yosef Shaul are in the Department of Molecular Genetics, Weizmann Institute of Science, Rehovot, Israel.

Correspondence to: Yosef Shaul1 e-mail: yosef.shaul@weizmann.ac.il

Abstract

Intrinsically disordered proteins (IDPs) are subject to ubiquitin-independent degradation, a default and passive process. We describe here a model wherein a group of 'nanny' proteins function to protect newly synthesized IDPs from degradation by default, thereby insuring their maturation into important regulatory molecules.

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PDF gratuito do artigo durante o mês de novembro de 2009.

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NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:

Na natureza darwiniana de garras ensanguentadas, somente o mais apto sobrevive, não existe altruísmo, e a seleção natural cega e ateleológica, não tem como 'enxergar' o bem-estar futuro da coisa biótica. Aqui nós temos proteínas 'nannies' para proteger as novas IDPs sintetizadas de degradarem. Traduzindo em miúdos: Teleologia. Traduzindo em graúdos: Design Inteligente!

O papel dos conjuntos da dinâmica conformacional no reconhecimento biomolecular

Nature Chemical Biology 5, 789 - 796 (2009)
Published online: 10 October 2009 | Corrected online: 28 October 2009 | doi:10.1038/nchembio.232

The role of dynamic conformational ensembles in biomolecular recognition

David D Boehr 1, Ruth Nussinov 2,3 & Peter E Wright 4

Abstract

Molecular recognition is central to all biological processes. For the past 50 years, Koshland's 'induced fit' hypothesis has been the textbook explanation for molecular recognition events. However, recent experimental evidence supports an alternative mechanism. 'Conformational selection' postulates that all protein conformations pre-exist, and the ligand selects the most favored conformation. Following binding the ensemble undergoes a population shift, redistributing the conformational states. Both conformational selection and induced fit appear to play roles. Following binding by a primary conformational selection event, optimization of side chain and backbone interactions is likely to proceed by an induced fit mechanism. Conformational selection has been observed for protein-ligand, protein-protein, protein-DNA, protein-RNA and RNA-ligand interactions. These data support a new molecular recognition paradigm for processes as diverse as signaling, catalysis, gene regulation and protein aggregation in disease, which has the potential to significantly impact our views and strategies in drug design, biomolecular engineering and molecular evolution.

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Ciência de proteína pós-reducionista, ou remontando Humpty Dumpty de novo

Nature Chemical Biology 5, 774 - 777 (2009)
doi:10.1038/nchembio.241

Post-reductionist protein science, or putting Humpty Dumpty back together again
Lila M Gierasch 1 & Anne Gershenson 2

Lila M. Gierasch is in the Department of Biochemistry and Molecular Biology and the Department of Chemistry, University of Massachusetts, Amherst, Amherst, Massachusetts, USA, and

Anne Gershenson is in the Department of Biochemistry and Molecular Biology, University of Massachusetts, Amherst, Amherst, Massachusetts, USA.

Correspondence to: Lila M Gierasch1 e-mail: gierasch@biochem.umass.edu

Correspondence to: Anne Gershenson 2 e-mail: gershenson@biochem.umass.edu


http://www.cartoonstock.com/

Abstract

In their native environments, proteins perform their biological roles in highly concentrated viscous solutions and in complex networks with numerous partners. Yet for many years, the normal practice has been to purify a protein of interest in order to characterize its structural and functional properties. In this Commentary, we discuss how protein scientists are now tackling the theoretical and methodological challenges of studying proteins in their physiological context.

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Vacina para esquistossomose

Vacina para esquistossomose
9/11/2009

Por Fábio Reynol

Agência FAPESP – Após quase cinco anos de trabalho, encerra-se no início de 2010 o Projeto Temático “Genoma funcional do Schistosoma mansoni aplicado ao desenvolvimento de vacinas”, apoiado pela FAPESP.

O projeto buscou avançar o conhecimento para o desenvolvimento futuro de uma vacina para a esquistossomose, doença parasitária que atinge 200 milhões de indivíduos em regiões tropicais do mundo, sendo endêmica em 74 países, inclusive no Brasil.


Partindo de uma base de dados de mais de 30 mil segmentos de genes, pesquisadores buscam vacina para uma doença que atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo (foto: CDC)

O Projeto Temático coordenado por Luciana Cezar de Cerqueira Leite, do Instituto Butantan, utilizou como base o sequenciamento feito no projeto Genoma Schistosoma mansoni, financiado pela FAPESP no âmbito da rede Onsa (Organização para Sequenciamento e Análise de Nucleotídeos, na sigla em inglês), uma rede virtual de laboratórios genômicos do Estado de São Paulo.

A base de dados continha 163 mil sequências de seis estágios do transcriptoma do parasita, obtidos por meio da metodologia Orestes (Open Reading frame Expressed Sequence Tags), resultando em 31 mil segmentos gênicos montados.

No transcriptoma do Schistosoma, cerca de 55% das sequências obtidas codificam para proteínas de funções desconhecidas. Elas não encontram similares nos bancos de dados públicos, o que pode significar que assumem funções específicas nesse parasita que ainda precisam ser descobertas.

Os pesquisadores utilizaram o método da vacinologia reversa, que parte de uma análise bioinformática de todo o genoma, realizando uma varredura em uma grande quantidade de genes/proteínas para identificar quais têm potencial de interação com o sistema imunológico do organismo, isto é, potencial de induzir uma resposta imune protetora. No método clássico, cada proteína é testada individualmente até se encontrar uma com atividade protetora.

A aplicação da vacinologia reversa para Schistosoma mansoni é mais complexa porque as ferramentas de bioinformática ainda não estão tão bem desenvolvidas como no estudo de bactérias. “Trata-se de um organismo muito complexo. É diferente mapear genes de bactérias, por exemplo, que têm sequências contínuas”, disse Luciana à Agência FAPESP.

Por isso, mesmo tendo se iniciado em 2001, o sequenciamento do genoma do verme responsável pela esquistossomose só foi concluído no início de 2009 e ainda traz algumas lacunas.

A equipe do Butantan selecionou 30 genes/proteínas por ferramentas de bioinformática para investigar o potencial protetor. Estes antígenos foram testados utilizando a técnica de vacina de DNA. Diferente das vacinas convencionais compostas por proteínas ou bactérias mortas ou atenuadas, as vacinas de DNA introduzem os plasmídeos dentro da própria célula do indivíduo, onde são produzidas as proteínas. Serão elas que induzirão a resposta imune.

Os ensaios de eficiência exigem uma certa paciência. “Um ensaio de desafio leva uma média de quatro meses. A cercária leva cerca de uma hora para penetrar na pele dos camundongos. Depois, é necessário esperar 45 dias para elas atingirem a fase adulta”, contou Luciana.

Os animais são então analisados para se comparar o número de parasitas encontrados nos animais imunizados com o dos não imunizados. Essa diferença indica o grau de eficiência da vacina. “Considera-se uma proteção razoável uma redução entre 40% e 50%”, disse.

Dos 30 genes analisados, seis inicialmente se mostraram com maior potencial protetor e foi possível aprofundar os estudos e confirmar a proteção para três desses. Porém, devido à grande complexidade do organismo, o grupo estima que serão necessários combinar vários antígenos para compor uma vacina que seja eficaz contra a doença. Portanto, os estudos continuam.

Para complicar, vacinas que se mostrem eficientes em animais não o serão, necessariamente, em organismos maiores, como o humano, o que dá uma mostra da dificuldade e do tempo necessários para o desenvolvimento da pesquisa.

Segundo Luciana, ainda levará tempo para formar um coquetel de antígenos eficaz contra a esquistossomose. Por isso, sua equipe já prepara um novo projeto de pesquisa a fim de dar continuidade aos avanços obtidos até agora.

“É preciso lembrar que o parasita passou muitos e muitos anos aprendendo a driblar o nosso sistema imunológico, por isso, nós também teremos que ter paciência para conseguir entendê-lo e aprender a nos defender dele”, destacou.

Design auxiliado por computador das interações de proteínas funcionais

Nature Chemical Biology 5, 797 - 807 (2009)
Published online: 19 October 2009 | doi:10.1038/nchembio.251

Computer-aided design of functional protein interactions

Daniel J Mandell 1 & Tanja Kortemme 1

Abstract

Predictive methods for the computational design of proteins search for amino acid sequences adopting desired structures that perform specific functions. Typically, design of 'function' is formulated as engineering new and altered binding activities into proteins. Progress in the design of functional protein-protein interactions is directed toward engineering proteins to precisely control biological processes by specifically recognizing desired interaction partners while avoiding competitors. The field is aiming for strategies to harness recent advances in high-resolution computational modeling—particularly those exploiting protein conformational variability—to engineer new functions and incorporate many functional requirements simultaneously.

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PDF gratuito do artigo disponível durante o mês de novembro.

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NOTA IMPERTINENTE DO BLOGGER:

Teleologia pura: 100% Design Inteligente.

Natureza conflitante

Natureza conflitante
9/11/2009

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – “Civilizar” o país e inseri-lo em um projeto de modernidade significava, em grande parte, abandonar a ideia do ambiente rural, da natureza selvagem e dos territórios inóspitos e atrasados. Paraíso terrestre, guerra contra a natureza, sentimento de nostalgia, ideia de progresso e transformação da natureza são alguns dos aspectos analisados no livro Natureza e Cultura no Brasil (1870-1922), que acaba de ser lançado.


Livro analisa como escritores e intelectuais brasileiros na virada do século 20 concebiam as múltiplas relações entre sociedade, natureza e modernidade

A obra investiga como grande parte da intelectualidade brasileira – do fim do século 19 até a Semana de Arte Moderna, em 1922 – percebia e concebia as múltiplas relações entre natureza e sociedade, aliado a um projeto de modernidade nacional.

O livro analisa um conjunto de escritos desse período tanto na ficção como em textos não literários (ensaios, relatos de viagem e memórias) de autores consagrados, como Euclides da Cunha, Graça Aranha e Visconde de Taunay, e outros menos conhecidos, como Alberto Rangel, Hugo de Carvalho Ramos e Domicílio da Gama.

De acordo com a autora Luciana Murari, o conjunto de textos é multifacetado, com muitas contradições, dividido de um lado pela tentativa de “racionalizar tudo”, de encaixar a realidade em modelos cognitivos que a explicassem e que possibilitassem que o homem adquirisse controle sobre a natureza e, de outro, pela percepção da natureza como um espaço sagrado e inatingível.

“Essas duas inclinações não se mostravam mutuamente excludentes no contexto das obras, nem mesmo no conjunto da obra de um mesmo autor. Na melhor das hipóteses, em momentos otimistas, grande parte dos intelectuais brasileiros acreditava que o progresso resolveria tudo, anularia as diferenças e criaria a própria nacionalidade”, disse Luciana, professora do Centro de Ciências Humanas e do Programa de Pós-graduação em Letras, Cultura e Regionalidade da Universidade de Caxias do Sul, à Agência FAPESP

O livro é resultado de sua tese de doutorado, defendida na Universidade de São Paulo (USP) sob a orientação de Elias Thomé Saliba, professor titular em Teoria da História da USP, e recebeu apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações.

“O livro mostra que essa geração de pensadores e ensaístas, mais do que presa às explicações deterministas, biológicas e racistas, viveu uma consciência dividida, característica da cultura do fim de século”, disse Saliba.

“A obra revela ainda como esses pensadores, cada um a sua maneira, denunciam a modernidade postiça, construída a partir da devastação brutal da natureza e da destruição dos laços que mantinham a coesão da sociedade tradicional. Alguns de seus argumentos e descrições, com difusa e surpreendente consciência ecológica, mostram-se ainda estranhamente atuais”, disse.

De acordo com Luciana, em relação ao recorte histórico pouco convencional, a ideia foi investigar o período anterior à Semana de Arte Moderna, “porque esse período precisa ser revisto como um todo e não apenas nos momentos que pareceriam, na melhor das hipóteses, antecipar a chamada revolução modernista”.

“A delimitação é uma referência para se pensar o início do processo de modernização produtiva no Brasil, que também viveu uma espécie de modernização intelectual nesse período, dedicado a transformar os padrões cognitivos em vigor no debate sobre a nacionalidade e a construir uma nova imagem e uma nova postura frente ao país, baseada na ciência”, disse.

Embora não analise os textos dos chamados modernistas de 1922, a pesquisadora conta ter percebido que não houve uma ruptura radical em relação ao debate modernista e algumas questões que circulavam há tempos entre os intelectuais brasileiros do período anterior.

“Os modernistas transformaram muitas coisas e estabeleceram novos padrões estéticos, mas talvez essa noção de ruptura associada ao movimento reproduza o próprio discurso deles, ou de alguns deles, e nos impeça de ver continuidades importantes”, disse.

Ao elencar os escritores interessados na questão da natureza brasileira, Luciana destaca três nomes: o cearense Rodolfo Teófilo, Alberto Rangel, um seguidor de Euclides da Cunha cuja linha ficcional apresenta características de não ficcionais, e Coelho Neto, um dos intelectuais mais prestigiados do seu tempo, mas muito pouco estudado.

Coelho Neto era uma referência para seus contemporâneos, sempre chamado para palpitar nos assuntos mais importantes da vida nacional. Mas acabou, segundo a pesquisadora, ganhando fama de intelectual alienado da realidade nacional.

“Essa acusação, a meu ver, não tem fundamento, mesmo porque ele foi uma referência para o nativismo de sua época, como pioneiro da literatura regionalista. A visão de Coelho Neto sobre a natureza resume muito do que seus contemporâneos discutiam, mas ao mesmo tempo é bastante original porque tem um aspecto místico muito forte e uma emotividade arrebatadora”, disse Luciana.

Sonho da modernidade

Natureza e Cultura no Brasil (1870-1922) está dividido em quatro capítulos, mais um pós-escrito. Um paraíso terrestre mostra as concepções teóricas sobre a relação entre homem e natureza no país e como a relação da sociedade brasileira com sua base natural adquiriu um sentido negativo, “exprimindo um conflito inexorável entre os empreendimentos humanos e as condições do meio natural”.

Guerra contra a natureza, segundo capítulo, aprofunda o diagnóstico “negativo” de uma relação baseada na violência recíproca: tanto a ação destrutiva da natureza em relação aos desígnios humanos como a ação destruídora do homem em relação a ela.

Nos dois últimos capítulos, a autora aborda, respectivamente, o Sentimento do sertão na alma brasileira e o Progresso e transformação da natureza.

“Nesse quarto capítulo, discuto a modernidade propriamente dita, compreendida como uma relação de domínio do homem sobre a natureza. Os autores tentavam demonstrar a viabilidade de uma sociedade moderna no ambiente brasileiro, pacificando a luta do homem contra a natureza e superando a melancolia por meio da ação. É um capítulo sobre as utopias da modernidade brasileira”, explicou.

Segundo Luciana, a construção da natureza no imaginário nacional permite observar o dilema brasileiro a partir da perspectiva de homens conscientes e temerosos do peso da formação colonial e escravocrata do Brasil.

“Trata-se de um fardo que concorria com seus projetos de alinhamento à modernidade e que perturbava a formação de um sentimento coletivo em um país em que as divisões sociais eram muito profundas e irredutíveis”, apontou.

“A modernidade era um sonho que parecia fadado a nunca se realizar, porque aquele peso sempre se fazia sentir e se expressava de forma muito intensa na relação do país com seu meio físico”, disse a autora.

Título: Natureza e Cultura no Brasil (1870-1922)
Autora: Luciana Murari
Ano: 2009
Páginas: 474
Preço: R$ 50
Mais informações: www.alamedaeditorial.com.br

'Mirando' as proteínas para degradação

Nature Chemical Biology 5, 815 - 822 (2009)
Published online: 19 October 2009 | Corrected online: 28 October 2009 | doi:10.1038/nchembio.250

Targeting proteins for degradation

Erin K Schrader 1, Kristine G Harstad 1 & Andreas Matouschek 1

Abstract

Protein degradation plays a central role in many cellular functions. Misfolded and damaged proteins are removed from the cell to avoid toxicity. The concentrations of regulatory proteins are adjusted by degradation at the appropriate time. Both foreign and native proteins are digested into small peptides as part of the adaptive immune response. In eukaryotic cells, an ATP-dependent protease called the proteasome is responsible for much of this proteolysis. Proteins are targeted for proteasomal degradation by a two-part degron, which consists of a proteasome binding signal and a degradation initiation site. Here we describe how both components contribute to the specificity of degradation.

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'Conversa' entre bactérias

Conversa entre bactérias
9/11/2009

Agência FAPESP – Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em Diego, nos Estados Unidos, desenvolveu ferramentas que permitem ver como bactérias “conversam” umas com as outras e como enfrentam e vencem a batalha contra outros microrganismos.

O objetivo da pesquisa é entender como populações diferentes de células se comunicam, o que poderá auxiliar no desenvolvimento de novas terapias para as mais variadas doenças.


Com uso de nova metodologia, pesquisadores conseguem observar interações entre bactérias e delas com outros microrganismos (reprodução)

As bactérias, para se comunicar, segregam moléculas que enviam sinais a outros microrganismos para, por exemplo, obter mais nutrientes. Outras moléculas são secretadas para “desligar” mecanismos de defesa do hospedeiro.

Em artigo publicado neste domingo (8/11) na revista Nature Chemical Biology, Pieter Dorrestein e colegas relatam a abordagem que desenvolveram para descrever, em laboratório, as trocas metabólicas que configuram os relacionamentos entre bactérias.

O grupo usou uma tecnologia chamada de Maldi-Tof (sigla em inglês para Matrix Assisted Laser Desorption Ionization-Time of Flight), que usa espectrometria de massa para estudar colônias de bactérias cultivadas em laboratório.

Interações microbiais, tais como a sinalização, são geralmente consideradas por cientistas em termos da atividade química individual e predominante. Contudo, qualquer espécie bacteriana é capaz de produzir muitos compostos bioativos que podem alterar organismos vizinhos.

A abordagem desenvolvida pelo grupo permitiu observar que as “conversas químicas” entre bactérias envolvem muitos sinais que funcionam simultaneamente.

“Os cientistas tendem a estudar nessa troca metabólica entre bactérias uma molécula de cada vez. Mas, na realidade, tais trocas feitas por microrganismos são muito mais complexas, envolvendo dez, 20 ou até 50 moléculas de uma só vez. Agora, podemos capturar essa complexidade”, disse Dorrestein.

Os pesquisadores estão mapeando centenas de interações bacterianas com a nova tecnologia e esperam produzir um “dicionário bacteriano”, que possa ajudar a traduzir os sinais dos microrganismos.

“A capacidade de traduzir a produção metabólica de microrganimos é cada vez mais importante, tendo em vista sua elevada proliferação. Queremos entender como as bactérias interagem com as células e essa nova ferramenta poderá ajudar nesse objetivo”, disse Dorrestein.

O artigo Translating metabolic exchange with imaging mass spectrometry, de Pieter Dorrestein e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Chemical Biology em www.nature.com/nchembio.

NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:

Pela linguagem teleológica dos autores descrevendo a 'linguagem bacteriana' que tipo de ciência você identifica aqui? Uma cujo arcabouço é somente o acaso, a necessidade, as mutações filtradas pela seleção natural e outro(s) mecanismo(s) evolutivos (de A a Z)num processo cego, não guiado, sem nenhuma finalidade? Ou você consegue enxergar tudo isso, mas o processo é guiado. Traduzindo em graúdos: Design Inteligente!

Liderança astronômica

Liderança astronômica
9/11/2009

Agência FAPESP – Representado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil presidirá em 2010 o Comitê de Satélites de Observação da Terra (Ceos, na sigla em inglês), que reúne 28 agências espaciais e 20 organizações nacionais e internacionais.

Estabelecido em 1984, o Ceos é responsável pela coordenação global de programas espaciais civis e pelo intercâmbio de dados de satélites de observação da Terra em benefício da sociedade.


Inpe presidirá, em 2010, o Comitê de Satélites de Observação da Terra, que coordena ações globais de 28 agências espaciais e 20 organizações internacionais (Foto: Ceos)

No encerramento da 23ª Reunião Plenária do Ceos, realizada em Phuket, na Tailândia, entre 3 e 5 de novembro, o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, foi anunciado oficialmente como novo presidente do comitê para 2010.

O Ceos e outras 51 organizações, além da Comissão Europeia, fazem parte do Grupo de Observações da Terra (GEO, na sigal em inglês), um painel intergovernamental implantado por uma série de cúpulas em nível ministerial, envolvendo 75 países.

O objetivo do GEO é estabelecer, nos próximos dez anos, um Sistema Global de Sistemas de Observação da Terra (Geoss), cuja finalidade é conceber um futuro no qual as decisões e ações em prol da humanidade serão subsidiadas por informações e observações da Terra de forma coordenada, compreensível e sustentável.

Segundo o Inpe, a presidência do Ceos reforça o reconhecimento mundial do Brasil como líder na disseminação do uso de dados de satélites, por ter sido o primeiro a adotar uma política de acesso livre, com o CBERS, em 2004.

O intercâmbio de dados de satélites proporcionado pelo Ceos une esforços e permite, segundo o Inpe, a obtenção de mais informações para o estudo do desmatamento, previsão de desastres naturais, conservação da biodiversidade, entre outras aplicações importantes no atual cenário de mudanças climáticas.

Mais informações no site www.ceos.org

Unesp seleciona docente

Unesp seleciona docente
9/11/2009

Agência FAPESP – O Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Ilha Solteira, abriu concurso público de títulos e provas para preenchimento de emprego público de professor assistente doutor.

As inscrições serão recebidas até o dia 29 de janeiro. Os profissionais serão contratados em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa, sob o regime jurídico da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e da legislação complementar.

O concurso destina-se ao preenchimento de vaga de professor assistente no conjunto das disciplinas "Hidráulica I e II", "Hidrologia Básica" e "Hidrologia Aplicada".

Os interessados em se candidatar para a vaga devem ter graduação em curso superior, com titulação mínima de doutor. O salário será de R$ 6.707,99 mensais. Caso o candidato seja portador do título de livre-docente, o salário será R$ R$ 7.997,59 mensais.

A qualificação necessária à inscrição para o concurso deverá ser demonstrada por estudos, em nível de graduação ou de pós-graduação, na área do conhecimento à qual se integra o conjunto de disciplinas objeto do concurso.

Mais informações: www.obt.feis.unesp.br

Domingo, Novembro 08, 2009

Victoria College, University of Toronto: uma festa de gala para Darwin

"There is grandeur in this view of life...from so simple a beginning endless forms most beautiful and most wonderful have been, and are being, evolved."
-Charles Darwin, 1859


150 Years After Origin: Biological, Historical, and Philosophical Perspectives

Victoria College, University of Toronto, November 21-24, 2009

Tickets are still available for the Gala Celebratory Dinner

Darwin wrote in his autobiography, “In July [1837] I opened my first notebook for facts in relation to the Origin of Species, about which I had long reflected, and never ceased working for the next twenty years.” In 1842, he wrote a “very brief abstract” of his theory (35 pages), which in the summer of 1844 he expanded to 230 pages. Beginning in September 1858, after receiving an essay from Alfred Russel Wallace, “On the Tendency of Varieties to Depart Indefinitely from the Original Type,” which outlined the central mechanism of evolution on which Darwin had been working, he began work on completing the manuscript of The Origin of Species by Means of Natural Selection. John Murray, the publisher, launched the book on November 24, 1859 by releasing 1,250 copies. The impact of The Origin of Species has equalled the impact of Newton’s Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica. It is the unifying theoretical framework for all modern biology.

November 24, 2009 marks the 150th anniversary of the publication of The Origin and The Institute for the History and Philosophy of Science and Technology, the Department of Ecology and Evolutionary Biology, and the Department of Philosophy at University of Toronto are mounting a Gala Celebratory Conference. The conference will culminate in a gala dinner on November 24 at which participants will toast the tremendous achievement of Charles Robert Darwin.

Five multi-disciplinary symposia have been organized. For each symposium, the panel consists of a biologist, a historian of biology and a philosopher of biology.

The Institute for the History and Philosophy of Science and Technology is located on the elegant, historic Victoria University campus (one of the University of Toronto’s federated universities) and the conference will be held in that location.

SPONSORED BY

The Institute for the History & Philosophy of Science & Technology
The Department of Ecology and Evolutionary Biology
The Department of Philosophy
Faculty of Arts & Sciences, University of Toronto
Social Sciences and Humanities Research Council
Situating Science - The Cluster for the Humanistic and Social Studies of Science

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Preservação orgânica de musculatura fóssil com detalhe ultracelular

Organic preservation of fossil musculature with ultracellular detail

Maria McNamara 1,*, Patrick J. Orr 1, Stuart L. Kearns 2, Luis Alcalá 3, Pere Anadón 4 and Enrique Peñalver-Mollá 5

- Author Affiliations

1UCD School of Geological Sciences, University College Dublin, Belfield, Dublin 4, Republic of Ireland

2Department of Earth Sciences, University of Bristol, Wills Memorial Building, Queen's Road, Bristol BS8 1RJ, UK

3Fundación Conjunto Paleontológico de Teruel-Dinópolis, AvenidaSagunto s/n 44002, Teruel, Aragón, Spain

4Consejo Superior de Investigaciones Científicas, Institut de Ciències de la Terra ‘Jaume Almera’, Lluís Solé i Sabarís s/n 08028, Barcelona, Spain

5Museo Geominero, Instituto Geológico y Minero de España, C/ Ríos Rosas 23, 28003 Madrid, Spain

*Author for correspondence (maria.mcnamaral@ucd.ie).

Abstract

The very labile (decay-prone), non-biomineralized, tissues of organisms are rarely fossilized. Occurrences thereof are invaluable supplements to a body fossil record dominated by biomineralized tissues, which alone are extremely unrepresentative of diversity in modern and ancient ecosystems. Fossil examples of extremely labile tissues (e.g. muscle) that exhibit a high degree of morphological fidelity are almost invariably replicated by inorganic compounds such as calcium phosphate. There is no consensus as to whether such tissues can be preserved with similar morphological fidelity as organic remains, except when enclosed inside amber. Here, we report fossilized musculature from an approximately 18 Myr old salamander from lacustrine sediments of Ribesalbes, Spain. The muscle is preserved organically, in three dimensions, and with the highest fidelity of morphological preservation yet documented from the fossil record. Preserved ultrastructural details include myofilaments, endomysium, layering within the sarcolemma, and endomysial circulatory vessels infilled with blood. Slight differences between the fossil tissues and their counterparts in extant amphibians reflect limited degradation during fossilization. Our results provide unequivocal evidence that high-fidelity organic preservation of extremely labile tissues is not only feasible, but likely to be common. This is supported by the discovery of similarly preserved tissues in the Eocene Grube Messel biota.

exceptional faunas taphonomy muscle organic preservation biomolecules

Footnotes

Received July 31, 2009.
Accepted September 22, 2009.
© 2009 The Royal Society

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Para ler este artigo requer assinatura ou pagamento.

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Diferentemente de outros exemplos de tecidos moles encontrados em âmbar ou em ossos, este foi encontrado dentro do corpo do animal. Os cientistas pensam que este tipo de preservação deve ser muito mais comum no registro fóssil e nos fósseis guardados nos museus.

PERGUNTA INDISCRETA DESTE BLOGGER: Será que o DNA desta salamandra foi preservado por 18 milhões de anos? Só poderemos saber se os cientistas ousarem fazer esta pesquisa.

E aquele caso do T. rex da cientista Mary Higby Schweitzer??? Soft tissue and cellular preservation in vertebrate skeletal elements from the Cretaceous to the present e Analyses of Soft Tissue from Tyrannosaurus rex Suggest the Presence of Protein.

O outro 'muro' que ainda não caiu...


Este muro caiu há 20 anos atrás. O 'muro epistêmico' levantado pela Nomenklatura científica e a Grande Mídia proibindo a livre discussão das dificuldades da teoria geral da evolução de Darwin no contexto de justificação teórica e da plausibilidade científica do design inteligente também vai cair. Quem viver, verá!!! E quando este 'muro de blindagem epistêmica' cair o tombo vai ser muito feio! Saia de baixo, pois não vai sobrar pedra sobre pedra.

Fui, nem sei por que, pensando em Marcelo Leite, da Folha de São Paulo, que disse: "O muro está levantado!", oops, "Não damos espaço!"

Foto: AP

AIBS publica dois artigos sobre Darwin OPEN ACCESS

EurekAlert
Public release date: 6-Nov-2009

Contact: Tim Beardsley
tbeardsley@aibs.org
202-628-1500 x226

American Institute of Biological Sciences

AIBS publishes Darwin articles open access

Scholars contribute to the year of Darwin with publications in BioScience

To celebrate the 150th anniversary this month of the publication of On the Origin of Species, the American Institute of Biological Sciences (AIBS) is publishing open access two peer-reviewed articles about Charles Darwin and his historic insights into evolution.

The two articles are by Kevin Padian of the University of California, Berkeley, and James T. Costa of Western Carolina University. Padian's article, "Ten Myths About Charles Darwin," appeared in the October issue of the AIBS journal BioScience and can be read at http://caliber.ucpress.net/doi/full/10.1525/bio.2009.59.9.10. Costa's article, "The Darwinian Revelation: Tracing the Origin and Evolution of an Idea" is published in the November issue of BioScience and can be read at http://caliber.ucpress.net/doi/full/10.1525/bio.2009.59.10.10.

Padian explores some common inaccuracies and untruths about Darwin and his life's work, painting in the process a clear portrait of the man and his struggles to develop a theory to explain the diversity of nature. Costa draws on Darwin's letters and notebooks and other sources to trace the origins of Darwin's key insights, which came to him over many years. Costa suggests that biology teachers can use Darwin's reasoning as a superb example of creative scientific thinking.

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AIBS is a nonprofit 501(c)(3) scientific association dedicated to advancing biological research and education for the welfare of society. Founded in 1947 as a part of the National Academy of Sciences, AIBS became an independent, member-governed organization in the 1950s. Today, with headquarters in Washington, DC, and a staff of approximately 50, AIBS is sustained by a robust membership of some 5,000 biologists and 200 professional societies and scientific organizations; the combined individual membership of the latter exceeds 250,000. AIBS advances its mission through coalition activities in research, education, and public policy; publishing the peer-reviewed journal BioScience and the education website ActionBioscience.org; providing scientific peer review and advisory services to government agencies and other clients; convening meetings; and managing scientific programs.

Sábado, Novembro 07, 2009

Neanderthais 'fizeram amor' com humanos modernos?

Did Neanderthals have sex with modern man?
Mystery may be solved when entire Neanderthal genome is reported

By Charles Q. Choi

updated 11:36 a.m. ET Nov. 6, 2009
We are currently the only human species alive, but as recently as maybe 24,000 years ago another one walked the earth — the Neanderthals.

These extinct humans were the closest relatives we had, and tantalizing new hints from researchers suggest that we might have been intimately close indeed. The mystery of whether Neanderthals and us had sex might possibly get solved if the entire Neanderthal genome is reported soon as expected. The matter of why they died and we succeeded, however, remains an open question.


K. Mowbray, / Ian Tattersall
Comparison between Neanderthal and modern human skeletons.

First recognized in the Neander Valley in Germany in 1856, Neanderthals revealed that modern humans possess a rich and complex family tree that includes now-extinct relatives.

Neanderthals — also called Neandertals, due to changes in German spelling over the years — had robust skeletons that gave them wide bodies and short limbs compared to us. This made them more like wrestlers, while modern humans in comparison are more like long-distance runners.

They were probably less brutish and more like modern humans than commonly portrayed. Their brains were at least as large as ours. They controlled fire, expertly made stone tools, were proficient hunters, lived complex social groups and buried their dead. The discovery of the remains of an adult male Neanderthal with severely deformed arm bones, suggesting a major disability perhaps since childhood, hints they may have taken care of their sick. Genetic research even suggests they might have shared basic language capabilities with modern humans.

"They were a lot more closely related to us than anything alive today," said paleoanthropologist Katerina Harvati at the University of Tübingen in Germany.
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Janet Browne 'falou e disse': o modo de fazer ciência de Darwin foi incomum


“Em uma era quando os filósofos naturais estavam conscientemente chegando a confiar nas expressões de predição, experimento, demonstração, e descoberta, quando verdades reconhecidas da natureza eram estabelecidas pelo ver e pelo crer, a abordagem de Darwin foi duplamente incomum. Ele estava convidando as pessoas a acreditarem em um mundo governado por contingências irregulares, imprevisíveis, bem como pedindo que elas aceitassem sua solução pela simples razão que ela parecia funcionar.” —Janet Browne, Charles Darwin: The Power of Place (Princeton, 2002), p. 56.

“In an era when natural philosophers were consciously coming to rely on idioms of prediction, experiment, demonstration, and discovery, when accredited truths of nature were established by seeing and believing, Darwin’s approach was doubly unusual. He was inviting people to believe in a world run by irregular, unpredictable contingencies, as well as asking them to accept his solution for the simple reason that it seemed to work.” —Janet Browne, Charles Darwin: The Power of Place (Princeton, 2002), p. 56.

A teoria da evolução através da seleção natural: uma visão panorâmica de 1859 a 2009


1. Em 1859: Thomas Huxley, Joseph Hooker, Charles Lyell e St. George Jackson Mivart (todos cientistas) duvidavam da capacidade criativa da seleção natural ser capaz de explicar a origem das espécies - título pomposo de Darwin, mas vazio de evidências encontradas na natureza. Darwin pediu licença ao leitor e sapecou dois exemplos 'imaginários' no Origem das Espécies.


2. Em 1909: Nas comemorações dos 50 anos do Origem das Espécies, a comunidade científica se reuniu na Universidade de Cambridge. As louvaminhices a Darwin foram feitas, mas a seleção natural foi criticada.


3. Em 1959: Nas comemorações dos 100 anos do Origem das Espécies, a comunidade científica se reuniu na Universidade de Chicago. Numa das discussões: há consenso de que a evolução ocorreu e ocorre, os cientistas só não sabem como a evolução ocorre.


4. Em 2009: Apesar das muitas louvaminhices nauseabundas celebrando a Darwin e o Origem das Espécies, devido às novas descobertas em várias áreas científicas, os cientistas já discutem uma nova teoria geral da evolução - Os 16 de Altenberg - a Síntese Evolutiva Ampliada que deverá relegar a seleção natural a segundo plano como mecanismo evolutivo.


Ué, para onde foi o fato, Fato, FATO da evolução? Onde está a teoria científica tão cientificamente corroborada como a lei da gravidade? É esta a maior ideia que toda a humanidade já teve?

Chimpanzés e humanos são 80% diferentes

Eighty percent of proteins are different between humans and chimpanzees

Galina Glazko, Vamsi Veeramachaneni, Masatoshi Nei, Wojciech Makayowski*

Institute of Molecular Evolutionary Genetics, Pennsylvania State University, University Park, PA 16802, USA

Department of Biology, Pennsylvania State University, University Park, PA 16802, USA

Received 12 August 2004; received in revised form 1 October 2004; accepted 5 November 2004

Available online 29 January 2005 - Gene 346 (2005) 215–219

Received by T. Gojobori

Abstract

The chimpanzee is our closest living relative. The morphological differences between the two species are so large that there is no problem in distinguishing between them. However, the nucleotide difference between the two species is surprisingly small. The early genome comparison by DNA hybridization techniques suggested a nucleotide difference of 1–2%. Recently, direct nucleotide sequencing confirmed this estimate. These findings generated the common belief that the human is extremely close to the chimpanzee at the genetic level. However, if one looks at proteins, which are mainly responsible for phenotypic differences, the picture is quite different, and about 80% of proteins are different between the two species. Still, the number of proteins responsible for the phenotypic differences may be smaller since not all genes are directly responsible for phenotypic characters.

D 2004 Elsevier B.V. All rights reserved.

Keywords: Human; Chimpanzee; Genetic distance; Protein identity; Nucleotide identity

FREE PDF GRÁTIS.

Unforgetable - Nat King Cole


Esta é a minha música predileta de Nat King Cole

Mona Lisa – Nat King Cole

Aquellos ojos verde - Nat King Cole

Quizás Quizás Quizás - Nat King Cole


Uma de minhas músicas preferidas de Nat King Cole

'Código de barras' de DNA para árvores tropicais

DNA 'Barcode' For Tropical Trees

ScienceDaily (Nov. 6, 2009) — In foods, soil samples or customs checks, plant fragments sometimes need to be quickly identified. The use of DNA "barcodes" to itemize plant biodiversity was proposed during the 1992 Rio de Janeiro Summit. Jérôme Chave's team from the Evolution et diversité biologique (1) laboratory has tested this method in the tropical forest where the CNRS Nouragues, French Guiana (2) research station is located.

Their study, published in PLoS One, shows that while the identification of plant species has improved considerably, some aspects of this method remain problematic, especially for tropical species.


Climbing to the canopy: the uppermost part of trees, an area with particularly rich biodiversity near the CNRS Nouragues Station in French Guiana. (Credit: Copyright J.CHAVE/CNRS)

Creating a large-scale inventory of plant biodiversity is essential for the development of conservation strategies. Within the framework of the Convention on Biological Diversity(3), the use of DNA barcoding was proposed for the identification of plant and animal species. This method consists of using tissue to sequence short DNA fragments which contain a substantial amount of information. These fragments are then compared to a reference collection to identify their origin. In August 2009, after several years of debate, an international consensus headed by the Plant Working Group of the Consortium for the Barcode of Life (CBoL) was reached, according to which two DNA markers (two gene regions dubbed rbcL and matK) would suffice to characterize 250,000 plant species.

The team from the Toulouse Evolution et diversité biologique(1) laboratory, in collaboration with Guyanese partners, conducted the first test of this DNA barcoding method in a tropical forest environment. A total of eight candidate barcodes were tested on over 200 tree species sampled at the CNRS Nouragues research station in French Guiana(2). More than 2,000 DNA sequences were thus generated for this project. The study yielded significant progress in species discrimination. However, identification success did not exceed 70% and one of the two markers proposed by CBoL proved very difficult to sequence.
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Identification of Amazonian Trees with DNA Barcodes

Mailyn Adriana Gonzalez 1, Christopher Baraloto 2, Julien Engel 1, Scott A. Mori 3, Pascal Pétronelli 4, Bernard Riéra 5, Aurélien Roger 1, Christophe Thébaud 1, Jérôme Chave 1*

1 Laboratoire Evolution et Diversité Biologique, Université Paul Sabatier and CNRS, UMR 5174, Toulouse, France, 2 INRA, UMR Ecologie des Forêts de Guyane, Kourou, French Guiana, France, 3 Institute of Systematic Botany, New York Botanical Garden, Bronx, New York, United States of America, 4 CIRAD, UMR Ecologie des Forêts de Guyane, Kourou, French Guiana, France, 5 Laboratoire Fonctionnement, Evolution et Mécanismes Régulateurs des Ecosystèmes Forestiers, CNRS, UMR 5176, Brunoy, France

Abstract Top

Background

Large-scale plant diversity inventories are critical to develop informed conservation strategies. However, the workload required for classic taxonomic surveys remains high and is particularly problematic for megadiverse tropical forests.

Methodology/Principal Findings

Based on a comprehensive census of all trees in two hectares of a tropical forest in French Guiana, we examined whether plant DNA barcoding could contribute to increasing the quality and the pace of tropical plant biodiversity surveys. Of the eight plant DNA markers we tested (rbcLa, rpoC1, rpoB, matK, ycf5, trnL, psbA-trnH, ITS), matK and ITS had a low rate of sequencing success. More critically, none of the plastid markers achieved a rate of correct plant identification greater than 70%, either alone or combined. The performance of all barcoding markers was noticeably low in few species-rich clades, such as the Laureae, and the Sapotaceae. A field test of the approach enabled us to detect 130 molecular operational taxonomic units in a sample of 252 juvenile trees. Including molecular markers increased the identification rate of juveniles from 72% (morphology alone) to 96% (morphology and molecular) of the individuals assigned to a known tree taxon.

Conclusion/Significance

We conclude that while DNA barcoding is an invaluable tool for detecting errors in identifications and for identifying plants at juvenile stages, its limited ability to identify collections will constrain the practical implementation of DNA-based tropical plant biodiversity programs.

Citation: Gonzalez MA, Baraloto C, Engel J, Mori SA, Pétronelli P, et al. (2009) Identification of Amazonian Trees with DNA Barcodes. PLoS ONE 4(10): e7483. doi:10.1371/journal.pone.0007483

Editor: Andy Hector, University of Zurich, Switzerland

Received: August 28, 2009; Accepted: September 28, 2009; Published: October 16, 2009

Copyright: © 2009 Gonzalez et al. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.

Funding: Funding from Agence Nationale pour la Recherche and CNRS are acknowledged. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.

Competing interests: Author Jerome Chave is on the editorial board.

* E-mail: chave@cict.fr

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As minhas bactérias 'personalizadas' não são as suas bactérias

Map Of Human Bacterial Diversity Shows Wide Interpersonal Differences

ScienceDaily (Nov. 6, 2009) — A University of Colorado at Boulder team has developed the first atlas of bacterial diversity across the human body, charting wide variations in microbe populations that live in different regions of the human body and which aid us in physiological functions that contribute to our health.

The study showed humans carry "personalized" communities of bacteria around that vary widely from our foreheads and feet to our noses and navels, said CU-Boulder's Rob Knight, senior author on the paper published in the Nov. 6 issue of Science Express. The researchers found unexpectedly wide variability in bacterial communities from person to person in the study, which included nine healthy volunteers and which targeted 27 specific sites on the body.


A new study showed humans carry "personalized" communities of bacteria around that vary widely from our foreheads and feet to our noses and navels. (Credit: iStockphoto/Bernad Gavril)

"This is the most complete view we have yet of the microbial side of ourselves, one that our group and others will be adding to over the coming years," said Knight an assistant professor in CU-Boulder's chemistry and biochemistry department. "The goal is to find out what is normal for a healthy person, which will provide a baseline for further studies to look at people with diseased states. One of the biggest surprises was how much variation there was from person to person in a healthy group of subjects."

Co-authors on the Science Express study, the online version of the journal Science, included CU-Boulder's Elizabeth Costello, Christian Lauber, Micah Hamady and Noah Fierer, as well as Jeffrey Gordon from the Washington University School of Medicine in St. Louis.

There are an estimated 100 trillion microbes residing on and within each human being that are thought to collectively endow us with the essential traits we rely on for a variety of functions, including the proper development of our immune systems, efficient digestion of key foods and resistance to invasion by lurking microbial pathogens.

The CU-Boulder team looked high and low, analyzing microbial communities in places such as hair on the head, ear canals, nostrils, mouth, lower intestine, and 18 different skin sites ranging from foreheads and armpits, forearms, palms, index fingers, navels, the back of the knees and the soles of the feet. The team used the latest generation of massively parallel DNA sequencers and new computational tools developed at CU-Boulder.

The study subjects were sampled four times each over a three-month period, typically after showering an hour or two earlier. Microbial DNA was then isolated directly from swabs used for sampling each body site, eliminating the standard culturing step. Specific bacterial RNA genes present in the DNA were then amplified using a technique known as PCR and the genes were then sequenced with high-capacity DNA sequencers, said Knight.

The specific bacterial RNA genes amplified from each sample, which were obtained from each body site of each individual, were "tagged" during the PCR step with a sample-specific DNA barcode developed by Knight's group. This allowed the team to pool hundreds of samples together prior to a single sequencing "run," reducing the cost and increasing the speed of the work.

Specific skin sites, as well as hair, nostril and ear canal sites, had the highest levels of variability within individuals over time and were roughly on a par with the human lower intestine, according to the study. The highest diversity skin sites were the forearms, palm, index finger, back of the knee and sole of the foot. The armpits and soles of the feet showed some similarities, perhaps because they are from dark and moist environments, said Fierer.

The mouth cavity showed the least variation in diversity both within individuals and between people, according to the study. The team also found the skin "head group" -- which included forehead, external nose, external ear and hair -- was dominated by one type of bacteria, while sites on the trunk and legs were dominated by a different group.

"We have an immense number of questions to answer," said Fierer, an assistant professor in CU-Boulder's ecology and evolutionary biology department who was a co-author on the study. "Why do healthy people have such different microbial communities? Do we each have distinct microbial signatures at birth, or do they evolve as we age? And how much do they matter? We just don't know yet."

Costello, the first author on the paper who recently accepted a postdoctoral position at Stanford University, likened the analysis of human bacterial communities to charting the growth of newborns. "Just as babies are tracked for weight and height as they grow to see where they fall in relation to normal ranges, we'd like to be able to find out if there are normal ranges of microbial communities for humans that could be tracked over time."
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Tallis 'falou e disse': não existe explicação evolutiva para a consciência

The unnatural selection of consciousness
WRITTEN BY: RAYMOND TALLIS | APPEARS IN: ISSUE 46

POSTED BY: TPM ⋅ JULY 23, 2009 ⋅ EMAIL THIS POST ⋅ POST A COMMENT

FILED UNDER SCIENCE

Ray Tallis argues that there is no evolutionary explanation of consciousness

We have grown accustomed – perhaps too accustomed – to the idea that every characteristic of living creatures has been generated by the operation of natural selection on spontaneous variation; that it is there because it has, or at the very least once had, survival value or was a consequence of other things that had a survival value. Consciousness, even human consciousness, we are told, is no exception to this rule. Biology does not tolerate anything biologically useless and, given that my brain consumes 20% of my energy supply, and quite a lot of this seems to be used by neurones that are supposed to be responsible for keeping me conscious, consciousness must have a use. And it follow from this that all the things that consciousness enables us to get up to – not only fleeing predators whom we are aware of but also creating art or writing books like The Origin of Species – must also be directly or indirectly related to survival – now, or at some time in the past. Whether or not this is true, the ubiquity of “neuro-evolutionary” accounts of everyday human life is a testimony to belief in the power of evolution to explain consciousness.

But how well-founded is this belief? Was it really natural selection that eventually brought into being creatures that could see that they were naturally selected? Was it the blind laws of physics that so organised the matter in us that it could see the laws of physics and that they were blind? If we are going to address these questions properly, we need to start far enough back to see them clearly. We need to ask by what means consciousness could have come into being – if it was not there in the beginning - and what advantages it confers.

The zero point of evolution is a primitive self-replicator, perhaps a silicate, hardly differentiated, though exquisitely structured, like a crystal. A succession of steps over huge stretches of time, and unconsciously guided by natural selection, led to single cell organisms with their nuclei, organelles, membranes and, eventually, one or two bits of kit such as flagella to aid swimming. That was the story of life for 2.5 billion years until the Cambrian explosion 500 million years ago. Then multi-cellular forms arrived; after which came more complex organisms, with distinctive organs and systems, to deal with the business of keeping the organism stable, accessing nutrients, evading predators, and - when sexual reproduction came on the scene to give natural selection more genetic variation to get its teeth into - finding mates.

The confidence that these developments can be explained in Darwinian terms seems increasingly well-founded; so let us set aside the Creationist appeal to “irreducible complexity”, as evidence that higher organisms could not have evolved step-by-step, and the related claim that Intelligent Design is required to explain the emergence of exquisite structures such as the eye. But what of the other great story: the emergence of sentience, and of more complex consciousness, and ultimately of self-consciousness? How well does this fit into the Darwinian picture?

Very badly, notwithstanding Richard Dawkins’ claim that “Cumulative selection, once it has begun, seems…powerful enough to make the evolution of intelligence probable, if not inevitable” (The Blind Watchmaker p.146). Consider vision: let us begin with the notional “ur-eye”, the light-sensitive spot on the skin of some ancestral creature. This might confer a tiny survival advantage, perhaps making it easier to avoid predators. And one could see how an ever more complex sensitive surface, wiring the organism into ever more exquisitely discriminated and versatile behaviour, might be explained by natural selection. There are now very good accounts of gradual changes, each conferring an advantage, leading to the emergence of the orbit, the retina, the lens and so on, without appealing to Intelligent Design. And there are plenty of intermediate forms, demonstrating the benefits of having photosensitive structures marking the staging posts to the kind of complex eyes seen in higher organisms. But this story doesn’t address three problems that a satisfactory evolutionary account of consciousness would need to deal with. Consider the emergence of sight from photosensitivity.
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NOTA DESTE BLOGGER:

Tallis é um filósofo e médico ateu:

”I am a humanist and see my work as a doctor and as a philosopher as respectively an expression of, and as setting out the case for, my humanist convictions.”

Fonte.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Mestrado em Comunicação na UFPB

JC e-mail 3884, de 06 de Novembro de 2009.

28. Mestrado em Comunicação na UFPB

Inscrições até 20 de novembro

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) publica Edital para a Seleção 2010, em nível de Mestrado, ofertando 12 vagas para as suas duas linhas de pesquisa: Mídia e Cotidiano e Culturas Midiáticas Audiovisuais.

A inscrição poderá ser feita pessoalmente ou por procuração na Secretaria do Programa no Bloco Administrativo Complexo de Comunicação, Turismo e Arte (CCTA), da UFPB, Campus I, João Pessoa, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. Também serão aceitas inscrições enviadas por Sedex, postadas até as 12h do último dia das inscrições, conforme calendário estabelecido pelo PPGC.

Mais informações, pelo telefone (83) 3216-7330 ou no site www.cchla.ufpb.br/ppgc

O precário álibi antidarwinista

Ponto crítico

O precário álibi antidarwinista

Maurício Tuffani


Capa de revista francesa do século 19.

Não se empolgue, eventual leitor criacionista ou adepto do Design Inteligente, com a piada feita com a imagem de Darwin na capa desta edição de Unesp Ciência. Em primeiro lugar, nós, jornalistas, muitas vezes caricaturamos os personagens de nossas notícias, independentemente de concordamos ou não com eles. Além disso, a complexidade do atual estágio da bioquímica certamente obrigaria o fundador do evolucionismo a repensar algumas de suas ideias principais, mas não põe em xeque o preceito básico de que o desenvolvimento de todas as formas de vida não precisa ser explicado em função de qualquer causa externa à própria natureza.

Vista com outros olhos, a brincadeira com a hipotética e extemporânea perplexidade de Darwin se encaixaria como uma luva nas críticas formuladas nas últimas décadas por partidários do Design Inteligente.

É o caso, por exemplo, do norte-americano Michael Behe, professor do Departamento de Ciências Bioquímicas da Universidade Lehigh, na Pennsylvania (EUA), e autor de uma das mais importantes obras de divulgação antievolucionistas, A Caixa Preta de Darwin, de 1996, publicada no Brasil no ano seguinte (Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997, 300 p.).

O pressuposto central de Behe nesse livro consiste na constatação de que os biólogos evolucionistas puderam algum tempo ignorar os detalhes moleculares sobre a vida porque muito pouco se sabia sobre eles. “Agora, a caixa preta da célula foi aberta e o mundo infinitesimal que veio à tona precisa ser explicado”, disse o pesquisador referindo-se ao desenvolvimento de sua especialidade a partir de meados do século 20 (pág. 32).

Segundo ele, o grande desafio do darwinismo é explicar como sistemas bioquímicos evoluíram de níveis mais simples para outros de maior complexidade sem uma interferência externa. Behe tomou o cuidado de evitar a falácia lógica do argumento da ignorância: “Dizer que a evolução darwiniana não pode explicar tudo na natureza não equivale dizer que a evolução, a mutação aleatória e a seleção natural não ocorram (pág. 179). Apesar disso, ele deu o desafio por encerrado: “Eles [os sistemas] foram desenhados não por leis da natureza, pelo acaso ou pela necessidade; na verdade, foram planejados. O planejador sabia que aparência os sistemas teriam quando completos, e tomou medidas para torná-los realidade em seguida” (pág. 195).

Independentemente de os argumentos de Behe e de outros adeptos do Design Inteligente serem consistentes ou precários do ponto de vista científico, é necessário reconhecer que a imprensa em geral tem renunciado a apresentá-los. Mais que isso, muitos veículos de comunicação têm tachado os propositores do DI como meros criacionistas, igualando-os àqueles que ainda hoje se recusam cegamente a origem da Terra há cerca de cinco bilhões de anos e teimam na versão bíblica de cerca de seis milênios.

As informações da reportagem “O que nem Darwin imaginava” permitem ver que a alegação da suposta falta de explicações dos saltos evolutivos não é uma objeção consistente ao evolucionismo, mas um álibi da precariedade do Design Inteligente.

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PDF gratuito aqui.

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A reprodução deste artigo de Maurício Tuffani teve permissão prévia e exclusiva de Unesp Ciência, não podendo ser permitidas reproduções.

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NOTA DESTE BLOGGER:

Os adeptos do Design Inteligente no Brasil já solicitaram ao Maurício Tuffani, editor do UnespCiência, a postagem de artigos por Michael Behe, William Dembski ou Jonathan Wells replicando as críticas feitas contra as teses do DI.

Vamos aguardar a resposta deste sábio editor.

A 'barriga' da UnespCiência: é Darwin 3.0


A nova edição da revista UnespCiência já está disponível online.

Infelizmente a UnespCiência cometeu uma 'barriga' imperdoável: o upgrade teórico é Darwin 3.0 e não Evolução 2.0:

1. Darwin 1.0 (1859)

2. Darwin 2.0 (1930-1940 Síntese Evolutiva Moderna)

3. Darwin 3.0 (Síntese Evolutiva Ampliada, talvez em 2010 depois das comemorações dos 200 anos de Darwin e dos 150 anos do Origem das Espécies).

A teoria do Design Inteligente também está lá, severamente criticada, mas está!

Será que o Maurício Tuffani publicaria um artigo do Michael Behe, do William Dembski, ou do Jonathan Wells na UnespCiência?

CNPQ: uma visita rápida, mas mais do que ilustre

Alô CNPQ, acuso sua rápida, mas mais do que ilustre visita a este blog:

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City: Braslia
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Até num órgão máximo da Nomenklatura científica este blog é lido!!!

Quando é que a Nomenklatura científica e a Grande Mídia vão debater a evolução?

A Nomenklatura científica e a Grande Mídia tupiniquins se recusam debater a teoria geral da evolução de Darwin. Eles sempre polarizam a questão como sendo uma questão de religião versus ciência.

Não é nada disso, Srs., o debate não é isso. O debate não é uma questão religiosa, mas uma questão secular e de interesse de toda a sociedade: o status epistêmico da teoria que traduz, dizem, a maior ideia que toda a humanidade já teve e que provocou, dizem, uma revolução inigualável no pensamento humano sobre a questão da origem e evolução das coisas bióticas.

Quando a Nomenklatura científica teima, como teimou com o artigo "Evolução e religião", de Sérgio Danilo Junho Pena, publicado no Ciência Hoje On-Line, de 09/10/2009, mais a recusa de Bernardo Esteves, editor executivo do CH On-Line, da publicação de réplica do artigo pelos proponentes do Design Inteligente no Brasil, o debate sobre a evolução mais uma foi confundido pela insistente polarização entre a ciência e a religião.

Há razões para isso:

1. Blindar Darwin de quaisquer críticas pública que mostre a falência epistêmica da teoria que se propôs explicar, e não explica, a origem e evolução das espécies.

2. Não dar 'verniz' científico à teoria do Design Inteligente.

Esta atitude é um tiro de canhão nos pés da Nomenklatura científica e da Grande Mídia tupiniquim que, segundo Marcelo Leite, não dá espaço!

Srs., o verdadeiro debate é dentro da própria ciência sobre a pseudociência da seleção natural como mecanismo evolutivo capaz de 'transmutar' um Australopithecus afarensis em Antropólogo amazonense!

Este debate científico da teoria científica tão corroborada como a lei da gravidade, ainda não ocorreu na escala que deveria: em todas as nossas universidades e em toda a Grande Mídia.

Quem tem medo desse debate científico franco?

Adivinhe???

A ciência é apenas uma nova religião?

Cara L. Santa Maria
Biology and psychology teacher at college and high school levels
Posted: November 4, 2009 01:02 PM

Is Science Just a New Religion?

Are we doing ourselves a disservice when we speak about our "belief" in evolution? Should we find a new way to talk about the "theories" that underlie our ideas? What about when we talk about the "design" of human anatomy? Why are we always finding ourselves on the defensive? Doesn't all of the natural evidence that the universe has to offer support the conclusions that scientists have drawn (and modified) over the past five centuries? I've had religious friends confront me about my passion for neuroscience, noting that my excitement often sounds suspiciously like religious fervor. And, very matter-of-factly, I must explain that there are two enormous differences between science and religion: doubt and faith.

Science is riddled with doubt, and religion is completely founded on faith. Rely on faith, and the scientific method falls apart. Insert doubt, and religious certainty quickly dwindles. Something tells me that the fundamentalist religious folks who want to add "creation-science" to state mandated science curricula don't really understand what the hell the word science actually means. Because let's face it, once intelligent design squeezes its way into the pages following evolution in our biology books, we might as well add astrology to our astrophysics lectures and toss some alchemy education into the chemistry lab.
So, what is science? Well, according to skeptic Michael Shermer, science is "a set of methods designed to describe and interpret observed or inferred phenomena, past or present, aimed at building a testable body of knowledge open to rejection or confirmation."
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O mais antigo mamífero teriano da Europa e a sua significância na paleogeografia do tronco marsupial

The oldest modern therian mammal from Europe and its bearing on stem marsupial paleobiogeography

Romain Vullo a,b,1, Emmanuel Gheerbrant c, Christian de Muizon c and Didier Néraudeau b

+ Author Affiliations

aUnidad de Paleontología, Departamento de Biología, Calle Darwin, Universidad Autónoma de Madrid, Cantoblanco, 28049 Madrid, Spain;

bUniversité de Rennes 1, Unité Mixte de Recherche Centre National de la Recherche Scientifique 6118, Campus de Beaulieu, 35042 Rennes, France; and

cUMR 7207 du Centre National de la Recherche Scientifique - CR2P Centre de Recherches sur la Paléobiodiversité et les Paléoenvironnements, CP 38, Muséum national d'Histoire naturelle, 75005 Paris, France

Edited by Richard L. Cifelli, Oklahoma Museum of Natural History, and accepted by the Editorial Board September 25, 2009 (received for review March 17, 2009)

Abstract

We report the discovery of mammalian tribosphenic teeth from the basal Cenomanian of southwestern France that we refer to a new primitive marsupial-like form identified as a basal taxon of Marsupialiformes, a new clade recognized here to include the crown group Marsupialia and primitive stem lineages more closely related to Marsupialia than to Deltatheroida. Arcantiodelphys marchandi gen et sp nov. shares several significant marsupial-like features (s.l.) with marsupialiform taxa known from the North American Mid-Cretaceous. Among marsupialiforms, it shows a closer resemblance to Dakotadens. This resemblance, which is plesiomorphic within “tribotherians,” makes Arcantiodelphys one of the most archaic known Marsupialiformes. Moreover, Arcantiodelphys is characterized by an original and precocious crushing specialization. Both the plesiomorphic and autapomorphic characteristics of Arcantiodelphys among Marsupialiformes might be explained by an Eastern origin from Asian stem metatherians, with some in situ European evolution. In addition, the presence of a mammal with North American affinities in western Europe during the early Late Cretaceous provides further evidence of a large Euramerican biogeographical province at this age or slightly before. Concerning the paleobiogeographical history of the first stem marsupialiforms during the Albian–Cenomanian interval, 2 possible dispersal routes from an Asian metatherian ancestry can be proposed: Asia to Europe via North America and Asia to North America via Europe. The main significance of the Archingeay-Les Nouillers mammal discovery is that it indicates that the beginning of the stem marsupialiforms history involved not only North America but also Europe, and that this early history in Europe remains virtually unknown.

Cretaceous mammals Marsupialiformes nov.

Footnotes

1To whom correspondence should be addressed. E-mail: romain.vullo@gmail.com
Author contributions: D.N. designed research; R.V. and E.G. performed research; R.V., E.G., and C.d.M. analyzed data; and R.V., E.G., and C.d.M. wrote the paper.

The authors declare no conflicts of interest.

This article is a PNAS Direct Submission. R.L.C. is a guest editor invited by the Editorial Board.

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PDF gratuito do artigo aqui.

Físico brasileiro é premiado pela TWAS

Físico brasileiro é premiado pela TWAS
6/11/2009

Por Fábio Reynol

Agência FAPESP – Nathan Jacob Berkovits, professor titular do Instituto de Física Teórica (IFT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), recebeu o Prêmio de Física de 2009 da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS).

A premiação foi conquistada por causa de seus estudos da teoria das supercordas. O físico desenvolveu uma formulação matemática batizada de “espinores puros”, que, desde que foi apresentada em 2000, tem facilitado a realização de cálculos na teoria das supercordas.


Nathan Berkovits, da Unesp, coordenador do Projeto Temático FAPESP "Pesquisa e ensino em teoria de cordas", ganha Prêmio Física de 2009 da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (foto: arq.pessoal)

Berkovits coordena o projeto “Pesquisa e ensino em teoria de cordas”, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático.

A teoria das cordas é uma tentativa de explicar todas as partículas e forças fundamentais da natureza – gravidade, eletromagnetismo e as forças nucleares fortes e fracas – em uma única teoria, por meio da modelagem dessas forças em vibrações de minúsculas cordas supersimétricas. “A obtenção de uma descrição unificada de todas as forças fundamentais na natureza é um sonho antigo dos físicos teóricos”, conta Berkovits.

Supersimetria é uma simetria que relaciona uma partícula fundamental com determinado valor de spin com outras partículas com spins diferentes – para cada bóson existiria um férmion correspondente com a mesma massa e mesmos números quânticos internos. Não há, até o momento, evidências diretas para a existência de supersimetria.

A teoria das supercordas também tem outras aplicações importantes. “Ela tem sido empregada recentemente na física de íons pesados, em matemática e há tentativas também em supercondutividade”, disse o físico à Agência FAPESP.

Segundo o físico, os estudos que serão feitos no LHC, maior acelerador de partículas do mundo, instalado pela Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern) na fronteira entre França e Suíça, podem trazer novidades para a teoria das cordas.

“É difícil dizer, pois tudo dependerá do resultado desses trabalhos. Se encontrarem a supersimetria, por exemplo, será uma importante comprovação da teoria, mas ainda não se sabe o que poderá ser encontrado” , disse Berkovits, que espera que o prêmio sirva de estímulo a essa área de pesquisa no Brasil.

Grupos pela internet

Nascido nos Estados Unidos, Berkovits fez graduação e mestrado na Universidade Harvard e doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley. Fez pós-doutorado na Universidade de São Paulo, no King's College London, nas universidades dos Estados de Nova York e de New Jersey (Rutgers) e na Universidade de Chicago. Desde 1997 está no IFT da Unesp, tendo se naturalizado brasileiro em 2002. É um dos maiores especialistas no mundo na teoria das supercordas.

Quando chegou ao país, em 1994, Berkovits lembra de contar nos dedos os pesquisadores que se dedicavam a esse tema por aqui. Hoje, há vários grupos brasileiros que se debruçam sobre o assunto, embora ainda não sejam numerosos em comparação a outras áreas de pesquisa em física, segundo admite o pesquisador.

Apesar de ter sido apresentada na década de 1970, a teoria das supercordas encontrou um maior número de pesquisadores interessados apenas a partir das últimas duas décadas. “Com a internet, ficou mais fácil a interação entre os grupos e os avanços estão bem mais rápidos”, disse o físico. Ele conta que o tema tem atraído especialmente pesquisadores jovens.

Berkovits dividirá o prêmio de US$ 15 mil com Hongjun Gao, da Academia Chinesa de Ciências – que pesquisa a formação da estrutura quântica. O anúncio dos ganhadores foi feito no dia 19 de outubro em Durban, na África do Sul.

Fundada em 1983 em Trieste, na Itália, a Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento foi lançada oficialmente pela Organização das Nações Unidas dois anos depois com o objetivo de promover a capacidade e a excelência científica nos países em desenvolvimento e produzir ciência de modo sustentável.

Mais informações sobre o prêmio: http://twas.ictp.it

Esperando o inesperado

Esperando o inesperado
6/11/2009

Agência FAPESP – Os organismos asseguram a sobrevivência de suas espécies adaptando-se geneticamente ao ambiente. Mas, se as condições ambientais mudarem muito rapidamente, a extinção de uma espécie pode ser a consequência.

Uma estratégia para enfrentar esse desafio com sucesso é a geração de uma descendência variável, capaz de sobreviver em ambientes diferentes. Desse modo, mesmo que uma parte dos descendentes deixe de existir, a permanência da espécie como um todo estará garantida.


Cientistas observam estratégia por meio da qual organismos geram diferentes descendentes para ampliar as chances de sobrevivência da espécie diante de mudanças ambientais (foto: divulgação)

Pela primeira vez, cientistas observaram a evolução dessa estratégia em laboratório. Uma linhagem de bactérias exposta a condições ambientais que se modificavam rapidamente desenvolveu a capacidade de gerar descendência variável sem mutações adicionais. A estratégia assegurou a sobrevivência da linhagem. Os resultados ganharam a capa da nova edição da revista Nature, publicada nesta quinta-feira (5/11).

Um provérbio popular recomenda “não colocar todos os ovos em um cesto” para, em caso de algum imprevisto, não acabar sem um único. Na biologia, tal estratégia é conhecida como bet-hedging e tem como objetivo distribuir o risco de mortalidade, ampliando as chances de sobrevivência.

Mas, no curso da evolução, essa estratégia não é o modo habitual de se adaptar ao ambiente. O comum é que os portadores de mutações vantajosas prevaleçam em relação a indivíduos que não apresentam tais mutações.

No bet-hedging, uma geração produz descendentes que são geneticamente idênticos, mas que diferem na capacidade de prosperar em condições ambientais específicas. Algumas crias são adaptadas ao ambiente presente, enquanto outras preferem condições totalmente diferentes. No caso de mudanças rápidas e drásticas no ambiente, a vantagem fica com as segundas, que garantem a permanência da espécie.

A vantagem evolutiva da estratégia aumenta quanto mais imprevisível e drasticamente mudarem as condições ambientais. Tais mecanismos de aumento de riscos são usados pelas bactérias patogênicas: ao variar a superfície celular, organismos geneticamente idênticos conseguem escapar do sistema imunológico humano. Também são conhecidos exemplos de bet-hedging entre plantas e animais.

No novo estudo, um grupo de pesquisadores da Alemanha, Holanda e Nova Zelândia estudou bactérias da espécie Pseudomonas fluorescens. Devido ao seu tempo de geração curto (as células se dividem cada 52 minutos), essas bactérias são particularmente propícias para estudo evolucionário em laboratório. Além disso, o genoma relativamente pequeno desses organismos facilita a detecção de novas mutações.

Os cientistas expuseram linhagens de bactérias alternadamente a meios de cultura não sacudidos ou sacudidos. Devido a mutações benéficas no genoma, novas variantes emergiram nos dois ambientes, com vantagens para o ambiente sacudido ou para o não sacudido. Uma vez emergida, cada nova variante superava todos os outros representantes da linhagem ancestral que não sofreram mutações.

A partir da suposição de que uma variante que se diferenciou na sua aparência exterior de seu antecessor (por exemplo, com superfície lisa e não áspera) também deve ter suplantado a geração paterna, o representante mais frequente dessa nova variante foi escolhido e transferido para o outro ambiente.

As mutações que tinham vantagens nos meios sacudidos ficaram em desvantagem em ambientes não sacudidos, e vice-versa. Como consequência, novas mutações – e novas variantes – se desenvolveram para compensar essa desvantagem. Assim que as bactérias se adaptaram a um ambiente, foram forçadas a se readaptar ao outro.

As modificações constantes entre meios sacudidos e não sacudidos logo resultaram no desenvolvimento de tipos com a mesma constituição genética (genótipos), que sempre produziam duas variantes diferentes. Uma vez surgida, essa foi a estratégia de sobrevivência final para as bactérias, uma vez que todos os outros genótipos que produziram novas variantes por meio apenas da mutação não tinham possibilidade de prevalecer contra as variantes bet-hedging.

Solução evolutiva

A análise genética mostrou que ambas as variantes eram absolutamente idênticas no nível genético. Posteriormente, o genótipo bet-hedging se diferenciou por nove mutações da linhagem inicial do experimento. Além disso, a mutação final na série foi causal para bet-hedging.

“Nossos experimentos fornecem evidência de que a extensão do risco é uma estratégia muito bem-sucedida para adaptar-se rapidamente a ambientes que se modificam. Se o mesmo genótipo gerar diversas variantes ao mesmo tempo, ele poderá sobreviver a grandes modificações ambientais”, disse Christian Kost, do Instituto Max Planck de Ecologia Química, na Alemanha, um dos autores do estudo.

“A evolução rápida e repetida do bet-hedging durante o nosso estudo sugere que essa estratégia pode ter sido uma das primeiras soluções evolutivas para a vida em ambientes que se modificam constantemente”, disse Paul Rainey, do Centro de Evolução e Ecologia Molecular na Universidade Massey, na Nova Zelândia, outro autor do trabalho.

O artigo Experimental evolution of bet-hedging, de Paul Rainey e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo da Nature e de outras publicações científicas.

Nós já pagamos por isso através de nossos impostos. Façamos bom uso disso!

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A evolução é tanto lenta e gradual ao longo de vastas eras do tempo, bem como demonstra este estudo sobre bactérias, pode ser rápida. Ué, mas a teoria da evolução não é uma espécie se transformar em outra? As bactérias aqui somente 'evoluíram' em resistência. Traduzido em graúdos: o mais apto sobrevive. e nós ainda ficamos sem saber a origem do mais apto...

Instalações para jovens pesquisadores

Instalações para jovens pesquisadores
6/11/2009

Agência FAPESP – Pesquisadores que obtiveram recentemente apoio da FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes podem se candidatar para utilizar as instalações e os recursos do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Os aprovados terão autonomia para desenvolver projetos e terão chances de integrar o Programa de Pós-graduação em Genética e Biologia Molecular do Instituto de Biologia da Unicamp.


Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética da Unicamp abre oportunidade para selecionados no Programa Jovens Pesquisadores da FAPESP desenvolverem projetos

Além de selecionar talentos, o objetivo do CBMEG é proporcionar o desenvolvimento de projetos inéditos de pesquisa. O centro desenvolve investigações nas áreas de genética molecular, genômica, bioinformática, biologia estrutural, entre outras.

A equipe do CBMEG é formada por nove docentes pesquisadores, nove pesquisadores associados, 11 funcionários do corpo técnico-administrativo e 102 integrantes em formação entre pós-doutorandos, doutorandos, mestrandos e graduandos de iniciação científica, além de estagiários.

Os pesquisadores interessados devem enviar currículo, resumo do Projeto Jovem Pesquisador aprovado na FAPESP, bem como carta de intenções, explicitando interesse em participar da equipe de pesquisa do CBMEG, ao e-mail: cbmeg@cbmeg.unicamp.br.

Mais informações: www.cbmeg.unicamp.br

Pesquisadora do Adolfo Lutz é premiada na Itália

Pesquisadora do Adolfo Lutz é premiada na Itália
6/11/2009

Agência FAPESP – Todos os anos, o Consiglio Generale Pugliese nel Mondo escolhe cinco pessoas nascidas na região italiana de Puglia, ou seus descendentes, para conceder o Prêmio Puglia, sendo uma de cada continente.

Este ano, recebeu o prêmio pela América Latina a biomédica Adele Catarino de Araújo, pesquisadora em Imunologia do Instituto Adolfo Lutz e professora da Universidade de São Paulo. Filha de italianos, Adele foi escolhida pela sua carreira em pesquisa científica.

A pesquisadora é uma das pioneiras na pesquisa do vírus HIV no Brasil, tendo integrado o primeiro programa de Aids no país. Foi bolsista da FAPESP em dois pós-doutorados feitos no exterior e coordenou cinco projetos apoiados pela modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular. Em 2006, recebeu o Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS.

Os premiados são escolhidos por uma comissão composta por 60 membros, cada um representando um país em que a Associação Pugliese está presente.

O objetivo do prêmio é homenagear cidadãos da região ou seus descendentes que se destacaram em suas respectivas áreas profissionais. No Brasil, a entidade italiana é representada pela Associação Pugliese de São Paulo.

A ciência 'pesquisa' o Diabo

The New Science of Temptation

What happens when Harvard scientists use a brain scanner to look for the devil inside?
By Piercarlo Valdesolo

The power to resist temptation has been extolled by philosophers, psychologists, teachers, coaches, and mothers. Anyone with advice on how you should live your life has surely spoken to you of its benefits. It is the path to the good life, professional and personal satisfaction, social adjustment and success, performance under pressure, and the best way for any child to avoid a penetrating stare and a cold dinner. Of course, this assumes that our natural urges are a thing to be resisted – that there is a devil inside, luring you to cheat, offend, err, and annoy. New research has begun to question this assumption.

A new brain imaging study by Josh Greene and Joe Paxton at Harvard University published in the Proceedings of the National Academy of Sciences suggests that what separates the well-behaved from the poorly-behaved might not be the ability to control your temptations but rather what kind of temptations you have. For example, foregoing the opportunity for short-term gain and satisfaction, whether it is a delicious slice of tiramisu or that wallet stuffed with cash you stumbled across in the empty parking lot, will depend more on the nature of your automatic urges than your ability to control them.

Greene and Paxton were interested in why people behave honestly when confronted with the opportunity to anonymously cheat for personal gain. They considered two possible explanations. First, there is the “Will” hypothesis: in order to behave honestly people must actively resist the temptation to cheat. In other words, returning the wallet depends on your ability to stifle your desire to take the cash and buy yourself something nice. Alternatively, there is the “Grace” hypothesis: honest behavior results from the absence of temptation. Returning the wallet requires no particular ability to control your treacherous urges – the urge simply isn’t there.
...

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Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Prorrogadas as inscrições no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid)

JC e-mail 3883, de 05 de Novembro de 2009.

11. Prorrogadas as inscrições no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid)

Prazo, que terminaria na próxima segunda, vai até 30 de novembro

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), iniciativa da Capes para a valorização do magistério e apoio de estudantes de licenciatura plena das instituições federais e estaduais de educação superior, teve o prazo de inscrições prorrogado até o dia 30 de novembro. O prazo inicial terminaria na próxima segunda-feira, 9.

São quatro modalidades de concessão de bolsas: Bolsistas de iniciação à docência, para estudantes dos cursos de licenciatura plena, no valor de R$ 350. Bolsistas de supervisão, para professores das escolas públicas estaduais ou municipais, no valor R$ 600. E bolsistas coordenadores institucionais de projeto e coordenadores de área de conhecimento, para docentes das instituições federais e estaduais, no valor de R$ 1,2 mil.

Informações adicionais sobre o conteúdo do edital e o preenchimento do Formulário de Proposta on line podem ser obtidas pelo email pibid2009@capes.gov.br ou pelo telefone 0800-616161, na opção 7 mestrado e doutorado, onde é possível obter informações de todos os programas da Capes.

O edital está disponível aqui.

Informações da Assessoria de Imprensa da Capes)

CNPq e FAPs discutem a Iniciação Científica Júnior

JC e-mail 3883, de 05 de Novembro de 2009.

12. CNPq e FAPs discutem a Iniciação Científica Júnior

Reunião em 29 de outubro buscou aumentar o diálogo entre participantes do Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr.)

A reunião também possibilitou o compartilhamento das experiências vivenciadas pelas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), sendo uma oportunidade importante para debater e esclarecer questões operacionais.

Por sugestão da recém empossada Comissão Nacional de Iniciação Científica (Conaic) discutiu-se a possibilidade de inserção do bolsista do Pibic Jr em atividades de educação para a ciência, que seriam desenvolvidas por instituições de ensino e pesquisa parceiras das FAPs, respeitando e atendendo as características de cada estado.

Para a vice-presidente do CNPq, Wrana Panizzi, essa "é uma atividade formadora. A ideia é que o bolsista aprenda. O mais importante é fazer com que os jovens tenham uma formação para entender o código científico-tecnológico", ressaltou.

Segundo a coordenadora do Pibic Jr., Isabel Tavares, a reunião produziu importantes subsídios para o aperfeiçoamento do Programa. "Os novos rumos podem ser entendidos como uma proposta para repensar a IC Júnior. Os objetivos a serem alcançados são preparar o estudante para ser criativo e inovador, estimulando a educação técnico-científica com qualidade, no ensino médio. Identificamos também a necessidade de aprimorar o acompanhamento e avaliação do programa", finalizou.

Participaram das discussões os representantes das FAPs da Bahia (Fapesb); de Alagoas (Fapeal); de Santa Catarina (Fapesc); da Paraíba (Fapesqpb); de Sergipe (Fapitecse); do Pará (Fapespa); do Distrito Federal (FAP-DF); do Piauí (Fapepi); de Goiás, além do representante da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Fundação Araucária do Paraná e membros da área técnica do CNPq.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do CNPq)

Edital promove parceria entre organizações brasileiras e Instituto Internacional de Ciências da Computação

JC e-mail 3883, de 05 de Novembro de 2009.

16. Edital promove parceria entre organizações brasileiras e Instituto Internacional de Ciências da Computação

Chamada é fruto de parceria entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e o instituto vinculado à Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. Inscrições até 13 de novembro

O Programa de Visitantes Brasil ICSI visa promover negócios colaborativos, pesquisa e projetos de transferência de tecnologia entre o ICSI e instituições brasileiras industriais, de negócios e de pesquisa com a expectativa de promover o desenvolvimento da inovação de utilidade pública, privada e acadêmica.

Os objetivos das propostas deverão referir-se aos objetivos especificados pela Política de Desenvolvimento Produtivo brasileira, em relação à tecnologia da informação e comunicação (TIC) e a temas tais como: sociedade de informação, empreendedorismo ou recuperação de pequenas médias empresas. Devem também coincidir com as áreas de pesquisa existentes no ICSI.

O edital está aberto até 13 de novembro, às 19h, horário de Brasília. Após este período, o comitê técnico conjunto, coordenado pelo MBC, ABDI e ICSI selecionará as melhores propostas, de acordo com os critérios técnicos e objetivos apresentados, e notificará os candidatos pré-selecionados até 20 de novembro, solicitando a documentação e quaisquer outras informações adicionais, caso seja necessário.

Mais informações.

BRICs avançam na pesquisa científica

JC e-mail 3883, de 05 de Novembro de 2009.

17. BRICs avançam na pesquisa científica

China aumenta em seis vezes sua produção de 'papers'

Se alguém ainda tem dúvida de que a China não é apenas fonte de produtos de segunda categoria aqui vai a prova definitiva de que este estereótipo não se sustenta: entre 1998 e 2008 o número de papers científicos publicados pelo país saltou de 20 mil para 112 mil. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos, líderes mundiais em pesquisa, aumentaram o número de artigos publicados de 265 mil para 340 mil no mesmo período.

O investimento em pesquisa do país saltou para a terceira posição no ranking mundial atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.

As informações são de um relatório produzido pela Thomsom Reuters sobre pesquisa nos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

Em junho, o relatório sobre o Brasil também trouxe dados muito positivos sobre o avanço da pesquisa por aqui. Embora tenha menos trabalhadores por grupo de mil trabalhadores do que os países desenvolvidos - aqui são 0,92/1000, enquanto nos países ricos este número gira em torno de 6/1000 - o Brasil aumentou muito mais a pesquisa desde o começo da década de 80 do que países como EUA, Alemanha, Reino Unido e Japão. Em 1981, o Brasil publicou cerca de dois mil artigos científicos e em 2008 este número saltou para cerca de 20 mil.

O Brasil se destaca nas pesquisas das áreas de ciências naturais ao ponto de ser chamado de "economia do conhecimento da natureza". Já na China, o foco são a ciência básica, mas nos últimos anos o país asiático vem diversificando o foco de atuação.

Por exemplo, o Brasil publicou mais de 10 mil artigos sobre ciência vegetal e animal nos anos de 2007 e 2008. Isto representou quase 4% de todos os artigos publicados no mundo nesta área neste período. O país também mostrou uma presença importante em ciências agrícolas, microbiologia, meio ambiente e ecologia.
(Blog do Terra, 4/11)

A partícula méson-pi

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18. A partícula méson-pi, artigo de Samantha Buglione

"A história científica do Brasil é minúscula, tal qual partículas subatômicas, mas coleciona alguns raros momentos de glória"

Samantha Buglione é professora de direito, bioética e do mestrado em gestão de políticas públicas da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Escreveu o artigo para o site "ClicRbs"

Há coisas que sabemos apenas de ouvir falar, mas já integram o nosso cotidiano, como as partículas subatômicas. O mundo das partículas é, sem sombra de dúvidas, sutil e efêmero, onde cada experiência é difícil de ser repetida e o olhar do observador interfere no experimento e no resultado. É preciso estar muito atento, pois o momento subatômico passa, e passa muito rápido.

A história científica do Brasil - se comparada ao que poderia ter sido e o que é efetivamente - também é minúscula, tal qual partículas subatômicas, mas coleciona alguns raros momentos de glória, devido, principalmente, ao esforço individual de algumas pessoas.

César Lattes foi uma delas. Ao participar de maneira pioneira da detecção e produção artificial de partículas subatômicas, trouxe contribuições importantes para a ciência. Talvez tenha sido a nossa melhor chance de Prêmio Nobel em razão da partícula méson-pi. Por conta da fama decorrente da descoberta (naquele tempo, celebridade era quem fazia algo útil), recebeu propostas irrecusáveis, inclusive da prestigiosa Universidade de Harvard, mas retornou ao Brasil, como ele mesmo diz, "por conta de algo esquisito chamado patriotismo".

Tinha a ideia de ajudar a construir um outro Brasil, menos atrasado do ponto de vista da ciência (talvez hoje citasse também a ética). Logo de chegada, o presidente da República disse que Lattes tinha feito um mau negócio ao voltar dos EUA, porque aqui não dava para fazer nada daquilo que ele estava acostumado.

A cada dia que passa, perdemos um evento único que poderia nos fazer melhor e nos colocamos - voluntariamente - na condição de "colônia de exploração de recursos naturais". Foi-se o longínquo tempo do pau-brasil, da borracha e da cana-de-açúcar. Pelo que vemos, nada é novo embaixo do céu, ao menos em terras tupiniquins.

Agora é a vez da soja, do Sus scrofa domesticus, do gado, do biodiesel, e, na lista de apostas, o pré-sal. A próxima batalha a ser perdida é a da biotecnologia e da preservação de recursos como a água. Apesar da nossa imensa biodiversidade, preferimos criar minas de fosfatos como a de Anitápolis - que vai acabar com a água, turismo e saúde - e criar boi na Mata Atlântica e Amazônia, isso para não citar outras pirotecnias que desenharam o futuro nada agradável.

César Lattes participou da criação da principal agência de fomento à pesquisa científica do país. Imaginem o que diria ao saber dessa realidade e o que o CNPq anda financiando. Por outro lado, ciência de verdade e com um viés ético tem sido sistematicamente rejeitada, por exemplo, os estudos de ética ambiental e animal. Qualquer pesquisa que discuta de maneira consistente o modelo de fazer ciência que insiste em usar animais em pesquisa não passa no crivo dos "doutos".

Ou, ainda, quem se proponha a questionar o conceito hegemônico de desenvolvimento terá poucas chances de ver seus projetos aprovados se não agradar a alguma multinacional. Há linhas bonitas, como as pesquisas de gênero, mas essas, igualmente, não irão permitir críticas aos conceitos previamente adotados pelo grupo do momento. Ao que tudo indica, nunca financiaram algo sobre ecofeminismo.

Alguém poderá dizer que "antes de pensar em ciência temos que alimentar nossas pobres famílias neste Brasil". Perguntem a qualquer pai ou mãe de família se eles abririam mão do seu "bolsa-qualquer-coisa" para que seu filho tenha acesso a uma educação de ponta e o país seja respeitado por seu valor científico. Ele até poderia cogitar um sim, mas diria não. Simplesmente porque tem TV e não é estúpido. Ele sabe que o dinheiro do seu autossacrifício iria parar no bolso de algum esperto de fardão, boas maneiras e bons amigos. Essa foi outra batalha que perdemos no decorrer do século 19 até meados do século 20: a promessa de que o Brasil era o país do futuro.

Ah... quem quiser saber o que é o Sus scrofa domesticus deve procurar na internet. Nesses tempos sombrios, está proibido usar algumas palavras. Pode-se falar de aborto, vegetarianismo, mal do governo, de tudo, menos daquilo que prejudica alguns interesses econômicos. Como disse Lex Luthor, o inimigo do Super Homem: "Liberdade de expressão é uma maravilha, desde que ninguém esteja ouvindo". Passamos, no Brasil, da ciência de Cesar Lattes, para a ficção científica de Lex Luthor com uma velocidade que lembra o mundo das partículas subatômicas. O resultado? Pão e circo.
(ClicRbs, 5/11)

Pesquisa sobre vida marinha pode ser acompanhada na internet

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21. Pesquisa sobre vida marinha pode ser acompanhada na internet

Diário de bordo dos pesquisadores do programa mundial de Censo da Vida Marinha (Census of Marine Life) está disponível na internet

Na página, eles registram o dia-a-dia da pesquisa responsável pelo levantamento da biodiversidade das regiões de cordilheiras de montanhas submarinas no Oceano Atlântico Sul, por meio do programa Mar-Eco Atlântico Sul.

O grupo é composto por pesquisadores brasileiros, uruguaios, sul-africanos e russos, embarcados no navio oceanográfico russo Akademik Yoffe, do Instituto Shirshov de Oceanologia.

Ele está na primeira viagem de estudos sobre a vida na cordilheira meso-oceânica do Atlântico Sul. A expedição, capitaneada, no hemisfério sul, pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), começou em 26 de outubro em Las Palmas, Gran Canária (Espanha), e termina em 2 de dezembro, na Cidade do Cabo (África do Sul).

Nos cerca de 4,3 mil quilômetros de percurso da embarcação, dados físico-químicos, peixes, micro-organismos e invertebrados associados ao fundo do mar serão amostrados em dez estações de coleta dispostas ao longo da cordilheira, em profundidades que variam de mil a três mil metros.

Também serão registrados dados contínuos sobre os mamíferos marinhos como baleias e golfinhos habitantes das áreas oceânicas. O projeto é uma continuidade de estudos realizados no Atlântico Norte e conta com a participação de cientistas de 16 instituições do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, África do Sul, Namíbia, Nova Zelândia e Noruega.

O diário de bordo pode ser acompanhado em www.univali.br/mar-eco
(Informações da Assessoria de Comunicação da Univali)

Aluno cria jogo para aprendizado de química

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22. Aluno cria jogo para aprendizado de química

Ludo Químico, jogo virtual gratuito, ajuda estudantes do ensino médio e vestibulandos a testarem os seus conhecimentos na área

Aluno de gradução do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", campus de Araraquara, Manoel Guerreiro desenvolveu o jogo. Com as mesmas características do ludo tradicional, originário do pachisi indiano, o objetivo do jogo é chegar ao final do tabuleiro, respondendo corretamente às perguntas que aparecem pelo percurso. As questões seguem os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio, definidos pelo Ministério da Educação.

O projeto nasceu em 2006, quando Guerreiro cursava a disciplina Prática de Ensino. Ele e seu grupo criaram, na época, uma versão de ludo para ser aplicada em uma escola pública de Araraquara (SP). A ideia inicial era abordar apenas um tema usando um tabuleiro de verdade.

"Foi daí que surgiu minha vontade de criar jogos que pudessem ser usados como ferramentas didáticas", diz o aluno. O jogo foi aplicado com sucesso e rendeu ao graduando um artigo na revista de educação "Ciência e Cognição".
(Com informações do Portal da Unesp)

Inscrições para a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace 2010) terminam na próxima semana

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24. Inscrições para a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace 2010) terminam na próxima semana

Interessados em participar do evento, que acontece em março do próximo ano, devem fazer a inscrição até 12 de novembro

O evento visa incentivar os jovens universitários a desenvolverem sua criatividade com projetos de inovação tecnológica e ciência, utilizando-se da tecnologia disponível no mercado.

A Febrace está em sua oitava edição e já foi palco de diversos trabalhos que foram reconhecidos nacionalmente, além de terem sido o ponto de partida para novos e grandes projetos no cenário atual do mercado brasileiro.

A Febrace 2010 é organizada pelo Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) e será em março. Mais informações.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do MCT)

Conceito de "ecomuseu" no Museu Paraense Emílio Goeldi

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25. Conceito de "ecomuseu" no Museu Paraense Emílio Goeldi

Museólogo e professor francês Hugues de Varine dará palestra no próximo domingo, dia 8

O título da palestra é "Conceito de Ecomuseu e museu comunitário, Turismo de base comunitária e Desenvolvimento social local". O evento acontece no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, às 9h30.

Após a palestra, haverá a abertura de uma exposição intitulada "Estivas", que tem por objetivo mostrar as áreas de atuação do Ecomuseu da Amazônia, permitindo um contato com a cultura e os costumes de populações tradicionais, bem como esclarecer sobre ações de preservação ambiental e de sustentabilidade desenvolvidas pelo Projeto do Ecomuseu junto a essas populações.

O evento será no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira e abertura da exposição "Estivas", no Espaço Raízes do Parque Zoobotânico do MPEG, às 10h30 (Avenida Magalhães Barata, 376, bairro de São Braz, Belém).
(Com informações da Assessoria de Comunicação do MPEG)

UFPB realiza IV Colóquio Internacional de Políticas e Práticas Curriculares

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26. UFPB realiza IV Colóquio Internacional de Políticas e Práticas Curriculares

Evento acontece de 10 a 13 de novembro

Especialistas de diversas Universidades brasileiras e estrangeiras debatem a diferença nas políticas de currículo, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O colóquio será nos diversos auditórios do conjunto Humanístico da UFPB e da Reitoria, campus de João Pessoa. A conferência de abertura será no dia 11, às 9 horas, no Auditório da Reitoria e será proferida pelo professor Stephen J. Ball, da Universidade de Londres.

O encontro é promovido pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas e Práticas Curriculares e Grupo de Pesquisa Currículo: sujeitos, conhecimento e cultura, do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPB.

Mais informações, www.aepppc.org.br
(Com informações da Agência de Notícias da UFPB)

Seminário sobre "hélice tríplice" na PUC-RS

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27. Seminário sobre "hélice tríplice" na PUC-RS

Evento será de 11 a 13 de novembro

Porto Alegre será sede do "Seminário Hélice Tríplice na América Latina: conhecimento para a inovação". O evento deverá receber cerca de 30 representantes do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela, além de Henry Etzkowitz, fundador do conceito "triple helix".

O seminário tem como objetivo discutir a interação Universidade-indústria-governo, a partir de uma perspectiva latino-americana, como alternativa para enfrentar os problemas gerados pela crise mundial.

A abordagem da "hélice tríplice", desenvolvida por Etzkowitz e Loet Leydesdorff, situa a dinâmica da inovação num contexto em evolução, onde novas e complexas relações se estabelecem entre as três esferas institucionais (hélices): Universidade, indústria e governo. Na perspectiva da hélice tríplice, a interação Universidade-indústria-governo é vista como imprescindível para o desenvolvimento baseado no conhecimento, na inovação.

Conferencias internacionais sobre "hélice tríplice" vem sendo realizadas em média a cada dois anos, começando em Amsterdã (1996), passando por Nova York (1998), Rio de Janeiro (2000), Copenhague (2002), Turim (2005), Cingapura (2007) e Glasgow (2009), sendo que a próxima será em Madrid (2010).

Mais informações e inscrições pelo site.

Evento internacional recebe propostas de trabalho

A 8ª Conferência Internacional da "Hélice Tríplice" será realizada em Madri, Espanha, entre 20 e 22 de outubro de 2010. O evento visa unir acadêmicos, líderes empresariais, membros de governo e outros especialistas envolvidos em diferentes aspectos da gestão da inovação.

O tema central é "Hélice Tríplice no Desenvolvimento de Cidades do Conhecimento, Expandindo Comunidades e Conectando Regiões". O prazo para submissão de resumos e propostas de workshops temáticos está aberto até 30 de novembro.

Mais informações em http://www.triplehelix8.org

Mestrado em Letras na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)

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28. Mestrado em Letras na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)

Inscrições até 13 de novembro

Com 15 vagas iniciais, o Mestrado em Letras da Ufop possui duas linhas de pesquisa: Linguagem e Memória Cultural; Tradução e Práticas Discursivas. O corpo docente é formado por 16 professores doutores.

Os interessados devem realizar as inscrições, de 9h às 16h, na Secretaria do Programa de Pós-graduação em Letras, no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (Rua do Seminário s/n, campus Mariana), ou pelo envio da documentação por correspondência, com limite de postagem até a mesma data.

O formulário de inscrição, as orientações sobre o pagamento da taxa de inscrição, o edital contendo a relação de documentos exigidos, o cronograma das provas, além de outras informações sobre o curso, estão disponíveis em www.posletras.ufop.br

Concursos para docentes na Universidade Federal Fluminense (UFF)

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29. Concursos para docentes na Universidade Federal Fluminense (UFF)

Inscrições abertas em cerca de 40 áreas

A Universidade Federal Fluminense (UFF) está com inscrições abertas para concursos de professores em cerca de 40 áreas do conhecimento, em diversos editais. Os prazos variam de acordo com o edital, e as vagas são para unidades em Niterói e outros municípios do interior do estado do Rio.

Os editais podem ser consultados em www.uff.br/copemag

UFF acolhe tese de doutorado sobre assunto não científico

Lamentável que uma universidade pública do porte da UFF tenha acolhido uma tese de doutoramento em assunto não científico - a subjetividade de alunos criacionistas em licenciaturas de Biologia.

O autor da proeza: Luis Fernando Marques Dorvillé , biólogo com mestrado em Zoologia do Museu Histórico Nacional. Ele deve ser aprovado magna cum laude pela douta banca, mas foi dinheiro público jogado fora.

A questão hoje em dia, não é se as especulações transformistas de Darwin contrariam os relatos de criação de textos religiosos, mas se a teoria geral da evolução de Darwin é corroborada pelas evidências encontradas na natureza.

Dorvillé perdeu grande oportunidade de abordar na sua tese de doutorado sobre as dificuldades fundamentais encontradas por Darwin num contexto de justificação teórica. Que a seleção natural não é assim uma Brastemp de mecanismo evolutivo. Que em breve nós teremos uma nova teoria geral da evolução: a Síntese evolutiva Ampliada, que não será selecionista.

Aliás, ele nem tinha como perder: a Nomenklatura científica impede que tais objetos de pesquisas sejam abordados numa tese de doutorado. Eu sei do que estou falando...

Fonte: Pesquisa mostra dilemas de biólogos evangélicos

Lemaître: antes do Big Bang

Before the Big Bang
Georges Lemaître, PhD '27, laid the groundwork for the theory while studying at MIT.
By Marcia Bartusiak

The idea that the universe is expanding was one of the most revolutionary and unsettling findings of modern astronomy. But the discovery was not made by Edwin Hubble at the Mount Wilson Observatory in California in 1929, as so many textbooks suggest. The germ of the idea actually arose in the halls of MIT and Harvard, a few years before Hubble initiated his historic measurements of galaxy motions. It hatched in the mind of a Jesuit priest then studying at the Institute's physics department.


Einstein and Lemaître
Credit: Rues des Archives/The Granger Collection

A military hero, Georges Lemaître had received the Croix de Guerre for his service in the Belgian artillery after Germany invaded his homeland in World War I. He went on to earn a doctorate in mathematics at the Catholic University of Louvain; afterward, perhaps affected by the horrors he observed from the trenches, he enrolled in a seminary. Although he was ordained in 1923, the Church permitted him to continue his scientific pursuits. Captivated by the beauty of Einstein's new general theory of relativity, the abbé proceeded to the University of Cambridge to broaden his understanding of the theory's equations under the guidance of the astrophysicist Arthur Eddington, who deemed his student "exceptionally brilliant."

In 1924, after a year in England, Lemaître traveled to the United States to study at Harvard's observatory and enroll in MIT's PhD program in physics. His dark hair combed straight back and his cherubic face adorned with round glasses, he could easily be spotted on the college campuses by his attire--a black suit or an ankle-length cassock, set off by a stiff white clerical collar. Some could find him just by following the sound of his full, loud laugh, which was readily aroused.

In pursuit of his second PhD, Lemaître became interested in applying general relativity to the universe at large, which many in the 1920s believed to consist entirely of our own galaxy. By then totally absorbed by astronomy, he made sure to attend the 1925 meeting of the American Astronomical Society in Washington, DC, where a crucial discovery was announced: Edwin Hubble had proved that certain spiral nebulae, previously thought to be gaseous clouds within the Milky Way, were actually separate galaxies far beyond its borders.

While others in the room were focused on Hubble's revelations about the true nature of these long-perplexing nebulae, Lemaître was two jumps ahead. Though new to astronomy, he quickly realized that the newfound galaxies could be used to test certain predictions that general relativity made about the universe's behavior. Soon after the meeting, Lemaître began formulating his own cosmological model.
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A Madona da Fome

Rui Barbosa 'falou e disse': abomino a ditadura científica...


"Meu País conhece o meu credo político, porque o meu credo político está na minha vida inteira. Creio na liberdade onipotente, criadora das nações robustas;

- creio na lei, emanação dela, o seu órgão capital, a primeira das suas necessidades;

- creio que, neste regime, não há poderes soberanos, e soberano é só o direito, interpretado pelos tribunais;

- creio que a própria soberania popular necessita de limites, e que esses limites vêm a ser as suas Constituições, por ela mesma criadas, nas suas horas de inspiração jurídica, em garantia contra os seus impulsos de paixão desordenada;

- creio que a República decai, porque se deixou estragar confiando-se ao regime da força;

- creio que a Federação perecerá, se continuar a não saber acatar e elevar a justiça;

- porque da justiça nasce a confiança, da confiança a tranquilidade, da tranquilidade o trabalho, do trabalho a produção, da produção o crédito, do crédito a opulência, da opulência a respeitabilidade, a duração, o vigor;

- creio no governo do povo pelo povo;creio, porém, que o governo do povo pelo povo tem a base da sua legitimidade na cultura da inteligência nacional pelo desenvolvimento nacional do ensino, para o qual as maiores liberalidades do tesouro constituíram sempre o mais reprodutivo emprego da riqueza pública;

- creio na tribuna sem fúrias e na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade;

- creio na moderação e na tolerância, no progresso e na tradição, no respeito e na disciplina, na impotência fatal dos incompetentes e no valor insuprível das capacidades.

- Rejeito as doutrinas de arbítrio;

- abomino as ditaduras de todo o gênero, militares ou científicas, coroadas ou populares;

- detesto os estados de sítio, as suspensões de garantias, as razões de Estado, as leis de salvação pública;

- odeio as combinações hipócritas do absolutismo dissimulado sob as formas democráticas e republicanas;

- oponho-me aos governos de seita, aos governos de facção, aos governos de ignorância;

- e, quando esta se traduz pela abolição geral das grandes instituições docentes, isto é, pela hostilidade radical à inteligência do País nos focos mais altos da sua cultura, a estúpida selvageria dessa fórmula administrativa impressiona-me como o bramir de um oceano de barbaria ameaçando as fronteiras de nossa nacionalidade.


* "Resposta a César Zama".
Discurso no Senado Federal em 13 de outubro de 1896.
Obras Completas de Rui Barbosa, Vol. XXIII, 1896, tomo V, p. 37-38

PDF Grátis.

Alô ETs, não adianta se esconder, Darwin vai achar vocês

Darwinian evolutionary theory will help find alien life, says Nasa scientist
Charles Darwin’s theory of evolution may give pointers in the search for alien life, says a Nasa astrobiologist.

By Tom Chivers
Published: 11:36AM GMT 04 Nov 2009

In a talk marking the 150th anniversary of the publication of On the Origin of Species, a Nasa scientist said that Darwinian evolution will be the driving force of life anywhere in the universe, and we should use its predictions to decide where to look.

Dr John Baross, a researcher at the Nasa Astrobiology Institute, said: "I really feel that Darwinian evolution is a defining feature of all life.

"And so the limits of Darwinian evolution will define the range of planets that can support life – at least Earth-like life."


Darwin's theory of evolution can help us find life on alien planets, says a Nasa scientist Photo: WIKIMEDIA COMMONS - IVO SHANDOR

Speaking at a public lecture at the Nasa Ames Research Center in Mountain View, California, Dr Baross said that the Kepler Space Telescope’s mission, looking for Earth-like planets around other stars, made this an exciting time for astrobiology – the search for alien life.

He said: "I predict in the next five to ten years, we will make discoveries that will lead to theories and ideas at least as profound as Darwin's."

Dr Baross said that looking for alien life has always involved using the Earth as a model. While our understanding of how life began is incomplete, it seems clear that there are certain requirements.
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Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Assim caminhou a humanidade?

Assim caminhou a humanidade

Paleoantropólogos investigam origens dos seres humanos

Quem se interessa muito por ciência – e também quem se interessa pouco – deve ter acompanhado a grande repercussão que teve a publicação de uma série de artigos em um dos últimos números da revista norte-americana Science sobre os fósseis da espécie hominínea Ardipithecus ramidus, encontrados na Etiópia a partir de meados da década de 1990. Foram pedaços de crânio, pelve, braços e pés de 36 indivíduos que viveram na África há cerca de 4,5 milhões de anos.

Os paleoantropólogos que publicaram os artigos formaram uma grande equipe multinacional liderada por Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley, e G. Owen Lovejoy, da Universidade Estadual Kent, em Ohio, ambas nos Estados Unidos. Eles estudaram detalhadamente esses fósseis, que foram mapeados por meio de imagens tomográficas e “reconstruídos” utilizando computação gráfica. Além dos fósseis ósseos e dentários disponíveis, o grupo analisou os fósseis vegetais encontrados próximos a eles e os de outros animais de mesma datação, para relacionar os achados com a geografia da região naquela época.


Os ossos fósseis de Ardipithecus ramidus, reunidos por computação gráfica de modo a “reconstruir” o crânio de um indivíduo da espécie (imagem reproduzida de Suwa e colaboradores, Science, 2009).

Resultou desse enorme trabalho o melhor exemplo de inventividade e imaginação que muitos pensam que a ciência não tem, mas que na verdade são características que estão na sua essência criativa.

O poeta matogrossense Manoel de Barros escreveu uma vez esta maravilha: “As coisas que não existem são mais bonitas.” Um exemplar elogio à fantasia e à invenção. A frase me veio à mente ao considerar como é instigante, e ao mesmo tempo difícil, o trabalho dos paleoantropólogos no esforço para decifrar as origens da humanidade.

Os seres humanos evoluíram dos chimpanzés?

Considerados mais “pés-na-terra” que os paleoantropólogos são os biólogos comparativos (geneticistas, anatomistas, fisiologistas, psicólogos e outros especialistas). Nem por isso, entretanto, o trabalho destes é mais legítimo ou correto do que o dos primeiros. São complementares. Exemplo flagrante disso é a tese de que “o homem descenderia de um grande símio similar ao chimpanzé de hoje”, que muitos cientistas e leigos se acostumaram a aceitar, por derivação dos dados da biologia comparativa. Pior que isso é o conceito absolutamente errôneo de que “o homem descende do chimpanzé”, que vigora em alguns círculos leigos.

A tese se baseia no estudo das características moleculares e anatômicas, cerebrais e mentais dos grandes símios atuais em comparação com as dos seres humanos. As técnicas recentes de biologia molecular revelaram que nosso genoma tem mais de 99% de semelhança com o do chimpanzé. Os seres humanos são bípedes; os grandes símios (ou monos), embora possam manter-se de pé, locomovem-se apoiados nos nódulos dos dedos das mãos (nodopedalia) e suspendem-se na vertical agarrando-se aos galhos das árvores: são bípedes ocasionais, mas não usam essa postura para se locomover.

O cérebro dos monos tem massa 3 a 4 vezes menor que a do cérebro humano (cerca de 400g, contra nossas 1.400g). Seu número estimativo de neurônios está em torno de 20 bilhões, enquanto nós temos 86 bilhões em média – quantidade determinada experimentalmente no meu instituto pelo aluno de mestrado Frederico Azevedo. Apesar das diferenças quantitativas, há muitas semelhanças entre o cérebro do chimpanzé e o cérebro humano: ambos têm uma arquitetura semelhante de giros e sulcos, assimetrias similares entre o hemisfério direito e o esquerdo, e uma proporção de cerca de 40% ocupada pelas regiões do lobo frontal envolvidas com as funções cognitivas mais complexas.

As diferenças ultrapassam as semelhanças

Entretanto, as semelhanças entre os chimpanzés e os seres humanos não escondem as suas diferenças, que são enormes. A linguagem é rudimentar em nossos parentes antropoides; sua capacidade de aprendizagem por observação e imitação não ultrapassa a de uma criança pequena; sua habilidade de intuir o comportamento de terceiros pela observação do olhar e dos gestos é mínima, incomparável com a nossa (embora erremos muito nesse quesito...). Há também controvérsias sobre a capacidade de os monos se reconhecerem ao espelho, como nós fazemos com tanta vaidade.

Acima de tudo, a organização social humana dominou a Terra, não se sabe se para o bem ou para o mal. Mas o fato é que nos tornamos capazes de construir uma sociedade complexa, cooperativa e altamente sofisticada, ao contrário dos grandes símios, organizados em grupos sociais comparativamente rudimentares. Também superamos muito a capacidade tosca dos nossos parentes antropoides de fabricar ferramentas e instrumentos de uso manual. Extrapolamos essa habilidade, e dispomos hoje de tecnologias de altíssima sofisticação, inimagináveis em qualquer outro grupo animal conhecido.


Os seres humanos se originaram dos chimpanzés?

Em suma, a distância cognitiva que nos separa dos chimpanzés é tão enorme que, se a nossa origem estivesse neles, restaria ainda inexplicável a trajetória percorrida, isto é, o caminho que a evolução teria imposto aos hominíneos há 6-7 milhões de anos e que os levou à perda dos pelos do corpo, ao aumento do tamanho do cérebro, ao bipedalismo e à construção da civilização que hoje conhecemos.

A virada dos paleoantropólogos

O trabalho inventivo da equipe de Tim White e G. Owen Lovejoy mudou o cenário. Não, os seres humanos não se originaram de criaturas semelhantes aos chimpanzés.

Tudo teria começado há cerca de 18 milhões de anos, quando viveu o grande ancestral comum dos grandes símios: um quadrúpede com longos braços e sem cauda, inferido ao estilo Manoel de Barros com base nas evidências fósseis de animais mais recentes. O primeiro ramo (clado, em linguagem técnica) a divergir desse ancestral comum foi o dos orangotangos (Pongo). Seguiu-se a ele o dos gorilas (Gorilla) e o dos chimpanzés (Pan). Só que cada um desses grupos continuou a evoluir ao longo dos milhões de anos seguintes, e as características dos animais atuais dificilmente reproduzem exatamente as de seus ancestrais.

O Ardipithecus ramidus seria um ramo posterior, surgido há quase 5 milhões de anos na África equatorial. Esses animais tinham entre 30 e 50 kg e braços relativamente curtos, embora mais longos que os nossos. Além disso, apresentavam postura bípede ocasional e um cérebro equivalente ao de um chimpanzé atual. Tudo indica que já eram capazes de empregar pedras para quebrar sementes.


Reconstrução de um Australopithecus africanus, esculpido por Toni Wirts. Os australopitecos viveram entre 4 e 1 milhões de anos atrás e surgiram logo depois do Ardipithecus ramidus (imagem: NPS-USGov).

O ramo seguinte é bem conhecido: Australopithecus, que tem muitos fósseis coletados e várias espécies descritas. Os australopitecos viveram entre 4 e 1 milhões de anos atrás. Seus braços já eram proporcionalmente menores e a postura mais consistentemente bípede. Seu cérebro maior (400-500 g) foi capaz de permitir o desenvolvimento das primeiras ferramentas de pedra lascada.

Por fim, surgiu o ramo dos ancestrais humanos diretos (Homo), há 2,5 milhões de anos. Esse grupo resultou – lá pelos 200 mil anos antes da era atual – na espécie Homo sapiens, como egocentricamente nos designamos.

O grupo de pesquisadores que publicou os trabalhos sobre os Ardipithecus mostrou (mais uma vez!) que cada espécie, fóssil ou atual, tem a sua própria evolução, paralela ou divergente, ou então simplesmente diferente. E que não se pode ser simplista demais, achando que a nossa espécie derivou de um ancestral símio parecido com o chimpanzé (raciocínio derivado da similaridade genética). Muito menos – como pensam os leigos em geral – que uma espécie atual deriva de outra espécie atual. Os dados da biologia comparada devem ser analisados com cuidado!

Não depreciemos os paleoantropólogos porque eles especulam. Na ausência de evidências diretas além dos fósseis dos tecidos rígidos, eles criam verdades sobre o que inexiste. Como Manoel de Barros, eu diria que isso pode ser mais bonito e verdadeiro que o contrário.

*Meus agradecimentos a Walter Neves pelos comentários críticos à primeira versão deste artigo.

SUGESTÕES PARA LEITURA

W.A. Neves (2006) E no princípio...era o macaco! Estudos Avançados, vol. 20: pp.249-285.

M. Barros (2007) O Livro das Ignorãças (13ª edição). Editora Record, 103 pp.

F.C.A. Azevedo e colaboradores (2009) Equal numbers of neuronal and nonneuronal cells make the human brain an isometrically scaled-up primate brain. Journal of Comparative Neurology, vol. 513: pp.532-541.

G. Suwa e colaboradores (2009) The Ardipithecus ramidus skull and its implications for hominid origins. Science, vol. 326: pp.68e1-68e7.

C. Owen Lovejoy e colaboradores (2009) The great divides: Ardipithecus ramidus reveals the postcrania of our last common ancestors with African apes. Science, vol. 326: pp.100-106.

Roberto Lent
Professor de Neurociência
Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade Federal do Rio de Janeiro
03/11/2009

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MAIS SUGESTÕES PARA LEITURA DESTE BLOGGER:

Vide:

1. Bones of “Ardi,” New Human Evolution Fossil, “Crushed Nearly to Smithereens”

2. Artificially Reconstructed “Ardi” Overturns Prevailing Evolutionary Hypotheses of Human Evolution

Inpa lança edital para pós-doutorado em entomologia

JC e-mail 3882, de 04 de Novembro de 2009.

29. Inpa lança edital para pós-doutorado em entomologia

Inscrições vão até o dia 11 de novembro. Valor das bolsas é de R$ 3,3 mil

O Programa de Pós-Graduação em Entomologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônica (Inpa) está com edital aberto para processo seletivo de duas bolsas de pós-doutorado do Programa Nacional de Bolsa de Pós-Doutorado (PNPD/2009).

Os interessados devem ter obtido título de doutor há, no máximo, cinco anos. O valor da bolsa é de R$ 3,3 mil ao mês, além de uma ajuda de custo anual no valor de R$ 12 mil por bolsista.

Os selecionados irão trabalhar no projeto "Integração de inventários para a avaliação da biodiversidade nos estados amazônicos e para a formação de especialistas em taxonomia e utilização de invertebrados no monitoramento ambiental".

Confira o edital em ftp://ftp.inpa.gov.br/pub/documentos/ascom/arquivos/Edital_PNPD_-_INPA_final%5B1%5D.pdf

Segundo a coordenadora do Programa, Elizabeth Franklin, o principal objetivo das bolsas é fixar jovens doutores para atuarem em projetos de pesquisas na região. "Nosso Estado precisa de pesquisadores que conheçam a fauna da região e desenvolva nela os seus conhecimentos", afirma.

O edital é o de nº 10 de 2009, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Mais informações no telefone (92)3643-3196.
(Com informações da Assessoria de Comunicação do Inpa)

IV Simpósio Brasileiro de Geofísica em Brasília

JC e-mail 3882, de 04 de Novembro de 2009.

28. IV Simpósio Brasileiro de Geofísica em Brasília

Evento será de 14 a 17 de novembro

Organizado pela recém-criada Regional Centro-Oeste da Sociedade Brasileira de Geofísica, o IV Simpósio Brasileiro de Geofísica da SBGf (IV SimBGf) terá como tema "Novas Fronteiras da Exploração Geofísica". O evento será na Universidade de Brasília (UnB).

Mais informações, eventos@sbgf.org.br

Corumbá sedia 2º Simpósio de Geotecnologias no Pantanal

JC e-mail 3882, de 04 de Novembro de 2009.

27. Corumbá sedia 2º Simpósio de Geotecnologias no Pantanal

Evento é promovido pela Embrapa

O 2º Simpósio de Geotecnologias no Pantanal será realizado de 7 a 11 de novembro, em Corumbá, Mato Grosso do Sul. O objetivo é ampliar o conhecimento e avaliar as aplicações de geotecnologias nos estudos do Pantanal e de regiões úmidas, por meio do encontro entre profissionais das comunidades acadêmico-científicas e estudantes da área.

As inscrições, que custam entre R$ 70 e R$ 300, de acordo com a qualificação acadêmica e profissional do participante, podem ser efetuadas até o início das palestras, na secretaria do simpósio. São organizadoras do evento a Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Embrapa Pantanal (Corumbá, MS) e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - campus do Pantanal (UFMS/CPAN).

O 2º Geopantanal terá em sua programação cursos, sessões orais, painéis, palestras e exposições. "Em relação ao ano passado tivemos um acréscimo de 30% no total de trabalhos aceitos; serão 109 neste simpósio", informa o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária João Vila, coordenador do comitê técnico.

Mais informações sobre o evento na página www.geopantanal2009.cnptia.embrapa.br

Roseli Fischmann 'falou e disse': a escola pública não é lugar para professores promoverem o ateísmo!

JC e-mail 3882, de 04 de Novembro de 2009.

11. "Escola pública não é lugar de religião", diz Roseli Fischmann

Na opinião da professora da Universidade de São Paulo, acordo aprovado no Senado, que estabelece obrigatoriedade do ensino religioso na rede pública, fere a Constituição Federal

Amanda Polato escreve para a "Nova Escola Gestão Escolar":

Foi aprovado pelo Senado brasileiro na última quarta-feira, 7 de outubro, o acordo firmado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva e a Santa Sé, em novembro do ano passado, que estabelece a obrigatoriedade do oferecimento de ensino religioso pelas escolas públicas brasileiras. Diz o parágrafo 1 do Artigo 11:

"O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação."

"Se essa lei for sancionada pelo presidente, nossa constituição será violada", afirma a professora Roseli Fischmann, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, na região metropolitana da capital paulista.

Perita da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para a Coalizão de Cidades contra o Racismo e a Discriminação, responsável pelo capítulo sobre pluralidade cultural dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), coordenadora do grupo de pesquisa Discriminação, Preconceito e Estigma, vinculado à USP, e do Núcleo de Educação em Direitos Humanos, da Universidade Metodista e autora do livro "Ensino religioso em escolas públicas: impactos sobre o Estado laico", Roseli critica o acordo e fala, nesta entrevista a Nova Escola Gestão Escolar, sobre as diversas e sempre irregulares maneiras de manifestação religiosa no cotidiano escolar.

- O acordo assinado pelo presidente Lula com o Vaticano em 2008, que estipula a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas públicas, foi aprovado pelo Senado. E agora?

É importante ressaltar que o documento assinado pelo presidente da República prevê vários privilégios para a Igreja Católica: benefícios adicionais em termos de verbas públicas e ações com impacto sobre a cidadania, como a supressão de direitos trabalhistas para sacerdotes ou religiosos católicos, e a inclusão de espaços para templos católicos em planejamentos urbanos. Nesta entrevista, nos interessa o artigo sobre a obrigatoriedade "do ensino religioso católico e de outras confissões religiosas", como está no texto. Mesmo fazendo menção a outras crenças, o acordo manifesta uma clara preferência por uma religião, o que obriga as escolas a adotar uma determinada confissão, e isso é inconstitucional. O Ministério das Relações Exteriores defende a iniciativa dizendo que não há problema, já que ela apenas reúne aquilo que já existe. Mas isso não é verdade.

- Esse artigo poderia ter sido corrigido pelos parlamentares?

Eles poderiam ter rejeitado o acordo. Quaisquer propostas de ressalvas precisariam ser revistas pelo Executivo e, como o documento tem caráter internacional e bilateral, nada poderia ser mudado sem a concordância do Vaticano. Ou seja, ficamos amarrados, o que caracteriza uma perigosa interferência no processo legislativo.

- Com o acordo em vigor, o que pode acontecer nas escolas?

Em relação ao ensino religioso em escolas públicas, será instalada uma mixórdia que abre a possibilidade de interpretações discordantes. Ainda que mencionado o caráter facultativo para o aluno, está criada uma obrigatoriedade do ensino católico, o que não existe nem na Constituição nem na LDB. E a nossa Constituição está sendo violada.

- Por que misturar escola com religião é ilegal?

No artigo 19 da Constituição, há dois incisos claros. O primeiro afirma ser vedado à União, aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal "estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público". O outro proíbe "criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si". Ambos são os responsáveis pela definição do Estado laico, deixando-o imparcial e evitando privilegiar uma ou outra religião, para que não haja diferenças entre os brasileiros. Ora, se o Estado é laico, a escola pública - que é parte desse Estado - também deve sê-lo.

- E as leis educacionais?

Na própria Constituição, o artigo 210, parágrafo 1º, determina o ensino religioso "facultativo para o aluno, nos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental", o que pode se considerar como parte da tal ressalva da "colaboração ao interesse público", citada na resposta acima. Já o artigo 33 da LDB diz que "os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso". Ou seja, essa entidade civil, a ser determinada, ou até criada, deve colaborar com a Secretaria de Educação em cada estado ou município. Isso é problemático porque quem quiser que a sua própria religião seja ensinada será obrigado a associar-se a essa entidade, ou não será sequer considerado no diálogo com o Estado, tendo assim violada sua liberdade de associação- um direito garantido pela Constituição.

- A lei deixa margem a dúvidas?

Alguns termos deixam sim. O que se considera "horário normal da escola"? O tempo que a instituição passa aberta ou aquele em que a criança efetivamente estuda? Uma coisa é certa: a lei é explícita ao declarar que o ensino religioso é facultativo. Porém o que se vê são escolas públicas desrespeitando a opção das famílias e professando, irregularmente, uma fé no ambiente educacional.

- Como essa questão é tratada em outros países?

Nos Estados Unidos, simplesmente não há ensino religioso em escolas públicas, de nenhum nível. A Revolução Francesa ensinou a relevância da laicidade e hoje o país debate para preservar o Estado laico. Portugal está saindo gradativamente de um acordo que o ditador Antonio Salazar assinou com a Santa Sé em 1940 e aboliu o ensino religioso das escolas públicas.

- Como a religião está presente no cotidiano da escola pública brasileira?

Ela aparece, sempre de forma irregular, das mais diversas maneiras: o crucifixo na parede, imagens de santos ou de Maria nos diversos ambientes, no ato de rezar antes da merenda e das aulas, na comemoração de datas religiosas. Alguns professores chegam a usar textos bíblicos como material pedagógico para o ensino da Língua Portuguesa ou para trabalhar conteúdos de outras disciplinas. É um equívoco chamar essa abordagem de "transversal" porque quem faz isso enxerta conteúdo de uma disciplina facultativa numa obrigatória.

- Atitudes como essas podem ser consideradas desrespeitosas mesmo quando a maioria dos alunos é adepta da mesma religião?

Não importa se a escola tem só um estudante de fé diferente (ou ateu) ou se 100% dos alunos e funcionários compartilham a mesma crença. A escola é um espaço público e deve estar preparada para receber quaisquer pessoas com o respeito devido.

- Termos religiosos, como "graças a Deus" e "nossa" (que vem de Nossa Senhora), são usados até por quem afirma não professar nenhuma fé. Não é isso que, de alguma forma, ocorre nas escolas?

Há expressões que são culturais e as pessoas não param para pensar se estão dizendo algo com sentido religioso. Isso é observável também em outras línguas, como o gee, do inglês, pela inicial do nome da divindade (god). Dificilmente um ateu deixará de ser ateu porque disse "nossa". Porém o que se vê nas escolas públicas brasileiras é muito diferente. O que se faz lá fere a lei.

- Com o aumento do número de evangélicos, as práticas dessa religião também aparecem nas escolas públicas?

A grande presença no interior das escolas brasileiras ainda é a de práticas católicas. De outros grupos, o que existe muitas vezes é a manifestação de valores e atitudes, voltadas para garantir respeito à sua identidade religiosa, para se defender de tentativas de imposição, notadamente dos católicos.

- Muitas escolas tratam de temas religiosos com os jovens alegando que isso ajuda a combater a violência.

A religião não impede a violência. A ideia de que ela sempre faz bem é equivocada. Basta lembrar que grande parte das guerras teve origem em conflitos religiosos. Na escola, a violência deve ser combatida com o ensino ao respeito e ao reconhecimento da dignidade intrínseca a todos, não com o pensamento de que apenas as pessoas que acreditam na mesma divindade merecem consideração.

- Por que é importante separar a religião do cotidiano escolar?

A escola pública não pode se transformar em centro de doutrinação ao sabor da cabeça de um ou de outro. O espaço público é de todos. Além disso, o respeito à diversidade é um conteúdo pedagógico. É importante aprender a conviver com as diferenças e a valorizá-las e não criar um ambiente de homogeneização, em que aquela pessoa que não se enquadra é deixada à parte ou vista com desconfiança e preconceito.

- Como deve agir o gestor escolar para evitar irregularidades?

O diretor da escola pública tem uma missão importante: fazer daquele espaço um lugar efetivamente para todos. Para tanto, o ensino religioso só deve existir se houver um requerimento dos pais solicitando-o. Caso contrário, não pode nem estar na grade. E, para que os filhos sejam matriculados na disciplina, é preciso que a família dê uma autorização por escrito. Os alunos não podem, em hipótese alguma, ser obrigados a frequentar essas aulas. As horas dedicadas à religião não devem ser computadas no histórico escolar para que os não-matriculados não tenham registrada uma carga horária menor do que os outros. O ideal é que o ensino religioso, quando houver, seja oferecido no contraturno. Nesse caso, cabe à escola disponibilizar outra atividade não religiosa no mesmo horário para configurar o caráter facultativo e a igualdade entre todos os alunos.

- O que os pais podem fazer caso sintam que a escola está desrespeitando a liberdade religiosa?

Tanto o Conselho Tutelar quanto o Ministério Público têm como função garantir o cumprimento das leis, inclusive as educacionais, e qualquer um desses órgãos pode ser acionado por quem achar que está tendo seus direitos violados.

- As escolas confessionais e as particulares podem professar a sua fé?

Sim. Os pais têm o direito de escolher a formação que querem dar aos filhos. A primeira LDB, de 1961, reconheceu (após muita polêmica) que deveria haver escolas particulares e, com elas, as confessionais, o que persiste até hoje. Na época, pensou-se no que fazer quando a família não tem condições financeiras para colocar a criança nessas instituições. Foram criadas então as bolsas de estudo, que são a origem do sistema de filantropia nas escolas. Porém essas escolas precisam seguir os PCNs e ensinar Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e as outras disciplinas. Assim a criança vai aprender o que diz a fé, pela qual seus pais a colocaram ali, sem deixar de conhecer o que defende a Ciência.

- Quais as implicações na formação integral da criança quando ela tem seu credo - ou a opção por não seguir nenhuma crença - desrespeitado?

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a família tem primazia na escolha da Educação que deve dar aos filhos, inclusive quanto à doutrina religiosa a seguir. Se em casa as crianças aprendem a cultuar de uma forma e na escola de outra, nasce um conflito de valores que pode comprometer a aprendizagem. Não é possível haver a imposição religiosa no ambiente educativo.
(Revista Nova Escola, out-nov/2009)

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NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:

O espaço laico da escola também não é lugar para professores promoverem a ideologia do ateísmo. Já chegou a hora de os alunos de subjetividades religiosas, tanto nas escolas e universidades públicas começarem a processar professores que promovem a imposição do ateísmo em salas de aulas e que os menosprezam publicamente diante de seus colegas.

Se você tem sofrido este tipo de 'bullying' ideológico, entre em contato que nós lhe ajudaremos a processar esses professores junto ao Ministério Público. Especialmente os professores ateus das universidades. Não tenham medo desses 'bullies'. Eles são tigres de papel!

Cientistas lançam esforços para sequenciar o DNA de 10.000 vertebrados

Scientists Launch Effort to Sequence the DNA of 10,000 Vertebrates

Project Will Help Explain Evolutionary Mysteries

Scientists have an ambitious new strategy for untangling the evolutionary history of humans and their biological relatives: a genetic menagerie made of the DNA of more than 10,000 vertebrate species. The plan, proposed by an international consortium of scientists, is to obtain, preserve, and sequence the DNA of approximately one species for each genus of living mammals, birds, reptiles, amphibians, and fish.

“Understanding the evolution of the vertebrates is one of the greatest detective stories in science,” said David Haussler, a Howard Hughes Medical Institute investigator at the University of California, Santa Cruz (UCSC). “No one has ever really known how the elephant got its trunk, or how the leopard got its spots. This project will lay the foundation for work that will answer those questions and many others.”

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“Understanding the evolution of the vertebrates is one of the greatest detective stories in science.” - David Haussler





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Known as the Genome 10K Project, the approximately $50 million initiative is “tremendously exciting science that will have great benefits for human and animal health,” Haussler said. “Within our lifetimes, we could get a glimpse of the genetic changes that have given rise to some of the most diverse life forms on the planet.”

Haussler is one of the lead authors of an article, published online November 5, 2009, in the Journal of Heredity, that outlines the project. The other lead authors include Stephen J. O’Brien, chief of the Laboratory of Genomic Diversity at the National Cancer Institute, and Oliver A. Ryder, director of genetics at the San Diego Zoo’s Institute for Conservation Research and adjunct professor of biology at the University of California, San Diego. Coauthors and additional authors, who together make up a group called the Genome 10K Community of Scientists (G10KCOS), include geneticists, paleontologists, ecologists, conservationists, and other scientists representing major zoos, museums, research centers, and universities around the world.

The proposal originated at a meeting Haussler hosted at UCSC in April 2009. More than 50 scientists came together to discuss the merits of the project and its daunting logistic and financial challenges. “Some of the people at the meeting were initially skeptical,” Haussler said. “But they quickly recognized the many advantages of a shared infrastructure and data analysis system.”

The primary impetus behind the proposal is the rapidly expanding capability of DNA sequencers and the associated decline in sequencing costs. “We’ll soon be in a situation where it will cost only a few thousand dollars to sequence a genome,” Haussler said. “At that point, most of the cost will be getting samples, managing the project, and handling data.”

All living vertebrates descend from a single marine species that lived 500-600 million years ago. Paleontologists do not know much about the physical appearance of that species, but because all of its descendents share certain characteristics, they know that it had segmented muscles, a forebrain, midbrain, and hind brain attached to spinal cord structures, and a sophisticated innate immune system.

That primitive vertebrate gave rise to what Haussler calls “one of the most spectacularly malleable branches of life.” Vertebrates spread throughout the oceans, conquered land, and eventually took to the air. Over the course of time they produced stunning innovations, including multichambered hearts, bones and teeth, an internal skeleton that has supported the largest aquatic and terrestrial animals on the planet, and a species of primate -- Homo sapiens -- that has produced sophisticated language, culture, and technology.

By sequencing the DNA of 10,000 vertebrates -- roughly one-sixth of the 60,000 species estimated to be living today -- biologists will be able to reconstruct the genetic changes that gave rise to this astonishing diversity. Some parts of our DNA are very similar to the DNA of other vertebrates, reflecting our descent from a common ancestor, while other parts are markedly different. “We can understand the function of elements in the human genome by seeing what parts of the genome have changed and what parts have not changed in humans and other animals,” said Haussler.

The project also will help conservation efforts by documenting the genomes and genetic diversity of threatened and endangered vertebrate species. By helping scientists predict how species will respond to climate change, pollution, emerging diseases, and invasive competitors, it will support the assessment, monitoring, and management of biological diversity.

The G10KCOS consortium has been developing guidelines for the collection, preservation, and documentation of cell lines and DNA samples. It also has been discussing potential public and private sources of funding for the project -- estimated at $50 million if the price of handling and sequencing each DNA sample eventually falls to $5,000. Said Haussler: “How do you raise $50 million? Ask nicely and make a strong case.”

In planning the project, the G10KCOS group has used the Human Genome Project as a model. For example, the consortium plans to release sequencing data immediately according to standards developed for the sequencing of the human genome. Haussler also cited that project, which began before needed sequencing technologies were available, as evidence that it is worthwhile to begin planning for the Genome 10K Project before the cost of sequencing falls enough to make it feasible. “The time to start is now, or the job will get away from us,” said Haussler. “The sequencing machines will be waiting, but the samples won’t be ready.”

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Source/Fonte

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Algorithms for Genome Analysis

Summary:

David Haussler is developing new statistical and algorithmic methods to explore the molecular evolution of the human genome, integrating cross-species comparative and high-throughput genomics data to study gene structure, function, and regulation.

My genome informatics team has participated in the public consortium efforts to produce, assemble, and annotate the first mammalian genomes. As collaborators in the Human Genome Project, we built the program that assembled the first working draft of the human genome sequence from information produced by sequencing centers worldwide, and we participated in the informatics associated with the finishing effort. We provide an interactive genome browser for the human, mouse, rat, and other genomes that is used by thousands of biomedical researchers every day (genome.ucsc.edu). By integrating multiple sets of high-throughput genomics data, computational predictions, and curated genomic feature sets from dozens of laboratories, the browser provides a new kind of computational microscope for exploring genomes.

Our work developing and annotating genomes for the browser provides a foundation for our scientific efforts. These are directed at the large-scale discovery and characterization of the functional elements in mammalian genomes through comparative sequence analysis, the study of mammalian molecular evolution, and the integration of an increasing variety of high-throughput data sets provided by functional genomics efforts.

Throughout the approximately 75 million years since the human species diverged from its common ancestor with the rat and mouse, the three genomes have independently accumulated many changes, leading to the three different species we see today. Reconstructing these changes by computational analysis has given us a new understanding of mammalian genome evolution. In comparisons of the human, mouse, and rat genomes, we have found that the rate of neutral substitution varies regionally along the chromosomes. The mechanistic explanation of this variation has not yet been found. We determined that a core of about 40 percent of the human, rat, and mouse genome sequences derives from a common ancestor, and we produced base-level alignments between the three genomes in these regions. This alignment, combined with characterization of neutral substitution rates, led to the estimate that at least 5 percent of the human genome is under negative selection; changes to the bases in these regions reduce fitness, and hence seldom become established in the population.

We suspect that these conserved regions contain the most functionally important elements of the genome and point to areas where intensified study will lead to a better understanding of how the genome works. Since only 1.5 percent of the genome is coding, if this rough estimate holds up, it would imply that there is at least an additional 3.5 percent of the genome that is functionally important noncoding DNA. Some of these noncoding regions are "ultraconserved," showing almost no change for hundreds of millions of years. We have confirmed that negative selection is three times stronger in these regions than it is for nonsynonymous changes in coding regions. It is a mystery what molecular mechanisms would place virtually every base in a segment of size up to 1 kilobase under this level of negative selection. Our goal over the next several years is to characterize these regions computationally and in many cases also functionally, through wet-lab experiments.

In an attempt to build realistic and information-rich mathematical models of molecular evolution, we have undertaken larger, multispecies comparisons. Some of these models are tailored to specific kinds of functional elements, such as coding exons and transcription factor–binding sites (in conjunction with the National Human Genome Research Institute ENCODE project). These models should identify elements under negative selection with higher sensitivity and specificity than was possible with two-species comparisons. Ultimately we hope to explore the full spectrum of events in mammalian molecular evolution, including insertions, deletions, duplications, inversions, and rearrangements. As the number of genomes grows, our goal is to produce increasingly accurate analyses of the evolutionary history of each base in the human genome as a basis for genome-wide functional analysis.

Our work has revealed some unexpected origins for some ultraconserved elements. Multiple close copies of one of these critical DNA sequences in our genome can be traced to our common ancestor with the coelacanth, a descendant of the ancient marine organism that gave rise to the terrestrial vertebrates more than 360 million years ago. These sequences appear to derive from DNA elements known as retroposons, which are evolutionarily derived from retroviruses. In the coelacanth, the segments were produced by a retroposon known as a short interspersed repetitive element, or SINE, which is a piece of DNA that can make copies of itself and insert those copies elsewhere in an organism's genome. Wet-lab tests have confirmed that one of these segments regulates a nearby neurodevelopmental gene. Thus, the movement of retroposons can generate evolutionary experiments by adding new regulatory modules to genes, and for as yet unknown reasons, these can occasionally become ultraconserved.

Our other work has confirmed that this process of regulatory network expansion by retroposon movement is widespread. For example, we estimate that one-third of the binding sites for the tumor-suppressor gene p53 in our genome are specific to primates and were put in place through expansion of a particular family of endogenous retroviruses (a type of retroposon) about 40 million years ago. This significantly expanded the regulatory network of p53 in primates.

We have also begun to explore sudden change in noncoding regions of the genome that have previously been highly conserved by negative selection. Comparing our genome to that of our closest relative, the chimpanzee, we found the most dramatic example of evolutionary acceleration in a novel RNA gene that is expressed specifically in neurons in the developing human neocortex during a critical period for cortical neuron specification and migration. This and other regions of accelerated change in the human genome provide exciting new candidates in the search for uniquely human biology.

This work is funded in part by grants from the National Human Genome Research Institute, the National Cancer Institute, the National Institute on Drug Abuse, and the California Institute for Quantitative Biomedical Research (QB3).

Last updated August 21, 2008

Determinação experimental da capacidade evolutiva de um fator de transcrição

Experimental determination of the evolvability of a transcription factor

This article contains supporting information online at
www.pnas.org/cgi/content/full/0907688106/DCSupplemental.

Sebastian J. Maerkl a,b and Stephen R. Quake a,1

+ Author Affiliations

aDepartment of Bioengineering, Stanford University and Howard Hughes Medical Institute, Stanford, CA 94305; and

bÉcole Polytechnique Fédérale de Lausanne, Institute of Bioengineering, CH-1015 Lausanne, Switzerland

Edited by Curtis G. Callan Jr., Princeton University, Princeton, NJ, and approved September 8, 2009 (received for review July 11, 2009)

Abstract

Sequence-specific binding of a transcription factor to DNA is the central event in any transcriptional regulatory network. However, relatively little is known about the evolutionary plasticity of transcription factors. For example, the exact functional consequence of an amino acid substitution on the DNA-binding specificity of most transcription factors is currently not predictable. Furthermore, although the major structural families of transcription factors have been identified, the detailed DNA-binding repertoires within most families have not been characterized. We studied the sequence recognition code and evolvability of the basic helix–loop–helix transcription factor family by creating all possible 95 single-point mutations of five DNA-contacting residues of Max, a human helix–loop–helix transcription factor and measured the detailed DNA-binding repertoire of each mutant. Our results show that the sequence-specific repertoire of Max accessible through single-point mutations is extremely limited, and we are able to predict 92% of the naturally occurring diversity at these positions. All naturally occurring basic regions were also found to be accessible through functional intermediates. Finally, we observed a set of amino acids that are functional in vitro but are not found to be used naturally, indicating that functionality alone is not sufficient for selection.

biophysics evolution microfluidics

Footnotes

1To whom correspondence should be addressed. E-mail: quake@stanford.edu

Author contributions: S.J.M. and S.R.Q. designed research; S.J.M. perform
ed research; S.J.M. and S.R.Q. analyzed data; and S.J.M. and S.R.Q. wrote the paper.

The authors declare no conflict of interest.

This article is a PNAS Direct Submission.

This article contains supporting information online at www.pnas.org/cgi/content/full/0907688106/DCSupplemental.

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A dinâmica da alternância de direção do motor flagelar bacteriano [Mascote do Design Inteligente]

Molecular Systems Biology 5 Article number: 316 doi:10.1038/msb.2009.74
Published online: 13 October 2009
Citation: Molecular Systems Biology 5:316

The switching dynamics of the bacterial flagellar motor

Siebe B van Albada 1,a, Sorin Tnase-Nicola 1,b & Pieter Rein ten Wolde 1

FOM Institute for Atomic and Molecular Physics, Amsterdam, The Netherlands
Correspondence to: Pieter Rein ten Wolde1 Biochemical Networks, FOM Institute for Atomic and Molecular Physics (AMOLF), Science Park 104, 1098 XG Amsterdam, The Netherlands. Tel.: +31 20 6081234; Fax: +31 20 6684106; Email: tenwolde@amolf.nl

Received 22 January 2009; Accepted 8 September 2009; Published online 13 October 2009

This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Licence, which permits distribution and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited. This licence does not permit commercial exploitation or the creation of derivative works without specific permission.

aPresent address: Ålesund University College, Ålesund, Norway

bPresent address: Department of Physics, University of Michigan, Ann Arbor, MI 48109-1040, USA

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Abstract

Many bacteria are propelled by flagellar motors that stochastically switch between the clockwise and counterclockwise rotation direction. Although the switching dynamics is one of their most important characteristics, the mechanisms that control it are poorly understood. We present a statistical–mechanical model of the bacterial flagellar motor. At its heart is the assumption that the rotor protein complex, which is connected to the flagellum, can exist in two conformational states and that switching between these states depends on the interactions with the stator proteins, which drive the rotor. This couples switching to rotation, making the switch sensitive to torque and speed. Another key element is that after a switch, it takes time for the load to build up, due to conformational transitions of the flagellum. This slow relaxation dynamics of the filament leads, in combination with the load dependence of the switching frequency, to a characteristic switching time, as recently observed. Hence, our model predicts that the switching dynamics is not only controlled by the chemotaxis-signaling network, but also by mechanical feedback of the flagellum.

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Efeitos globais da replicação de DNA e a atividade de origem de replicação do DNA em expressão de gene eucariótico

Molecular Systems Biology 5 Article number: 312 doi:10.1038/msb.2009.70
Published online: 13 October 2009
Citation: Molecular Systems Biology 5:312

Global effects of DNA replication and DNA replication origin activity on eukaryotic gene expression

Larsson Omberg 1,a, Joel R Meyerson 1,b, Kayta Kobayashi 2,c, Lucy S Drury 3, John F X Diffley 3 & Orly Alter 1,4

Department of Biomedical Engineering, University of Texas, Austin, TX, USA
College of Pharmacy, University of Texas, Austin, TX, USA

Cancer Research UK London Research Institute, Clare Hall Laboratories, South Mimms, Hertfordshire, UK

Institutes for Cellular and Molecular Biology, and Computational Engineering and Sciences, University of Texas, Austin, TX, USA

Correspondence to: Orly Alter1,4 Department of Biomedical Engineering and Institutes for Cellular and Molecular Biology and Computational Engineering and Sciences, University of Texas, Austin, TX 78712, USA. Tel.: +1 512 471 7939; Fax: +1 512 471 2149; Email: orlyal@mail.utexas.edu

Correspondence to: John F X Diffley3 Cancer Research UK London Research Institute, Clare Hall Laboratories, South Mimms, Hertfordshire EN6 3LD, UK. Tel.: +44 1707 625 869; Fax: +44 1707 625 801; Email: john.diffley@cancer.org.uk

Received 4 March 2009; Accepted 19 August 2009; Published online 13 October 2009

This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution Licence, which permits distribution and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited. Creation of derivative works is permitted but the resulting work may be distributed only under the same or similar licence to this one. This licence does not permit commercial exploitation without specific permission.

aPresent address: Department of Biological Statistics and Computational Biology, Cornell University, Ithaca, NY 14853, USA

bPresent address: Center for Cancer Research, National Cancer Institute, Bethesda, MD 20892, USA

cPresent address: Pharmacy Department, Intermountain Medical Center, Murray, UT 84157, USA

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Abstract

This report provides a global view of how gene expression is affected by DNA replication. We analyzed synchronized cultures of Saccharomyces cerevisiae under conditions that prevent DNA replication initiation without delaying cell cycle progression. We use a higher-order singular value decomposition to integrate the global mRNA expression measured in the multiple time courses, detect and remove experimental artifacts and identify significant combinations of patterns of expression variation across the genes, time points and conditions. We find that, first, 88% of the global mRNA expression is independent of DNA replication. Second, the requirement of DNA replication for efficient histone gene expression is independent of conditions that elicit DNA damage checkpoint responses. Third, origin licensing decreases the expression of genes with origins near their 3' ends, revealing that downstream origins can regulate the expression of upstream genes. This confirms previous predictions from mathematical modeling of a global causal coordination between DNA replication origin activity and mRNA expression, and shows that mathematical modeling of DNA microarray data can be used to correctly predict previously unknown biological modes of regulation.

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Fenda no deserto africano da Etiópia confirmada como novo oceano em formação

African Desert Rift Confirmed As New Ocean In The Making

ScienceDaily (Nov. 3, 2009) — In 2005, a gigantic, 35-mile-long rift broke open the desert ground in Ethiopia. At the time, some geologists believed the rift was the beginning of a new ocean as two parts of the African continent pulled apart, but the claim was controversial.

Now, scientists from several countries have confirmed that the volcanic processes at work beneath the Ethiopian rift are nearly identical to those at the bottom of the world's oceans, and the rift is indeed likely the beginning of a new sea.

The new study, published in the latest issue of Geophysical Research Letters, suggests that the highly active volcanic boundaries along the edges of tectonic ocean plates may suddenly break apart in large sections, instead of little by little as has been predominantly believed. In addition, such sudden large-scale events on land pose a much more serious hazard to populations living near the rift than would several smaller events, says Cindy Ebinger, professor of earth and environmental sciences at the University of Rochester and co-author of the study.


New research confirms that the volcanic processes at work beneath the Ethiopian rift are nearly identical to those at the bottom of the world's oceans, and the rift is indeed likely the beginning of a new sea. (Credit: Imagery (c) 2009 TerraMetrics. Map data (c) 2009 Europa Technologies / Courtesy of Google Maps)

"This work is a breakthrough in our understanding of continental rifting leading to the creation of new ocean basins," says Ken Macdonald, professor emeritus in the Department of Earth Science at the University of California, Santa Barbara, and who is not affiliated with the research. "For the first time they demonstrate that activity on one rift segment can trigger a major episode of magma injection and associated deformation on a neighboring segment. Careful study of the 2005 mega-dike intrusion and its aftermath will continue to provide extraordinary opportunities for learning about continental rifts and mid-ocean ridges."

"The whole point of this study is to learn whether what is happening in Ethiopia is like what is happening at the bottom of the ocean where it's almost impossible for us to go," says Ebinger. "We knew that if we could establish that, then Ethiopia would essentially be a unique and superb ocean-ridge laboratory for us. Because of the unprecedented cross-border collaboration behind this research, we now know that the answer is yes, it is analogous."

Atalay Ayele, professor at the Addis Ababa University in Ethiopia, led the investigation, painstakingly gathering seismic data surrounding the 2005 event that led to the giant rift opening more than 20 feet in width in just days. Along with the seismic information from Ethiopia, Ayele combined data from neighboring Eritrea with the help of Ghebrebrhan Ogubazghi, professor at the Eritrea Institute of Technology, and from Yemen with the help of Jamal Sholan of the National Yemen Seismological Observatory Center. The map he drew of when and where earthquakes happened in the region fit tremendously well with the more detailed analyses Ebinger has conducted in more recent years.

Ayele's reconstruction of events showed that the rift did not open in a series of small earthquakes over an extended period of time, but tore open along its entire 35-mile length in just days. A volcano called Dabbahu at the northern end of the rift erupted first, then magma pushed up through the middle of the rift area and began "unzipping" the rift in both directions, says Ebinger.
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A devastação das florestas selou a queda da civilização Nazca

Nasca People Of Ancient Peru: Forest Clearances Sealed Civilization's Downfall

ScienceDaily (Nov. 3, 2009) — An ancient South American civilisation which disappeared around 1,500 years ago helped to cause its own demise by damaging the fragile ecosystem that held it in place, a study has found.

Archaeologists examining the remains of the Nasca, who once flourished in the valleys of south coastal Peru, have uncovered a sequence of human-induced events which led to their "catastrophic" collapse around 500 AD.

The Nasca are probably best known for the famous "Nazca Lines," giant geoglyphs which they left etched into the surface of the vast, empty desert plain that lies between the Peruvian towns of Nazca and Palpa.


Nazca Lines in the Peruvian Desert. (Credit: iStockphoto/Jarno Gonzalez Zarraonandia)

The depictions have spawned various wild theories, including that they were created by aliens. Most scholars now believe that they were sacred pathways which Nasca people followed during the course of their ancient rituals.

Other aspects of Nasca history and culture remain less clearly understood, however. In particular, experts have struggled to explain why a society which clearly prospered during the first half of the first Millennium AD then collapsed into a bloody resource war and eventually vanished.

Some have argued that a mega-El Niño, which hit the region at around that time, may have been the cause. Writing in the journal Latin American Antiquity, however, a team of researchers led by Dr. David Beresford-Jones from the McDonald Institute for Archaeological Research at Cambridge University, suggest that the Nasca inadvertently wrought their own demise.

Using plant remains gathered in the lower Ica Valley, the team found evidence that over the course of many generations, the Nasca cleared areas of forest to make way for their own agriculture. Studies of pollen samples taken by co-researcher Alex Chepstow-Lusty, of the French Institute of Andean Studies in Lima, showed that the huarango tree, which once covered what is now a desert area, was gradually replaced by crops such as cotton and maize.

As the paper explains, however, the huarango was more than just a tree -- it was a crucial part of the desert's fragile ecosystem, which enhanced soil fertility and moisture and helped to hold the Nasca's narrow, vulnerable irrigation channels in place.

Eventually, they cut down so many trees that they reached a tipping point at which the arid ecosystem was irreversibly damaged. The authors do not dispute that a major, El Niño-style event then occurred -- finding hard evidence for this for the first time. But they also find that the impact of this flood would have been far less devastating had the forests which protected the delicate desert ecology still been there.
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Curso de férias na Alemanha

Curso de férias na Alemanha
4/11/2009

Agência FAPESP – As universidades alemãs anteciparam a divulgação de seus cursos de férias de 2010, a maior parte oferecida durante o verão europeu (junho a setembro).

A oferta de cursos (inclusive para o inverno europeu que se aproxima) está disponível na internet, em página do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD). Pelo site os interessados podem selecionar os cursos e verificar as condições para se inscrever. Dúvidas e pedidos de inscrição devem ser encaminhados diretamente para as universidades.

As instituições de ensino superior oferecem tanto cursos do idioma alemão (de iniciante a especializado) como cursos temáticos específicos ou interdisciplinares em praticamente todas as áreas de conhecimento.

Há cursos para graduandos, pós-graduandos, doutorandos e doutores. O valor do investimento varia conforme duração, área de conhecimento, cidade, universidade e o que está incluído no programa.

Para brasileiros, o DAAD oferece bolsas para o Curso de Inverno de Língua e Cultura Alemãs (Winterkurs), mas a seleção para 2010 está encerrada. Para 2011, o edital deverá ser publicado em maio de 2010.

Mais informações: www.summerschools-in-germany.de.

Pós-doutorado em nutrição de aves com Bolsa FAPESP

Pós-doutorado em nutrição de aves com Bolsa FAPESP
4/11/2009

Agência FAPESP – O Departamento de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Jaboticabal, tem uma vaga em aberto para Pós-Doutorado com Bolsa FAPESP.

Podem se candidatar doutores com titulação na área de zootecnia ou medicina veterinária, que tenham experiência em nutrição de aves, mais especificamente em exigências nutricionais e modelagem.


Unesp em Jaboticabal tem oportunidade vinculada a Projeto Temático para doutores em zootecnia ou medicina veterinária com experiência em exigências nutricionais e modelagem (foto: Wikipedia)

A oportunidade está vinculada ao Projeto Temático “Modelos para estimar as exigências de lisina, metionina+cistina e treonina para aves de corte e postura”, apoiado pela Fundação.

Entre as tarefas previstas para o selecionado estão:

Desenvolver um projeto relacionado ao Projeto Temático;
Realizar estágios de pesquisa no exterior, junto à instituição dos pesquisadores colaboradores, visando ao aprendizado sobre as técnicas e programas computacionais que serão utilizados no projeto;
Auxiliar no desenvolvimento de novas metodologias que serão padronizadas durante os ensaios experimentais; e
Acompanhar atividades relacionadas ao projeto, contribuindo para o desenvolvimento e andamento adequado dos estudos realizados.
A bolsa terá duração de dois anos e os interessados deverão se candidatar até 15 de novembro de 2009.

Os documentos necessários são curriculum vitae atualizado, resumo da tese de doutorado e duas referências, todos anexados, por e-mail, à coordenadora do Projeto Temático, professora Nilva Kazue Sakomura (sakomura@fcav.unesp.br). Dúvidas ou esclarecimentos sobre a oportunidade com a coordenadora.

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O valor da Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP é de R$ 4.508,10 mensais.

Outras vagas de bolsas de pós-doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.oportunidades.fapesp.br.

Kilimanjaro sem neve

Kilimanjaro sem neve
4/11/2009

Agência FAPESP – Ernest Hemingway, Ava Gardner e Gregory Peck perderam a vez para as mudanças climáticas globais. Se fosse hoje, As neves do Kilimanjaro, conto escrito em 1936 pelo autor norte-americano que virou um dos maiores sucessos de bilheteria nos cinemas em 1952, teria, no mínimo, que mudar o título.

O motivo é que as famosas neves no maior monte da África, com 5,8 mil metros, que sempre pareceram eternas, estão desaparecendo. Segundo um estudo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da Proceedings of the National Academy of Sciences, o gelo no topo poderá desaparecer completamente nas próximas duas décadas.


Gelo na maior montanha da África, que tem resistido por mais de 11 mil anos, poderá sumir em menos de duas décadas, indica pesquisa (divulgação)

Lonnie Thompson, da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, e colegas apontam que as temperaturas mais elevadas, em conjunto com as condições mais secas e com menos nuvens, estão contribuindo para a sublimação e o derretimento do gelo no alto da montanha na Tanzânia.

Os pesquisadores combinaram medidas da área congelada obtidas a partir de fotografias aéreas com dados sobre alterações na espessura do manto para determinar em que velocidade o gelo está sumindo.

Segundo eles, a área total coberta pelo gelo encolheu cerca de 85% entre 1912 e 2007. Se as condições climáticas atuais persistirem, o gelo poderá desaparecer em 2022 ou, no melhor dos cenários, em 2033.

Os autores do estudo destacam que embora as neves do Kilimanjaro tenham sobrevivido por 11.700 anos, incluindo secas históricas e alterações climáticas, sem ações de mitigação eficazes as condições atuais poderão não apenas eliminar o gelo na montanha, mas também promover um significativo impacto na vida das comunidades locais na África.

O artigo Glacier loss on Kilimanjaro continues unabated, de Lonnie Thompson e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org.

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Glacier loss on Kilimanjaro continues unabated

L. G. Thompson a,b,1, H. H. Brecher a, E. Mosley-Thompson a,c, D. R. Hardy d and B. G. Mark a,c

+ Author Affiliations

aByrd Polar Research Center, Ohio State University, 108 Scott Hall, 1090 Carmack Road, Columbus, OH 43210;

bSchool of Earth Sciences, Ohio State University, 125 South Oval Mall, Columbus, OH 43210;

cDepartment of Geography, Ohio State University, 154 North Oval Mall, Columbus, OH 43210; and

dDepartment of Geosciences, University of Massachusetts, 236 Hasbrouck, Amherst, MA 01003

Edited by James E. Hansen, Goddard Institute for Space Studies, New York, NY, and approved September 22, 2009 (received for review June 1, 2009)

Abstract

The dramatic loss of Kilimanjaro's ice cover has attracted global attention. The three remaining ice fields on the plateau and the slopes are both shrinking laterally and rapidly thinning. Summit ice cover (areal extent) decreased ≈1% per year from 1912 to 1953 and ≈2.5% per year from 1989 to 2007. Of the ice cover present in 1912, 85% has disappeared and 26% of that present in 2000 is now gone. From 2000 to 2007 thinning (surface lowering) at the summits of the Northern and Southern Ice Fields was ≈1.9 and ≈5.1 m, respectively, which based on ice thicknesses at the summit drill sites in 2000 represents a thinning of ≈3.6% and ≈24%, respectively. Furtwängler Glacier thinned ≈50% at the drill site between 2000 and 2009. Ice volume changes (2000–2007) calculated for two ice fields reveal that nearly equivalent ice volumes are now being lost to thinning and lateral shrinking. The relative importance of different climatological drivers remains an area of active inquiry, yet several points bear consideration. Kilimanjaro's ice loss is contemporaneous with widespread glacier retreat in mid to low latitudes. The Northern Ice Field has persisted at least 11,700 years and survived a widespread drought ≈4,200 years ago that lasted ≈300 years. We present additional evidence that the combination of processes driving the current shrinking and thinning of Kilimanjaro's ice fields is unique within an 11,700-year perspective. If current climatological conditions are sustained, the ice fields atop Kilimanjaro and on its flanks will likely disappear within several decades.

climate change climatology glacier retreat ice cores paleoclimate

Footnotes

1To whom correspondence should be addressed. E-mail: thompson.3@osu.edu
Author contributions: L.G.T. and E.M.-T. designed research; L.G.T., E.M.-T., D.R.H., and B.G.M. performed research; L.G.T., H.H.B., E.M.-T., and D.R.H. analyzed data; and L.G.T., H.H.B., E.M.-T., and D.R.H. wrote the paper.

The authors declare no conflict of interest.

This article is a PNAS Direct Submission.

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Claude Lévi-Strauss morre aos 100 anos

Claude Lévi-Strauss morre aos 100 anos
4/11/2009

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – O antropólogo Claude Lévi-Strauss morreu, aos 100 anos, na madrugada do último domingo (1/11). O anúncio foi feito apenas nesta terça-feira (3/11) pela Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais de Paris (França).

Conhecido como o fundador da antropologia estruturalista, Lévi-Strauss participou, na década de 1930, da missão francesa que organizou alguns dos cursos da Universidade de São Paulo (USP) pouco após sua fundação, em 1934.


Antropólogo esteve entre os primeiros professores da USP, na década de 1930, e exerceu grande influência nas ciências humanas em todo o mundo (foto: Unesco)

De acordo com Fernanda Arêas Peixoto, professora do Departamento de Antropologia da USP, a influência intelectual de Lévi-Strauss – que realizou no Brasil seus primeiros estudos de etnologia entre populações indígenas – transcende a antropologia.

“Ele foi sem dúvida um dos maiores antropólogos da história e, a partir de seus trabalhos ligados ao âmbito do parentesco e dos mitos, influenciou todos os ramos da antropologia. Mas, especialmente a partir de 1962, com a publicação de Pensamento selvagem, sua obra passou a dialogar com a filosofia. Daí em diante, o estruturalismo adquiriu uma importância enorme, com impacto na filosofia, na psicanálise, na crítica literária e nas ciências humanas de modo geral”, disse à Agência FAPESP.

Segundo Fernanda, que em 1991 defendeu na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a dissertação de mestrado Estrangeiros no Brasil: a missão francesa na USP, o inegável impacto do pensamento de Lévi-Strauss sobre a antropologia brasileira se deu por meio de sua obra posterior à estadia no país.

“Na época da missão francesa, entre 1935 e 1938, ele era um jovem etnógrafo em período de formação. No Brasil, fez suas primeiras pesquisas de campo e trabalhos etnográficos. Publicou aqui seus primeiros trabalhos. Durante a Segunda Guerra Mundial, fixou-se nos Estados Unidos, onde completou sua formação”, contou.

A leitura de Lévi-Strauss feita pelo norte-americano David Mabury-Lewis, na década de 1960, exerceu forte influência na antropologia brasileira, reintroduzindo no país a obra do antropólogo nascido em Bruxelas, de acordo com Fernanda. Segundo ela, Mabury-Lewis participou naquele período do projeto Harvard-Brasil Central, realizado pelo Museu Nacional em parceria com a Universidade de Harvard (Estados Unidos).

Sob orientação de Fernanda, a mestranda Luiza Valentini está atualmente realizando uma pesquisa – com apoio da FAPESP – sobre a interação entre Lévi-Strauss, Dina Dreyfuss (sua esposa na época da missão francesa) e o escritor Mário de Andrade, que na década de 1930 empreendeu um amplo trabalho de campo sobre manifestações da cultura popular brasileira.

O trabalho tem base em documentação inédita da Sociedade de Cultura e Folclore dirigida por Andrade na época. “Mário de Andrade foi muito marcado por essa colaboração”, disse Fernanda.

Tristes trópicos

“Estudou na Universidade de Paris e demonstrou verdadeira paixão pelo Brasil, conforme registrado em sua obra de sucesso Tristes Trópicos, em que conta como sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do país. Lévi-Strauss completaria 101 anos no fim deste mês”, divulgou a reitoria da USP em nota oficial.

Em 1927, Lévi-Strauss iniciou seus estudos em filosofia. Começou a lecionar em 1932. Em 1935, levado pelo “desejo da experiência vivida das sociedades indígenas”, como contou, aceitou lecionar na USP durante três anos. Nesse período, empreendeu diversas missões de estudo entre os índios Bororo e Nhambiquara, em companhia de sua esposa. O casal se separou em 1939, ao retornar à França. O antropólogo se casou novamente em 1945 e em 1954.

Banido do ensino em seu país, em decorrência das leis antissemitas da França ocupada do regime de Vichy (1940-1944), partiu para Nova York, onde teve contato com os surrealistas e se aproximou de Roman Jakobson, linguista que teve influência decisiva na construção de sua obra.

O pós-guerra foi um período instável para Lévi-Strauss, que publicou então suas primeiras obras de peso, ainda não reconhecidas. Foi adido cultural em Nova York e participou de missões da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na Índia e no Paquistão. Em 1950, foi nomeado professor da Escola Prática de Altos Estudos da França.

Em 1955, publicou Tristes trópicos, um relato de suas viagens que se tornou ao mesmo tempo um sucesso literário e uma referência científica. Publicou Antropologia estrutural em 1958 e em 1959 assumiu o Departamento de Antropologia Social do Collège de France, passando a desenvolver atividade intensa como autor e organizador, que lhe valeram crescente reconhecimento internacional. Depois de O Pensamento selvagem (1962) e os quatro volumes de Mitologias, passou a ser reconhecido com um dos grandes autores do século 20.

Em 1973, foi eleito para a Academia Francesa. Em 1985, acompanhou o presidente francês François Mitterrand ao Brasil. Suas coleções de objetos foram expostas no Museu do Homem, em Paris, em 1989. Suas fotografias do Brasil foram editadas em 1994.

Na trilha dos répteis que sobraram

Na trilha dos répteis que sobraram
4/11/2009

Por Alex Sander Alcântara

Agência FAPESP – Devido à localização geográfica, com área que apresenta características de vegetação típica do Cerrado e da Mata Atlântica, o município de São Paulo reúne grande diversidade de répteis. Mas das 68 espécies de serpentes registradas nos últimos cem anos, 32 não são mais encontradas no município, segundo pesquisa.

O objetivo do trabalho, publicado na revista Biota Neotropica do programa Biota-FAPESP, foi organizar e mapear cada uma das espécies de répteis presentes no município de São Paulo e reunir dados sobre a história natural do grupo, incluindo o tipo de bioma no qual é encontrado, hábitat, substrato e hábitos alimentares.


Pesquisadores do Butantan mapeiam répteis no município de São Paulo e não encontram sinais de quase metade das espécies de serpentes registradas nos últimos cem anos (foto: R. Sawaya)

De acordo com Ricardo Jannini Sawaya, um dos autores do artigo, o trabalho faz parte de um esforço conjunto da equipe do Butantan e de colegas de outras instituições, na tentativa de organizar informações da biodiversidade dos répteis que ocorrem no Estado. Os pesquisadores já finalizaram mapas de distribuição desses animais na cidade.

“Como muitas das espécies são arborícolas e dependem da vegetação, elas são as primeiras a sentir os efeitos da perda da cobertura vegetal na cidade. Não entrariam, necessariamente, em uma lista de extinção estadual ou nacional, mas poderiam estar extintas localmente, o que implicaria a perda da população que ocorre no município de São Paulo”, disse Sawaya, pesquisador do Laboratório de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan, à Agência FAPESP.

O trabalho traz resultados preliminares do projeto de pesquisa conduzido por ele e intitulado “Diversidade, distribuição e conservação da Herpetofauna do Estado de São Paulo”. O projeto tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Jovem Pesquisador.

As 97 espécies de répteis registradas na capital paulista no último século, levantadas a partir de registros e coleções científicas, compreendiam dois quelônios (tartarugas), um crocodiliano, 19 lagartos, sete anfisbenídeos (conhecidos como cobras-cegas, parentes próximos dos lagartos) e 68 serpentes.

Segundo a pesquisa, 51 espécies de répteis não foram registradas nos últimos seis anos no município. Mas o fato de o estudo não ter identificado registro não implica que todas essas espécies estejam extintas no município. Isso porque, segundo Sawaya, serpentes são de difícil amostragem. “Mas várias dessas espécies podem mesmo ter sido extintas localmente”, apontou.

O levantamento de espécies coletadas no município de São Paulo e recebidas pelo Instituto Butantan nos últimos anos foi parte do estudo realizado por outro autor do trabalho, o doutorando Fausto Erritto Barbo, bolsista da FAPESP. O estudo permitiu identificar pelo menos 36 espécies de serpentes que ocorrem na região. Além dessas serpentes, pelo menos quatro lagartos e cinco cobras-cegas ainda ocorrem na região.

Das espécies encontradas no município, cerca de 70% da fauna de lagartos e 40% das serpentes são espécies típicas de ambientes florestais. A maior parte das espécies de serpentes é terrícola (38%) ou subterrânea/criptozóica (25%), com menos arborícolas (18%) e aquáticas (9%) – o restante se encaixa em mais de uma categoria. Dos lagartos, 63% são predominantemente terrícolas e os demais são arborícolas.

Em relação à dieta, os lagartos se alimentam de insetos e cerca de 50% das espécies de serpentes comem exclusivamente – ou predominantemente – anfíbios anuros (sapos, rãs ou pererecas). Outros répteis Squamata são característicos de formações abertas e também encontrados no Cerrado do interior paulista.

Início em workshop do Biota

De acordo com Sawaya, os estudos sobre répteis em São Paulo são raros e fragmentados. “Temos informações dispersas, na literatura, de algumas das espécies mais comuns que abordam apenas um dos aspectos da dieta ou onde ocorrem, por exemplo. Mas praticamente não existem dados sobre a diversidade, biologia e distribuição de répteis que ocorrem no município de São Paulo, assim como no Estado”, afirmou.

O projeto pretende mapear espécies não só de répteis mas também de anfíbios em todo o Estado de São Paulo. “Estamos concluindo a organização dos bancos de dados de répteis de coleções científicas referentes a outros municípios paulistas e o próximo passo é realizar trabalhos de campo em locais onde não há amostragem, que correspondem a lacunas de informação da biodiversidade do Estado”, disse.

“Essas informações fornecerão dados importantes, incluindo a ocorrência de répteis remanescentes de Cerrado ou Mata Atlântica, se são restritos a áreas abertas ou florestais ou que tipo de substrato utilizam”, completou. Segundo o pesquisador, ao conhecer a distribuição de cada espécie é possível ter uma ideia de qual está ameaçada, informação básica para definir áreas prioritárias para conservação.

Ele conta que, embora o projeto não esteja inserido no Biota-FAPESP, ele colabora com outros projetos do programa. “Na realidade, o projeto nasceu a partir de um workshop promovido pelo Biota-FAPESP. Como o grupo de especialistas em répteis e anfíbios não havia conseguido mapear a diversidade desses animais no Estado, o encontro nos encorajou a fazer a pesquisa”, contou.

Além de Sawaya, assinam o artigo na Biota Neotropica Otavio Augusto Marques, Donizete Neves Pereira, Fausto Erritto Barbo e José Valdir Germano. Todos trabalham ou realizam pós-graduação no Instituto Butantan.

Para ler o artigoOs répteis do município de São Paulo: diversidade e ecologia da fauna pretérita e atual , disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Tio Charlie correndo atrás do prejuízo: conquistem os corações das crianças


TUESDAY, NOVEMBER 3, 2009

Our wicked awesome new project: Ask the Kids!

Ask your kid one question and get 20% off!

The 150th anniversary of Darwin's amazing book "The Origin of Species," is coming up this month. To celebrate, we're starting a conversation about evolution with kids everywhere.

We're asking parents to pose one question to their kids:

"What is evolution?"

and let us know the very first answer. As thanks, we're offering a 10%-20% coupon, and will also recommend great books and websites to help with a chat about evolution for kids.

Kids' first thoughts are wonderful -- charmingly wrong, spot-on accurate, or revealing what is really important. ("Evolution is candy," said one 3-year-old.)

We'll weave their answers into a short, fun video and release it to the world on November 24th, the 150th anniversary of "Origin of Species." Your kids will be the stars!

So go ahead. Grab a pencil or video camera, and ask the kids!

More info at the Ask the Kids home page. Deadline is November 16th.

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Source/Fonte.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Koonin 'falou e disse': 150 anos depois, Kaput Darwin!!!

Trends in Genetics
Volume 25, Issue 11, November 2009, Pages 473-475

The Origin at 150: is a new evolutionary synthesis in sight?

Eugene V. Koonin a koonin@ncbi.nlm.nih.gov

a National Center for Biotechnology Information, National Library of Medicine, National Institutes of Health, Bethesda MD, USA

Available online 14 October 2009.

The 200th anniversary of Charles Darwin and the 150th jubilee of the On the Origin of Species could prompt a new look at evolutionary biology. The 1959 Origin centennial was marked by the consolidation of the modern synthesis. The edifice of the modern synthesis has crumbled, apparently, beyond repair. The hallmark of the Darwinian discourse of 2009 is the plurality of evolutionary processes and patterns. Nevertheless, glimpses of a new synthesis might be discernible in emerging universals of evolution.

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos têm acesso gratuito a este artigo do Trends in Genetics e de outras publicações científicas.

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Fui, nem sei por que, pensando que mais uma vez um evolucionista de renome me vindica diante da Galera dos meninos e meninas de Darwin, da Nomenklatura científica e da Grande Mídia tupiniquim.

NOTA BENE o que Koonin disse:

"The edifice of the modern synthesis has crumbled, apparently, beyond repair"

"O edifício da síntese moderna caiu, aparentemente, sem possibilidade de conserto"

Traduzindo em graúdos e vindicando este blogger: vem aí uma nova teoria geral da evolução e não deve ser selecionista!

Como é confortável a minha posição de cético localizado da teoria geral da evolução de Darwin.

Marcelo Leite, Claudio Angelo, vocês vão ter que dar espaço na Folha de São Paulo. Qualquer dia desses...

Unicamp inscreve em concursos para professor

JC e-mail 3881, de 03 de Novembro de 2009.

29. Unicamp inscreve em concursos para professor

Vagas em diversas áreas

A Unicamp recebe inscrições em concursos para provimento de cargos de professor titular e professor doutor em diferentes áreas do conhecimento.

Informações no site.

Abertas inscrições para o mestrado em Tecnologia Ambiental do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep)

JC e-mail 3881, de 03 de Novembro de 2009.

28. Abertas inscrições para o mestrado em Tecnologia Ambiental do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep)

Até 13 de novembro

São oferecidas duas linhas de pesquisa: "Gestão Ambiental" e "Contaminação e Degradação Ambiental".

Os interessados devem fazer a inscrição até o dia 13 de novembro na secretaria do Mestrado, no bloco C, na sede do Itep, na Av. Professor. Luiz Freire, 700 - Bloco C - Térreo - Cidade Universitária - Recife.

Mais informações pelos fones (81) 3272-4226/3272-4222 ou e-mail mestrado@itep.br

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) assume complexo de paleontologia em Peirópolis

JC e-mail 3881, de 03 de Novembro de 2009.

22. Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) assume complexo de paleontologia em Peirópolis

Convênio irá garantir a implementação do Programa de Gestão do Complexo Cultural e Científico de Peirópolis

O patrimônio da Rede Nacional de Paleontologia, cujo prédio está instalado em Peirópolis, foi transferido na última quinta-feira (30) para a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), por meio de convênio de cooperação técnica assinado entre o prefeito Anderson Adauto e o reitor Virmondes Rodrigues Júnior, e em que já constava assinatura do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal. O convênio irá garantir a implementação do Programa de Gestão do Complexo Cultural e Científico de Peirópolis.

A Rede era de responsabilidade do Estado de Minas Gerais e estava aos cuidados da Prefeitura de Uberaba. Foram transferidos o prédio da rede, um micro-ônibus, duas caminhonetes, uma central de informática, móveis e utilitários. Em setembro, a UFTM já havia recebido o Museu dos Dinossauros e o de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price.

Para o prefeito Anderson Adauto, a criação da rede foi uma ideia boa e avançada, porém, acredita que não havia uma instituição para estruturá-la e dar credibilidade.

"Com a universidade, creio que isso seja possível. Espero que a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais respalde a ideia para finalmente poder consolidar a Rede e ter a sede em Peirópolis. O Centro de Paleontologia nunca deveria estar nas mãos da prefeitura. As instituições de Peirópolis deveriam ser geridas por uma universidade, a exemplo do que ocorre com 90% de todos os centros paleontológicos do Brasil. Agora, com a transferência, acredito que estamos indo na direção certa e a prefeitura ficará apenas no campo do turismo", explica o prefeito.

Adauto afirmou, ainda, que haverá uma transição e durante este tempo a prefeitura continuará a fazer repasses. Lembra que nesta quarta-feira, dia 4 de novembro, será realizada reunião entre equipe técnica da prefeitura e da UFTM para definir a situação e até quando a prefeitura fará o pagamento, enfim, como será efetivamente a transição.

Consolidação

Já o reitor Virmondes Rodrigues Júnior destacou que a transferência ocorreu de forma lenta porque precisava de mecanismos legais para dar consistência ao processo. Lembrou que assumir a instituição será difícil, principalmente para uma instituição que era especializada na área da saúde e por ter a responsabilidade de "inserir a paleontologia no cenário nacional", referindo-se, com certeza, às críticas que a Rede tem recebido constantemente na mídia nacional, por ter recebido verba alta, mas ainda não estar em funcionamento.

"Estamos criando uma comissão para receber o patrimônio geral do centro de paleontologia e do prédio que abriga a Rede Nacional de Paleontologia. Tem outros patrimônios em que vão ser verificadas a existência e condições de uso para, junto com o Governo do Estado e a prefeitura, a UFTM construir os projetos para o desenvolvimento da paleontologia em Peirópolis. O primeiro plano será consolidar Peirópolis como uma área parte do campus da UFTM em Uberaba e passar a desenvolver cada vez mais ações em paleontologia e, sempre que possíveis, no sítio de Peirópolis. Temos um financiamento do Governo do Estado de mais de R$ 2,5 milhões, anunciado recentemente pelo vice-governador Antonio Anastasia, para dar continuidade ao projeto. O deputado Narcio Rodrigues também já acenou com recursos que virão do Ministério de Ciências e Tecnologia e estes projetos já estão em fase final de acabamento. Vamos executá-los nos próximos três anos", diz o reitor.

Rodrigues Júnior lembra que a prefeitura continuará assumindo a folha de pagamento do pessoal das instituições de Peirópolis até o final de 2010, enquanto a UFTM ficará responsável pela estrutura física e gastos como água e luz, já que orçamento para 2010 da UFTM não tem previsão de contratação para a paleontologia.

Isso acontecerá até a abertura de concursos públicos específicos na área. Destaca que os funcionários terão de fazer concurso público por força de lei, mas, enquanto isso, a prefeitura e a Funepu, como instituição gestora dos projetos de pesquisa, também poderão fazer contratação para 2010.

Ainda em relação à Rede, afirma que já iniciou contato com universidades e alguns contatos já foram feitos e deve concluir os demais contatos até o final de novembro. Destaca que a receptividade está boa, mesmo porque começou com a parte mais fácil. A Rede foi construída graças a emendas do deputado federal Narcio Rodrigues no Orçamento da União, no valor de R$ 6.160 milhões, sendo R$ 5,1 milhões do Ministério da Ciência e Tecnologia e R$ 1,06 milhão como contrapartida do Governo de Minas.
(Jornal da Uberaba, 31/10)

Nomenklatura científica leva 6 anos para publicar uma crítica científica

Vale a pena lutar contra a opinião consensual esposada pela Nomenklatura científica! Demorou 6 anos, mas finalmente prevaleceu a verdade científica fornecida pelas evidências empiricamente detectadas na natureza.

Fui, nem sei por que pensando como é que a Nomenklatura científica vai se atar daqui a 6 anos em relação aos sinais de inteligência empiricamente detectados na natureza pelos teóricos do Design Inteligente?

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Makarieva A.M., Gorshkov V.G., Li B.-L. (2009) Comment on "Energy uptake and allocation during ontogeny". Science, 325, 1206-a. PDF (0.2 Mb).

Abstract

We demonstrate that the model of energy allocation during ontogeny of Hou et al. (Reports, 31 October 2008, p. 736) fails to account for the observed elevation of metabolic rate in growing organisms compared with similarly sized adults of different species. The basic model assumptions of the three-quarter power scaling for resting metabolism and constancy of the mass-specific maintenance metabolism need to be reassessed.

A brief history of this publication is as follows. As early as in 2002 we noted that the ontogenetic growth model of Geoffrey West and Jim Brown's group (Gillooly et al. 2001, Nature) violates the energy conservation law. A relevant comment of ours was submitted to and rejected by Nature, then to and by Ecology Letters, due to the obvious reason that the topic of energy (non)-conservation cannot compete for space and the readers' attention with the other more important issues normally covered by the two journals. Two years later the critique was ultimately published in Ecological Modelling. In the same 2004 we also published a short comment in Ecology on Brown et al.'s MacArthur Award paper. There we cited the critique as "in press" and were explicit about our concerns that energy should be conserved at all times. Still that did not evoke any reaction from the criticized group. In 2006 the group published a paper in Functional Ecology (West et al. 2006) where, without citing our work, they explicitly refuted our concern about their incorrect interpretation of Em (energy to build 1 g biomatter) insisting that it is equal to the energy content of biomatter and can be easily measured.

It took another four years of persistent pressure from our side that in 2008 in American Naturalist this group explicitly admitted the error (Moses et al. 2008) and cited our critique. At the same time in their latest model’s version published in Science (Hou et al. 2008) the group admitted that the original model was incorrect almost literally in our own words, but did not cite our critique as the source where the error was pointed out. Instead, they cited their own incorrect model (ref. 7 in Hou et al.). Since we found the renewed model incorrect as well, we submitted our Comment to Science. Using this opportunity, in the cover letter we also asked the Editors for a corrigendum, implying that here we might be dealing with a misprint rather than an intellectual expropriation, however, to no effect. Nevertheless, adhering to the spirit of open scientific discussion, Science published our above Comment.

What is it all about? Think that in modern scientific society it took six years for an error in a biological model to be admitted. It was an error though that related to the authorities and reputations of a visible and influential group of scientists. Now then, how long will the advancement of the biotic pump theory take, given that this theory does as little as re-analyzes and challenges several long established dogmas of modern meteorology, if you do not take an active part in it, in one way or another? It appears to be your business as well, our dear Reader, as forest moisture pump personally concerns every human being who drinks water, tea, coffee, beer or even exclusively Russian vodka, on a daily basis.

Макарьева А.М., Горшков В.Г., Ли Б.-Л. (2009) Комментарий к статье "Потребление и распределение энергии во время онтогенетического роста". Science, 325, 1206-a. [на англ. яз.] PDF (0.2 Мб).

Аннотация

Мы показываем, что модель распределения энергии во время онтогенетического роста Хоу и др. (Reports, 31 октября 2008, с. 736) не описывает наблюдаемого подъема метаболической мощности у растущих организмов по сравнению со взрослыми организмами тех же размеров из других видов. Главные положения модели о том, что метаболизм покоя растет как масса тела в степени три четверти, и о постоянстве удельного метаболизма "поддержания", нуждаются в пересмотре.

Поучительная история этой публикации такова. В 2002 году нами было отмечено, что в модели онтогенетического роста группы Веста и Брауна (Гиллули и др. 2001) нарушается закон сохранения энергии. Мы направили комментарий на эту тему в Nature, где была опубликована работа Гиллули и др. Однако журнал Nature не заинтересовался нашим комментарием (поскольку, как сообщила нам редакция, есть много гораздо более существенных и интересных читателям вещей, чем нарушение закона сохранения энергии). Затем этот комментарий не заинтересовал еще один амбициозный журнал, а именно Ecology Letters. В конечном счете, через два года после его написания, этот комментарий опубликовали в журнале Ecological Modelling. Правда, тогда это не вызвало никакой реакции у критикуемой группы ученых. Может быть, они не знали, что их работу критикуют? Ведь далеко не все ученые считают своим долгом читать скромный журнал Ecological Modelling. Неужели не знали?

"Ну, это вряд ли." В 2004 году Джиму Брауну, главному в группе, была присвоена престижная премия Макартура по экологии. В этой связи в журнале Ecology Американского экологического общества было организовано обсуждение работ Брауна и коллег. Там выступили и мы с коротким замечанием, в котором, кроме всего прочего, ясно обозначили свою озабоченность нарушением закона сохранения энергии со ссылкой на статью в Ecological Modelling. Поскольку Джим Браун публично отвечал на комментарии, можно предположить, что он их читал, включая и наш, а, стало быть, о наших претензиях и своих проблемах знал.

Прошло еще несколько лет постоянного давления с нашей стороны. И вот, о чудо, в 2008 году, всего через шесть лет после появления критики, эта группа признала свою ошибку и сослалась на нашу работу в статье Moses et al. в American Naturalist. После этого они немного изменили свою модель и вновь опубликовали ее, на этот раз в журнале Science (Hou et al. 2008). В этой статье они опять-таки явно признали, что их предыдущая модель ошибочна, но почему-то на нашу работу как на источник, в котором ошибка была выявлена, не сослались. Поскольку и новая модель этих ученых была неверна, мы написали комментарий в Science на эту тему. Заодно в письме к редактору мы попросили пресечь интеллектуальную экспроприацию и опубликовать Erratum работы Hou et al. (2009) со ссылкой на нашу работу. Экспроприацию не пресекли, Erratum не появился, но наш комментарий опубликовали. Вот так и появилась эта статья.

К чему это? Такая, в сущности, мелочь из мелочей, как признание ошибки в одной из многих моделей роста организмов, в современном научном сообществе заняла шесть лет. Здесь были затронуты авторитет и репутация всего лишь одной группы видных ученых, оказывающих влияние на редакционную политику ведущих журналов. Сколько же займет продвижение теории лесного насоса, опровергающей догмы современной метеорологии, если Вы, наш уважаемый читатель, не будете участвовать в этом продвижении и прилагать свои собственные интеллектуальные усилия? А ведь лесной насос атмосферной влаги лично касается любого человека, ежедневно пьющего воду, чай, кофе, пиво или даже водку.

A seleção natural ineficiente: novo mecanismo evolutivo explica alguma complexidade humana

Que a seleção natural não é lá assim uma Brastemp de mecanismo evolutivo Huxley, Hooker, Lyell, Mivart sabiam, e até Darwin sabia disso: pelo menos é o que vemos na 6a. edição do Origem das Espécies. Darwin é mais lamarckista do que Lamarck! Agora eu entendo o por que de a edição preferida para leitura nas universidades é a 1a. edição. Razão que me foi apresentada então: é o pensamento original de Darwin!

Quanta falsidade. As razões eram outras e eu só descobri depois que fui fazer mestrado em História da Ciência justamente sobre Darwin e um dos seus críticos científicos: St. George Jackson Mivart.

A recomendação para ler a 1a. edição é evitar que se torne conhecido duas coisas: a oposição à teoria da evolução de Darwin se deu também no meio científico, e o pensamento de Darwin sobre a seleção natural 'evoluiu' tanto a ponto dele defender posições lamarckistas na 6a. edição.

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Inefficient Selection: New Evolutionary Mechanism Accounts For Some Of Human Biological Complexity

ScienceDaily (Nov. 3, 2009) — A painstaking analysis of thousands of genes and the proteins they encode shows that human beings are biologically complex, at least in part, because of the way humans evolved to cope with redundancies arising from duplicate genes.

"We have found a specific evolutionary mechanism to account for a portion of the intricate biological complexity of our species," said Ariel Fernandez, professor of bioengineering at Rice University. "It is a coping mechanism, a process that enables us to deal with the fitness consequences of inefficient selection. It enables some of our proteins to become more specialized over time, and in turn makes us more complex."


Genomic and proteomic analysis has found a new evolutionary mechanism that accounts for some of the biological complexity of human beings. (Credit: iStockphoto/Liang Zhang)

Fernandez is the lead author of a paper slated to appear in the December issue of the journal Genome Research. The research is available online now.

Fernandez said the study drew from previous findings by his own research group and from seminal work of Michael Lynch, Distinguished Professor of Biology at Indiana University and a recently elected a fellow of the National Academy of Science. Lynch's work has shown that natural selection is less efficient in humans as compared with simpler creatures like bacteria. This "selection inefficiency" arises from the smaller population size of humans as compared with unicellular organisms.

"In all organisms, genes get duplicated every so often, for reasons we don't fully understand," Fernandez said. "When working efficiently, natural selection eliminates many of these duplicates, which are called 'paralogs.' In our earlier work, we saw that an unusual number of gene duplicates had survived in the human genome, which makes sense given selection inefficiency in humans."

In prior research on protein structure, Fernandez's team found that some proteins are packaged more poorly than others. Moreover, they found that the least-efficiently packed proteins are structurally stable only when they bind with partner proteins to form complexes.

"These poorly packed proteins are potential troublemakers when gene duplication occurs," Fernandez said. "The paralog encodes more copies of the protein than the body needs. This is called a 'dosage imbalance,' and it can make us sick. For instance, dosage imbalance has been implicated in Alzheimer's and other diseases."

Given selection inefficiency, Fernandez knew that paralogs encoding poorly packed proteins could remain in the human genome for quite a while. So he and graduate student Jianpeng Chen decided to examine whether gene duplicates had remained in the genome long enough for random genetic mutations to affect the paralogs dissimilarly. Fernandez and Chen, now a senior researcher in Beijing, China, cross-analyzed databases on genomics, protein structure, microRNA regulation and protein expression in such troublesome paralogs.
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Journal reference:

Ariel Fernández, Jianping Chen. Human capacitance to dosage imbalance: Coping with inefficient selection. Genome Research, 2009; DOI: 10.1101/gr.094441.109
Adapted from materials provided by Rice University.

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Human capacitance to dosage imbalance: Coping with inefficient selection
Ariel Fernández1 and Jianping Chen
+ Author Affiliations

Department of Bioengineering, Rice University, Houston, Texas 77005, USA
Abstract

Proteins rely on associations to improve packing quality and thus maintain structural integrity. This makes packing deficiency a likely determinant of dosage sensitivity, that is, of the fitness impact of concentration imbalances relative to the stoichiometry of the protein complexes. This hypothesis was validated by examining evolution-related dosage imbalances: Duplicates of genes encoding for deficiently packed proteins are less likely to be retained than genes coding for well-packed proteins. This selection pressure is apparent in unicellular organisms, but is mitigated in higher eukaryotes. In human, this effect reveals a capacitance toward dosage imbalance. This capacitance is not expected in organisms with larger population size, where evolutionary forces are more efficient at promoting adaptive functional innovation and purifying selection, thus curbing the concentration imbalance arising from gene duplication. By examining miRNA target dissimilarities within human gene families, we show that the capacitance is operative at a post-transcriptional regulatory level: The higher the packing deficiency of a protein, the more likely that its paralogs will be dissimilarly targeted by miRNA to mitigate dosage imbalance. For families with low capacitance, paralog sequence divergence and family size correlate tightly with packing deficiency, just like in unicellular eukaryotes. Thus, a major component of human tolerance toward dosage imbalances is rooted in the paralog-discriminating capacity of miRNA regulation. The results may clarify the evolutionary etiology of aggregation-related diseases, since aggregation is often promoted by overexpression (a dosage imbalance) and aggregation propensity is associated with extreme packing deficiency.

Footnotes

↵1 Corresponding author.

E-mail arifer@rice.edu; fax 713 348 3699.

[Supplemental material is available online at http://www.genome.org.]

Article published online before print. Article and publication date are at http://www.genome.org/cgi/doi/10.1101/gr.094441.109.

Received March 29, 2009.

Accepted September 30, 2009.

Copyright © 2009 by Cold Spring Harbor Laboratory Press

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo da Genome Research e de outras publicações científicas.

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UM PARÁGRAFO INTERESSANTE:

"Even more specialized proteins are needed to maintain and regulate them. This complexity requires that the duplicates of the original jack-of-all-trades gene be retained, but this does not happen unless selection is inefficient. This is frequently a point of contention between proponents of evolution and intelligent design."

Evolução: observe os limites de velocidade evolutiva, senão: Kaput

Speed Limit To The Pace Of Evolution, Biologists Say

ScienceDaily (Nov. 3, 2009) — Researchers at the University of Pennsylvania have developed a theoretical model that informs the understanding of evolution and determines how quickly an organism will evolve using a catalogue of "evolutionary speed limits." The model provides quantitative predictions for the speed of evolution on various "fitness landscapes," the dynamic and varied conditions under which bacteria, viruses and even humans adapt.


E. coli growing in a petri dish. (Credit: iStockphoto/Linde Stewart)

A major conclusion of the work is that for some organisms, possibly including humans, continued evolution will not translate into ever-increasing fitness. Moreover, a population may accrue mutations at a constant rate -- a pattern long considered the hallmark of "neutral" or non-Darwinian evolution -- even when the mutations experience Darwinian selection.

While much is known about the qualitative aspects of evolutionary theory -- that organisms mutate and these mutations are selected by the environment and are gradually absorbed by the entire population, very little is known about how, or how quickly, this is accomplished. Information on evolution between consecutive generations is hard to come by, and the lack of understanding has real-world implications. Public-health officials would have an easier time preparing targeted vaccinations, or combating drug resistance, if they understood the evolutionary speed limits on viruses and bacteria such as influenza and M. tuberculosis.

Penn researchers presented a theory of how the fitness of a population will increase over time, for a total of 14 types of underlying landscapes or "speed limits" that describe the consequences of available genetic mutations. These categories determine the speed and pattern of evolution, predicting how a population's overall fitness, and the number of accumulated beneficial mutations, are expected to increase over time.

Researchers compared the theory to the data from a two-decades study of E. coli to investigate how the bacterium evolves. Organisms of that simplicity and size reproduce more rapidly than larger species, providing 40,000 generations of data to study.

"We asked, quantitatively, how a population's fitness will increase over time as beneficial mutations accrue," said Joshua B. Plotkin, principal investigator and an assistant professor in the Department of Biology in Penn's School of Arts and Sciences. His research focuses on evolution at the molecular scale.
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Morre Claude Lévi-Strauss


Claude Lévi-Strauss

Morreu nesta terça-feira, 3, o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, aos 100 anos. Autor de “Tristes Trópicos”, Lévi-Strauss levou a vida dos índios brasileiros e seus costumes sociais para o resto do mundo com seu livro.

Considerado o “pai da antropologia moderna”, criou conceitos antropológicos como a estrutura dos mitos, a teoria da aliança e os processos mentais do conhecimento humano.

Não foram divulgados dados sobre as causas da morte do antropólogo. Ele faria 101 anos no dia 28 de novembro.

Fonte.

Schadenfreude: rumores de um mundo epistêmico pós-darwinista?

Aqui neste blog eu expressei que já estava de saco cheio com as nauseabundas comemorações dos 200 anos de aniversário de Darwin e os 150 anos do Origem das Espécies como sendo o livro sobre a maior ideia que toda a humanidade já teve (mas que não era nenhuma novidade em 1859...) pelas comunidades e publicações científicas (mais a Grande Mídia a reboque).

Aquelas comemorações foram, e ainda estão sendo, mostras de um desavergonhado culto à personalidade (idolatria secularizada) que desviou o foco da verdadeira questão: a teoria geral da evolução de Darwin na sua versão consensual vigente (Síntese Moderna Evolutiva) é robustamente corroborada num contexto de justificação teórica? A resposta você ficou sabendo aqui desde janeiro de 2006: NÃO!

Há quase quatro anos atrás, quando escolhi o nome para assinar as postagens deste blog, eu escolhi "pós-darwinista", e expliquei o que isso significava no meu perfil: uma iminente e eminente mudança paradigmática em biologia evolutiva. A Galera dos meninos e meninas de Darwin riu de mim, e me cobriu de impropérios. Galantemente respondi: quem está na chuva é prá se queimar!

Anunciei o encontro dos 16 de Altenberg e que uma nova teoria geral da evolução estava sendo elaborada - a Síntese Evolutiva Ampliada, e que ela não seria selecionista. Jogaram mais bosta, oops, mais pedra na Geni, oops neste blogger, mas os evolucionistas ortodoxos, fundamentalistas, pós-modernos, chiques e perfumados a la Dawkins de Pindorama só ficaram sabendo disso aqui neste blog! Por quê a Grande Mídia ficou em silêncio pétreo? Marcelo Leite, da Folha de São Paulo, tem a palavra: "Não damos espaço!" É a Síndrome ricuperiana em ação diante de nossos olhos: "O que Darwin tem de bom, a gente mostra; o que Darwin tem de ruim, a gente esconde".

Gente, aqui e ali, eu aproveito os meus 15 segundo de fama, e digo que de vez em quando algum evolucionista me vindica nos meus vaticínios (seria eu um profeta???): o pós-darwinismo que tanto me perguntam o que é, e eu já deixei explicado no meu perfil, é um novo mundo epistêmico que bate às portas da Nomenklatura científica.

NOTA BENE: um novo mundo epistêmico bate às portas!!!

Fui, nem sei por que, pensando na estória do menino que enfiou o dedo em um dique na Holanda para que não se rompesse...

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Walcott, the Burgess Shale and rumours of a post-Darwinian world

Simon Conway Morris

Department of Earth Sciences, University of Cambridge, Downing Street, Cambridge, CB2 3EQ, UK

Summary

More than one of my colleagues has cast her eye round the packed conference room and then murmured sotte voce that, well, she was suffering just a little from Darwin fatigue. So too, more than one commentator has remarked how the bicentenary of his birth and the 150th anniversary of the Origin have completely outstripped any episode of previous rejoicing. And to play the curmudgeon one might wonder if our obsession with the centential and hemi-centential actually reflects a deeper schadenfreude, a loss of way, an eclipse of confidence. While evolutionary biologists caper round the Darwinian totem, other drum-rolls from Hades remind musicologists that Georg-Friedrich Händel (d. 1759), Joseph Haydn (d. 1809) and Felix Mendelssohn-Bartholdy (b. 1809) must be dragged from their crepuscular retreats, while enthusiasts for Alfred Tennyson (b. 1809) listen anxiously for the creak of Charon's oars conveying their hero back for a brief exposure in the sunlit pastures.

Source/Fonte: Current Biology

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Professores, pesquisadores e alunos de universidades públicas e privadas com acesso ao site CAPES/Periódicos podem ler gratuitamente este artigo da Current Biology e de outras publicações científicas.

Lei de Imprensa, o fim e os novos desafios à responsabilidade

Lei de Imprensa, o fim e os novos desafios à responsabilidade

Publicado em 19/10/2009 por rogério christofoletti

Por Francisco José Castilhos Karam

(Publicado originalmente na revista Em Contato, de São José, SC)

A recente revogação da Lei de Imprensa pelo Supremo Tribunal Federal carrega um duplo significado. De um lado, sepulta de vez o que recentemente se chamava de “entulho autoritário”, o lixo que havia sobrado do findo regime militar brasileiro (1964-1985), assegurando a liberdade de imprensa diante do novo cenário do “livre mercado de idéias”; de outro , exige ainda mais da mídia a tarefa de corresponder, na prática, aos ideais de credibilidade e legitimidade sociais que sustentam o direito social à informação, herdeiros das modernas revoluções, entre elas a Francesa (1789) e a Americana (1776).

A imprensa, no caso correspondendo hoje à informação midiática por qualquer suporte, por meio da informação imediata, planetária e massiva, em períodos cada vez mais curtos, tem papel central na inteligibilidade e organização da vida pública.

Como atua em todas as áreas e estas se refletem de forma imediata nela, ocorre um conjunto de acertos e erros, alguns irreversíveis, que resultam em danos morais e/ou profissionais e/ou financeiros e similares a pessoas e instituições. Com o fim da Lei de Imprensa, depois de 42 anos em vigor (passou a valer em fevereiro de 1967, durante o primeiro governo militar da última ditadura, o do marechal Castello Branco), há um ganho social em termos de liberdade – e uma responsabilidade sobre as conseqüências desta.

Agora, jornalistas e instituições da área ficam sujeitos mais à legislação convencional, como a do Código Penal/Civil, especialmente em relação à injúria, calúnia e difamação. Portanto, a imprensa não se livra de eventuais punições. E, para ilustrar o assunto, resta dizer que a maioria dos processos em vigor, nos últimos anos, foram encaminhados menos via Lei de Imprensa e mais via Código Penal, seguidamente mais duro. Parece-me que, depois de 21 anos de promulgação da Constituição cidadã de 1988, está mais do que na hora de disciplinar, por via legal, o que ela previa, de Direito de Resposta proporcional ao agravo. Seria um caminho ameno, e igualmente responsável, para renovar à imprensa o papel de ser, efetivamente, portadora da credibilidade e reconhecimento públicos. Afinal, ela está na base da vitalidade democrática contemporânea.

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Fonte: OBJETHOS

Ultrassom de aborto (pena de morte sem formação de culpa) 'converte' Abby Johnson

Planned Parenthood Leader Changes Sides
Monday, November 2, 2009, 11:17 AM
Wesley J. Smith

There have been interesting polling, occasionally reported here, about how the country seems to be moving in a pro life direction, with the Gallup Poll now showing a majority opposing abortion. One reason seems to be that improved imaging techniques have verified the humanity of gestating life. That is sure what happened with Abby Johnson, who quit her position as head of a local Planned Parenthood chapter, and indeed, now works with pro lifers to help persuade women to make the choice of giving birth. From the story:

Planned Parenthood has been a part of Abby Johnson’s life for the past eight years; that is until last month, when Abby resigned. Johnson said she realized she wanted to leave, after watching an ultrasound of an abortion procedure. “I just thought I can’t do this anymore, and it was just like a flash that hit me and I thought that’s it,” said Jonhson.

She handed in her resignation October 6. Johnson worked as the Bryan Planned Parenthood Director for two years. According to Johnson, the non-profit was struggling under the weight of a tough economy, and changing it’s business model from one that pushed prevention, to one that focused on abortion. “It seemed like maybe that’s not what a lot of people were believing any more because that’s not where the money was. The money wasn’t in family planning, the money wasn’t in prevention, the money was in abortion and so I had a problem with that,” said Johnson.

If Johnson’s charge is true about being told to intentionally push abortion for financial reasons, Planned Parenthood cannot credibly claim to be a dispassionate family planning/women empowering organization. Rather, it has an agenda that is both ideological and financially motivated. Since PP receives millions in taxpayer dollars, I think Johnson’s charge should be investigated.

Source/Fonte.

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Possivelmente o ultrassom de aborto que Abby Johnson assistiu foi deste tipo:



ABORTO: PENA DE MORTE SEM FORMAÇÃO DE CULPA! GENOCÍDIO!! HOLOCAUSTO SILENCIOSO!!!

FAPESP: Nova chamada para Bolsa Dra. Ruth Cardoso

Nova chamada para Bolsa Dra. Ruth Cardoso
3/11/2009

A FAPESP publica chamada do Programa de Bolsa Dra. Ruth Cardoso para Professor e/ou Pesquisador Visitante na Universidade Columbia, nos Estados Unidos.

As submissões de candidaturas para a chamada (Chamada FAPESP 17/2009) serão aceitas até o dia 15 de janeiro de 2010.


Programa para seleção de professor ou pesquisador visitante na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, abre inscrições (foto: Un.Columbia)

O programa é uma iniciativa da FAPESP com a Universidade Columbia, a Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos da América e o Brasil (Fulbright) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Entre os objetivos do programa estão destacar no meio universitário e de pesquisa dos Estados Unidos a atuação de cientistas brasileiros atuando em instituições do país nas áreas de ciências humanas e sociais e promover a aproximação, o diálogo e aprofundamento no conhecimento mútuo das duas culturas e sociedades.

A bolsa honra a memória da professora Ruth Corrêa Leite Cardoso, ex-bolsista da Comissão Fulbright na Universidade Columbia em 1988 e personalidade de destacada atuação na cena acadêmica brasileira, em particular nas ciências humanas e sociais.

O programa prevê a concessão de uma bolsa por ano. A bolsa tem o valor mensal de US$ 5 mil e será concedida por um período de até nove meses. O selecionado também receberá auxílio instalação de US$ 2 mil, seguro-saúde, passagem aérea de ida e volta em classe econômica promocional e moradia no campus da Universidade Columbia, em Nova York, em apartamento de um dormitório ou equivalente.

O bolsista também terá acesso às instalações e serviços da Universidade Columbia – escritório, internet, laboratórios e bibliotecas – e demais meios necessários à efetiva consecução das atividades de docência ou de pesquisa.

Os candidatos deverão ter concluído doutorado antes de 2006, possuir nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade norte-americana e estar credenciado como docente e orientador em programa de pós-graduação reconhecido pela Capes.

Deverá também, entre outros requisitos, dedicar-se em regime integral às atividades acadêmicas, incluindo a docência, orientação ou co-orientação de dissertações ou teses e/ou a participação em projetos de pesquisa nas ciências humanas e sociais.

Será dada preferência a candidatos que atuem nas áreas de história do Brasil, antropologia e sociologia com enfoque em movimentos sociais contemporâneos.

Mais informações: www.fapesp.br/materia/5115

Sociologia econômica

Sociologia econômica
3/11/2009

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – A sociologia econômica procura avaliar os fenômenos da economia por meio das ciências sociais – uma abordagem ainda pouco difundida no Brasil. Discutir as possibilidades de analisar esses fenômenos a partir das relações entre as diversas redes sociais é a proposta do livro Redes e sociologia econômica, lançado pela EdUFSCar, editora da Universidade Federal de São Carlos.

Organizada por Ana Cristina Braga Martes, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, a obra coloca em debate a contribuição inovadora das duas abordagens – as redes sociais e a sociologia econômica – para a compreensão de questões clássicas das ciências sociais.


Livro indica trajetória teórica e caminhos empíricos da abordagem que usa redes sociais para analisar temas de economia

De acordo com a autora, a sociologia econômica fornece uma abordagem que permite entender os fenômenos econômicos de uma maneira distinta da que é proposta pela teoria econômica. “Trata-se de uma perspectiva importante do ponto de vista da conjuntura internacional, pois ela consiste em uma crítica muito sólida à economia neoclássica e ao método hipotético dedutivo adotado pelos economistas ortodoxos”, disse à Agência FAPESP.

Segundo Ana Cristina, que concluiu no início do ano pós-doutorado na Faculdade de Economia e Ciência Política de Londres (Inglaterra), com apoio da FAPESP na modalidade Bolsa de Pesquisa, a abordagem da sociologia econômica “coloca em questão o pressuposto da racionalidade econômica que permeia a visão ortodoxa”.

“Os sociólogos não devem restringir seus interesses aos aspectos irracionais da ação ou das organizações econômicas, mas devem repensar as noções de racionalidade, preferências, egoísmo, mercado e demais conceitos fundamentais da economia. Essa visão combina perfeitamente com a abordagem de redes sociais, que tira o foco do indivíduo e transmite a análise para o campo das relações sociais”, disse.

As redes sociais consistem em uma tentativa de compreensão da realidade por meio das relações sociais. “A análise de redes é uma das vertentes dessa abordagem. Há vários softwares gratuitos que permitem identificar os laços entre pessoas e organizações sociais, para mostrar quais deles estão em posição de centralidade, fazendo intermediações entre os grupos”, apontou.

Formada na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em ciências sociais, a autora realizou mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo (USP), sob orientação da professora Ruth Cardoso (1930-2008). Seu primeiro pós-doutorado foi concluído em 2002 na Universidade de Boston, nos Estados Unidos.

Elaboração teórica

De acordo com Ana Cristina, o novo livro procura revelar de que modo as instituições e estruturas sociais formam os mercados e as organizações econômicas e como a estrutura de relações, o contexto social e os processos históricos afetam a organização da produção, a troca e o consumo.

“Para isso, o livro reúne textos de autores consagrados que se dedicaram à elaboração teórica sobre redes e sociologia econômica, além de trabalhos recentes, que têm como base pesquisas empíricas produzidas no Brasil”, disse.

Um aspecto comum entre os textos dos diversos autores incluídos no livro é que todos têm algo a dizer sobre a atual crise econômica mundial. “A teoria econômica concebe o mercado como um mecanismo de aferição de preço por meio do equilíbrio entre oferta e demanda. E não se dá conta de que não há um mercado, mas vários mercados. Nem percebe que esses mercados são construções históricas e sociais. O modelo utilizado pela teoria econômica é demasiadamente reducionista para permitir a compreensão da realidade”, indicou.

Segundo a autora, o livro é indicado para alunos, professores e pesquisadores em ciências sociais, em especial sociólogos e economistas, mas também para áreas como a engenharia de produção. “A ideia é introduzir o tema da sociologia econômica aos leitores que têm iniciação em sociologia”, disse.

O livro traz textos de autores como Mark Granovetter (Ação econômica e estrutura social: o problema da imersão), da Universidade de Stanford, e Richard Swedberg (A sociologia econômica do capitalismo: uma introdução e agenda de pesquisa), da Universidade de Cornell, que, segundo Ana Cristina, deram grande contribuição à sistematização e difusão da sociologia econômica no mundo.

O italiano Alberto Martinelli, da Universidade de Milão, que escreveu na década de 1960 um dos primeiros livros sobre a sociologia econômica, contribuiu com o artigo O contexto do empreendedorismo. Já o francês Benoît Lévesque, da Universidade de Québec, em Montreal, é o autor de Contribuição da nova sociologia econômica para repensar a economia no sentido do desenvolvimento sustentável.

“Análise de redes sociais: avanços recentes e controvérsias” é o tema do artigo de Mark Mizruchi, da Universidade de Michigan, pioneiro na discussão das redes sociais como estrutura de governança. Neil Fligstein, da Universidade da Califórnia em Berkeley, com Habilidade social e teoria dos campos, completa a parte do livro dedicada à contribuição teórica de autores internacionais.

Potencial empírico

A segunda parte de Redes e sociologia econômica consiste em contribuições da pesquisa empírica realizada no Brasil. Ana Cristina contou com apoio da Revista de Administração de Empresas, da FGV, para a seleção dos artigos nacionais. “A intenção dessa seleção é dar ao leitor uma boa ideia do potencial de aplicação da sociologia econômica combinada com a abordagem das redes sociais”, disse.

Oswaldo Mário Serra Truzzi, da UFSCar, e Mário Sacomano Neto, professor da Universidade Metodista de Piracicaba, são os autores de Economia e emprendedorismo étnico: balanço histórico da experiência paulista. Reginaldo Sales Magalhães, da International Finance Corporation do Banco Mundial, contribuiu com o texto Habilidades sociais no mercado de leite. “Ele procurarou entender a organização das cooperativas de produção de leite e avaliar as habilidades sociais necessárias para atuar nesse mercado”, contou a autora.

Calçado do Vale: imersão social e redes interorganizacionais é o artigo de Mariana Baldi, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Marcelo Milano Falcão Vieira, da FGV do Rio de Janeiro. “Esse texto sobre a indústria de calçados tem foco na importância das redes sociais, revelando a configuração histórica e social de um cluster mundial da indústria calçadista”, disse Ana Cristina.

A indústria cinematográfica nacional é o tema de Charles Kirschbaum, do Instituto de Ensino e Pesquisa (antigo Ibmec), no artigo Renascença da indústria brasileira de filmes: destinos entrelaçados?. “Não é um tema comum na nossa área. O autor faz uma análise das redes que compõem a indústria do cinema no país, mostrando casos de sucesso e sobrevivência, refletindo sobre o conceito de cadeia de valor”, disse.

Redes e sociologia econômica
Organização: Ana Cristina Braga Martes
Lançamento: 2009
Preço: R$ 52
Mais informações: http://editora.ufscar.br

Cápsulas nanoscópicas

Cápsulas nanoscópicas
3/11/2009

Agência FAPESP – Cientistas da Universidade Washington, em Saint Louis, nos Estados Unidos, desenvolveram um sistema composto por uma “nanogaiola” de ouro coberta com um polímero que poderá servir para direcionar medicamentos a alvos específicos no organismo.


Cientistas desenvolvem “nanogaiolas” de ouro que podem ser abertas e fechadas com uma fonte de luz. Objetivo é obter sistema inteligente capaz de direcionar medicamentos a tecidos específicos (Foto: Divulgação)

A pequena gaiola de ouro coberta com um polímero inteligente responde à luz, abrindo para esvaziar seu conteúdo e fechando novamente quando a luz é apagada. O método para fabricar as cápsulas e os testes de desempenho foram descritos em artigo publicado na edição de domingo (1º /11) da revista Nature Materials. O estudo foi coordenado por Younan Xia.

O sistema é projetado para ser preenchido com uma substância medicinal – como quimioterápicos ou bactericidas –, liberando quantidades cuidadosamente calculadas de droga junto ao tecido no qual ela deve ser administrada. De acordo com os autores, o sistema de entrega maximiza os efeitos benéficos do medicamento e diminui efeitos colaterais.

O primeiro passo para fazer a cápsula inteligente consistiu em combinar um agrupamento de nanocubos de prata. Minúsculos cubos de cristal podem ser feitos por meio da adição de nitrato de prata a uma solução que doa elétrons para os íons do metal, permitindo que eles se precipitem como prata sólida. A adição de outra substância estimula os átomos de prata a se depositarem em partes específicas de um cristal, levando à formação de cubos com arestas, em vez de formar blocos disformes.

O segundo passo foi cortar os oito cantos dos cubos, que serviram como moldes para as gaiolas de ouro tomarem forma. Quando os nanocubos de prata foram aquecidos em ácido cloroáurico, os íons de ouro no ácido roubaram elétrons dos átomos de prata nos cubos. A prata se dissolveu e o ouro se precipitou.

Uma película de ouro foi formada sobre os cubos de prata, conforme os cubos eram escavados de dentro para fora. Os átomos de prata entraram na solução através de poros que se formaram nos cantos cortados dos cubos.

“A parte realmente interessante – desse sistema e da nanotecnologia em geral – é que as pequenas gaiolas de ouro têm propriedades muito diferentes do ouro bruto. Especialmente em sua resposta à luz”, disse Xia.

O físico inglês Michael Faraday (1791-1867) foi o primeiro a perceber que uma suspensão de partículas de ouro brilhava com uma coloração vermelho-rubi, porque as partículas são extremamente pequenas. “Sua amostra original de um coloide de ouro ainda está no Museu de Faraday, em Londres, mais de 150 anos depois”, contou Xia.

A cor é causada por um efeito físico conhecido como ressonância de plasma de superfície. Alguns dos elétrons nas partículas de ouro não são ancorados em átomos individuais, mas formam um gás que flutua livremente.

“A luz, incidindo sobre esses elétrons, pode levá-los a oscilar. Essa oscilação coletiva, o plasma de superfície, adquire um determinado comprimento de onda, ou cor, diferente da luz incidente. E essa é a cor que vemos”, explicou.

Tecido transparente

A ressonância – nome da forte resposta em um determinado comprimento de onda – é o que faz vibrar uma corda de violino com um tom específico, por exemplo. A ressonância do plasma de superfície pode ser sintonizada no mesmo sentido em que um violino é afinado.

“Faraday utilizava partículas sólidas para fazer seu coloide. Podemos ajustar o comprimento da onda ressonante alterando o tamanho das partículas, mas apenas dentro de limites estreitos. Não podemos chegar aos comprimentos de onda exatos que queremos”, disse Xia.

Os comprimentos de onda desejados pelo grupo são aqueles nos quais o tecido humano é relativamente transparente, possibilitando que as gaiolas, na corrente sanguínea, possam ser abertas pelo brilho de uma fonte de laser sobre a pele. Alterando-se a espessura das paredes das nanogaiolas, sua coloração pode ser ajustada em uma amplitude maior que as partículas sólidas.

“À medida que mais ouro é depositado na armação, a suspensão de nanogaiolas muda do vermelho para o roxo, o azul brilhante, o azul-escuro ou para os comprimentos de onda do infravermelho próximo”, disse.

Os pesquisadores querem atingir uma estreita faixa de transparência do tecido que se situa entre 750 e 900 nanômetros, no infravermelho próximo. Essa faixa é limitada por comprimentos de onda fortemente absorvidos pelo sangue e, por outro lado, pelos que são absorvidos pela água.

A luz nesses comprimentos de onda pode penetrar profundamente no corpo. “A carne é bastante transparente para um comprimento de onda de 780 nanômetros. Isso pode ser demonstrado quando colocamos um diodo laser vermelho na boca e a luz pode ser vista por fora”, disse Xia.

Segundo Xia, na frequência ressonante a luz pode ser espalhada fora das gaiolas, absorvida por elas, ou passar por uma combinação desses dois processos. “Assim como sintonizamos a ressonância de plasma de superfície, podemos ajustar a quantidade de energia que é absorvida – e não espalhada – manipulando o tamanho e a porosidade das nanogaiolas.

O artigo Gold nanocages covered by smart polymers for controlled release with near-infrared light, de Younan Xia e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Materials em www.nature.com/naturematerials.

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Pós-doutorado em fisiologia com Bolsa FAPESP

Pós-doutorado em fisiologia com Bolsa FAPESP
3/11/2009

Agência FAPESP – O Projeto Temático “Transmissão sináptica em neurônios envolvidos na geração e modulação das atividades simpática e respiratória na hipóxia”, apoiado pela FAPESP, tem uma vaga em aberto para pós-doutorado.


Vaga é para Projeto Temático "Transmissão sináptica em neurônios envolvidos na geração e modulação das atividades simpática e respiratória na hipóxia" (ISCB)

O projeto é coordenado pelo professor Benedito Honório Machado, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Os candidatos deverão ter formação em fisiologia de sistemas com ênfase nos mecanismos neurais de controle cardiovascular e respiratório e treinamento preferencial em registros de sinais biológicos em animais acordados/anestesiados ou em preparações in situ. Experiência na análise e processamento de sinais biológicos em softwares de uso frequente em laboratórios de eletrofisiologia é desejável.

Os interessados deverão enviar até o dia 6 de novembro, ao professor Machado (bhmachad@fmrp.usp.br), e-mail com motivações para a posição e nomes de dois pesquisadores ativos como referências. Anexo ao e-mail deverá estar incluído curriculum vitae.

O valor da Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP é de R$ 4.508,10 mensais.

Outras vagas de bolsas de pós-doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.oportunidades.fapesp.br.

Livro reúne cartas de Charles Darwin

Livro reúne cartas de Charles Darwin
3/11/2009

Agência FAPESP No ano em que se comemoram os 200 anos de nascimento de Charles Darwin (1809-1882) e os 150 de A Origem das Espécies, o público brasileiro pode conhecer outras facetas do naturalista inglês no livro A Evolução: Cartas seletas de Charles Darwin (1860-1870), que acaba de ser lançado pela Editora da Unesp.

A correspondência com amigos, admiradores e críticos proporciona um panorama de uma fase particularmente intensa na vida do cientista, que se seguiu à publicação de seu principal trabalho.

Esse é o segundo volume de cartas publicado pela editora – em seguida ao Origens – Cartas seletas de Charles Darwin (1822–1859) – e mostra o método de trabalho do cientista e o desenvolvimento de seu pensamento desde a época em que era estudante.

A correspondência foi reunida pelo norte-americano Frederick Burkhardt (1912-2007), fundador e editor geral do Darwin Correspondence Project.

A seleção de textos permite ainda descobrir como Darwin era visto por seus contemporâneos, não só amigos mais próximos mas também por contestadores, como os debates que travou com Thomas Huxley e o bispo de Oxford, entre outros.

Título: A Evolução: Cartas seletas de Charles Darwin (1860-1870)
Autor: Frederick Burkhardt
Tradução: Alzira Vieira Allegro
Lançamento: 2009
Preço: R$ 59
Mais informações: www.editoraunesp.com.br/

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A EVOLUÇÃO
CARTAS SELETAS DE CHARLES DARWIN 1860-1870

AUTOR(ES):
BURKHARDT, FREDERICK
TRADUTOR(ES):
ALZIRA VIEIRA ALLEGRO

SINOPSE:

As cartas que Charles Darwin escreveu imediatamente após a publicação de A origem das
espécies não são tão conhecidas quanto seu diário escrito durante a viagem do Beagle ou aquelas que ele escreveu durante o longo período entre seu retorno ao lar e a
publicação do livro. Entretanto, elas merecem ser conhecidas, pois esclarecem muitas
questões fascinantes. Como ele reagiu à sensação causada por seu livro evolucionário?
Quais eram suas posições religiosas, a respeito das quais ele evitava com todo o
cuidado dar explicações em público?

Essas são questões tratadas nas cartas deste volume, que compreendem os anos de 1860 e 1870, uma época em que as teorias de Darwin encontraram suporte em uma série de outras publicações significativas, como Henry Walter Bates, Thomas Henry Huxley e Charles Lyell.


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NOTA IMPERTINENTE DESTE BLOGGER:

Que as cartas de Darwin são interessantes de um ponto de vista histórico da evolução do seu pensamento, não se discute. O que se lamenta é que isso em nada contribui para a discussão da robustez ou não de uma teoria do século 19, revisada no século 20, e que já demanda uma urgente revisão ou descarte como paradigma, e que as editoras universitárias não ousam abordar.

Triste ciência esta da evolução engessada numa idolatria secularizada, culto à personalidade, quando o que interessa hoje no século 21, onde a biologia é uma ciência de informação, o que realmente Darwin explica ou não. O resto, é saudosismo ineficaz, pois a informação sobre o verdadeiro status epistêmico da teoria geral da evolução está ao alcance de um clique no computador: a internet, onde as ideias são livremente debatidas, para vergonha da Nomenklatura científica e de Darwin-ídolo!

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